Bia Haddad avança às quartas e projeta retorno ao topo: 'Tênis não se esquece'
Além disso, a paulistana destacou sua parceria com Guga e João Fonseca

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A caminhada de Beatriz Haddad Maia em solo espanhol ganhou um novo fôlego. Ao bater a norte-americana Ashlyn Krueger e a espanhola Andrea Lazaro no WTA 125 de La Bisbal, a paulistana garantiu sua vaga nas quartas de final e, pela primeira vez em 2026, somou duas vitórias consecutivas. Mais do que o resultado no saibro, o desempenho marca um ponto de virada na temporada da número 1 do Brasil, que busca reencontrar o caminho para o topo do ranking, conforme diss entrevista ao site Punto de Break.
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— O tênis não se esquece, mas muitas coisas acontecem na vida. Estou em um processo muito pessoal, preciso me conhecer mais profundamente. Tenho vontade de estar lá em cima novamente. É um desafio pessoal. Meu maior sonho ainda é ganhar um Grand Slam, e isso me motiva.
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Atualmente na 69ª posição mundial, Bia volta à quadra nesta sexta-feira (2) contra a espanhola Marina Bassols. Entre os treinos em Barcelona e os jogos, a ex-top 10 revelou que o processo de retomada vai muito além das quadras: trata-se de um mergulho profundo no autoconhecimento.
Menos ansiedade, mais foco no "agora"
A semifinalista de Roland Garros explicou que precisou ajustar sua rotina para controlar a intensidade e os reflexos disso. Uma das medidas drásticas foi o isolamento digital: a brasileira abandonou as redes sociais para evitar distrações externas.
— Sou muito intensa e, às vezes, preciso reduzir um pouco para não cair na ansiedade. Sempre quis responder a todos, mas chegou um momento em que eu só olhava para fora e não para dentro. Agora preciso focar em mim e no presente.
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Parceria com Carlos Martinez: ouvir a verdade
Bia atribui parte de sua evolução ao trabalho duro com o técnico espanhol Carlos Martinez. A iniciativa de procurá-lo partiu da própria jogadora, que buscava alguém capaz de tirá-la da zona de conforto. A relação ainda está em fase de ajustes, mas a sintonia é clara.
— Quero sair da zona de conforto, ouvir a verdade. O Carlos trabalha muito duro, é impressionante. Agora estamos ajustando detalhes para que ele entenda como funciona minha cabeça dentro e fora da quadra — pontuou.
Legado e inspiração: de Guga a João Fonseca
Mesmo em um momento de reconstrução, a brasileira mantém a postura positiva e o orgulho do que já construiu. Ao falar sobre o peso da expectativa de um país com 200 milhões de habitantes, ela encara o status de ídolo como um privilégio, citando Gustavo Kuerten como seu grande norte moral.
— A maior lição que o Guga me deu não foram os títulos, mas o caráter e os valores. Tenho sorte de tê-lo conhecido. A família dele está sempre presente quando preciso conversar.
Sobre o futuro do tênis nacional, Bia elogiou a ascensão do jovem João Fonseca, destacando a serenidade do atleta e o ambiente saudável construído por sua equipe. "O tênis não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona. Temos que trabalhar até a recompensa chegar", filosofou a paulistana, que segue firme no sonho de conquistar um Grand Slam.
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