Tênistória: Anfitriões amargam jejum de cinco décadas no Australian Open
Último atleta da casa a chegar á final de simples foi em 2005

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Embora seja, desde sempre, uma das potências do tênis mundial, a Austrália amarga, em 2026, 50 anos do mais recente título de simples masculina de um anfitrião no primeiro Grand Slam da temporada. E, nas próximas duas semanas, no Australian Open, o país tem a missão quase impossível de tentar acabar com esse jejum.
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O último atleta da casa a ser campeão nas simples foi Mark Edmondson, em 1976, naquela que se tornou a última final entre australianos no torneio. O vice, na ocasião, ficou com John Newcombe, que vencera a competição um ano antes.
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Ex-número 15 do mundo (seu melhor ranking na carreira, que terminou em 1987), Edmondson era apenas o 212º do mundo quando venceu seu único Grand Slam de simples. Naquela época, aliás, o Australian Open era disputado na grama e começou no dia 31 de dezembro de 1975. Outra curiosidade é que não havia premiação naquela edição do torneio, nem mesmo para o campeão.
Inclusive, por ter praticado a modalidade boa parte na época amadora, Edmondson embolsou, nos 39 Slams de simples que disputou na carreira, pouco mais de US$ 14 mil dólares. Valor, nos últimos anos, muito abaixo até mesmo para quem perde na primeira rodada.
Além do único título de Slam, nas simples, em 1976, o australiano também chegou à semfinal de Wimbledon seis anos depois e, por duas vezes, alcançou a terceira rodada do US Open (em 1977 e 1981). Nesse nível de torneio, seu pior resultado foi em Roland Garros, onde nunca passou da segunda rodada (feito alcançado em 1977).
Hoje com 71 anos (vídeo abaixo), Edmondson ganhou outros cinco títulos de ATP, fora o Australian Open. Nas duplas, venceu quatro vezes em Melbourne (1980, 1981, 1983 e 1984) e uma em Paris (1985), em Slams.
Koch carimbou a 'faixa' do campeão
Um dos maiores nomes do tênis brasileiro de todos os tempos, Thomaz Koch foi quem carimbou a 'faixa' de campeão de Edmondson em fevereiro de 76. Afinal, foi gaúcho o primeiro a derrotar a lenda australiana em seu primeiro torneio pós título em Melbourne: nas semifinais do Challenger de Khartoum, na Indonésia, em fevereiro daquele ano. Na carreira de simples, o último anfitrião campeão do Australian Open acumulou 256 vitórias e 241 derrotas.
Em 2007, em uma justa homenagem, o último anfitirão campeão em Melbourne entrou para o Hall da Fama do Tênis Australiano.

Desde o troféu de Edmondson há 50 anos, apenas quatro australianos chegaram à decisão masculina e nenhum ficou com o mais cobiçado troféu. Em 1978, John Marks foi o vice, assim como Kim Warwick, dois anos depois, e Pat Cash em duas edições: em 1987 e 1988. Há 21 anos, o ex-líder do ranking mundial Lleyton Hewitt fez sua melhor campanha no torneio em casa, mas viu o russo Marat Safin conquistar o título (vídeo abaixo).
Mais uma vez, a maior esperança dos donos da casa atende pelo nome de Alex De Minaur (6º do mundo), que tem como melhor resultado as quartas de final de 2025, após três derrotas seguidas nas oitavas.
- Não há nada que eu amaria mais do que ter uma boa campanha lá e continuar a desenvolver o que tenho feito nos últimos dois anos, e espero ter chance de título - disse o anfitrião, que soma 18 vitórias em 26 jogos no principal torneio do país.
No último domingo, De Minaur estreou com vitória: 6/2, 6/2 e 6/3 contra o americano Mackenzie McDonald (vídeo abaixo). Seu próximo rival será o sérvio Hamad Medjedovic, carrasco do argentino Mariano Navone.
O maior jejum de anfitriões em Grand Slams
Em nenhum outro dos três Slams o jejum, nas simples masculina, é tão grande quanto o do Aberto da Austrália. Isso porque Andy Roddick, em 2003, triunfou no US Open, Yannick Noah venceu Roland Garros em 1983, e, em 2016, Andy Murray foi bicampeão de Wimbledon.
Em 2022, último título de anfitriã no Australian Open
Já, na chave de simples feminina, o jejum australiano é muito menor. Afinal, em 2022, Ashleigh Barty interrrompeu uma seca que teve início em 1978.

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