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Davis: Em 1970, após superar hepatite, Koch brilhou contra o Canadá

Recordista do país na competição relembra desafio no Clube Pinheiros

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Gustavo Loio
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 06/02/2026
11:00
Thomaz Koch em foto de arquivo
imagem cameraThomaz Koch em foto de arquivo

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Nesta sexta (6) e sábado (7), o Brasil desafia o Canadá, pela Copa Davis, em Vancouver. E, em entrevista exclusiva ao Lance!, o gaúcho Thomaz Koch, recordista de vitórias em simples (46) e duplas (28) na competição pelo país, relembrou um confronto histórico contra os canadenses.

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O duelo em questão aconteceu de 18 a 20 de julho daquele ano, no Clube Pinheiros, em São Paulo. Além de Koch, o Brasil contou, nas simples e duplas, com José Mandarino, com quem o ex-tenista gaúcho formou uma das parcerias mais vitoriosas da história do país. Mike Belkin e John Sharpe foram os desafiantes daquele confronto.

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- Era a minha primeira competição depois de ter contraído hepatite, era uma incógnita se eu aguentaria jogar cinco sets nos três dias. Foi difícil, e o primeiro jogo foi duríssimo, contra o Sharpe (vitória por 9/7, 7/5, 5/7 e 8/6). Depois o Mandarino perdeu (6/2, 6/4 e 6/2 para Belkin), aí nas duplas, vencemos por 3 a 2 (6/3, 3/6, 0/6, 6/4 e 6/3) - recorda Koch, ex-24º do mundo (terceiro melhor ranking de um brasileiro, atrás apenas de Guga Kuerten, 1º, e Thomaz Bellucci, 21º).

Com os anfitriões liderando por 2 a 1, no último dia o gaúcho foi superado por Belkin (6/8, 8/6, 6/3 e 6/4, enquanto a classificação foi garantida pelo triunfo de Mandarino sobre Sharpe, por 6/1, 6/0 e 6/2.

Relevância da Davis

Recordista também de confrontos (44) e de anos de disputa (16), Koch também falou ao Lance! da relevância que a principal competição entre países tinha já naquela época:

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- Copa Davis para nós, Mandarino e eu, era muito mais importante que os torneios de Grand Slam. Era tudo o que a gente mais curtia, era uma chance de representar o Brasil além dos Pan-Americanos, já que não existiam as Olimpíadas. Os torneios eram muito individuais e sem público torcendo por você. E, na Davis, éramos abraçados pelo país, nos preparávamos bem para os jogos de cinco sets.

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Edison Mandarino (e) e Thomaz Koch após uma das vitórias na Copa Davis (Foto: Associação Leopoldina Juvenil)
Edison Mandarino (e) e Thomaz Koch após uma das vitórias na Copa Davis (Foto: Associação Leopoldina Juvenil)
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