Fantasma do quadril de Guga paira sob João Fonseca, mas lesão é diferente
Lance! ouviu médicos sobre as lesões do número 1 do Brasil e do ex-líder do ranking

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João Fonseca surpreendeu fãs ao redor do mundo no último sábado (10) ao revelar ter a coluna retificada desde o nascimento. A notícia veio logo após o jovem tenista, de 19 anos, anunciar a segunda desistência na temporada, dessa vez do ATP 250 de Adelaide, na Austrália. O Lance! ouviu médicos especialistas que explicaram se há comparação com a lesão no quadril que encerrou precocemente a carreira de Gustavo Kuerten, em 2008.
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Neurocirurgião, membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) e da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), Jackson Daniel Sousa Silva aponta que são situações diferentes, mas comparáveis no sentido de tomada de decisão.
- A lesão no quadril do Guga envolvia uma articulação específica, com impacto direto na mobilidade e na performance. A coluna retificada é uma alteração mais global da biomecânica corporal. O que o relato do Guga nos ensina é que a medicina evoluiu muito, principalmente no entendimento de quando não operar. Hoje somos muito mais criteriosos. A chave está em preservar a função e a longevidade do atleta, não apenas resolver a dor imediata.
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O ortopedista Emiliano Vialle, chefe do grupo de coluna do Hospital Universitário Cajuru, destaca que, no caso do tênis, modificações técnicas podem ajudar a reduzir a frequência das crises causadas pelo formato dessa parte do corpo. E lembra que já ouve casos de atletas que recorreram à cirurgia nessa região:
Bia e Medvedev já passaram por cirurgia na coluna
- Não tenho detalhes do caso do João para avaliar a necessidade de cirurgia, mas outros atletas que operaram a coluna, como Bia Hadad (em 2018) e o russo Daniil Medvedev (em 2022), retornaram ao circuito em menos de 6 meses - disse o médico.
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Sobre a lesão de Guga, o ortopedista diz que a intervenção cirúrgia era imprescindível:
- Mesmo porque era em uma cápsula articular, que não iria cicatrizar sem uma cirurgia. Além disto, o quadril tem grande amplitude de movimento em comparação à coluna. Acredito que o caso do João seja menos sério que a lesão do Guga - completou.
Lesão de João Fonseca exige atenção constante
Também ortopedista, Juliana Munhoz Vergara também analisou a situação do número 1 do Brasil:
- A coluna retificada não é reversivel, mas pode ser controlada com treino adequado e permite uma longevidade esportiva, principalmente em atletas jovens, como é o caso do João Fonseca (de 19 anos). Não é uma sentença de fim de carreira, como acabou sendo no caso do Guga, embora exija atenção constante - comentou.
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Outro especialista ouvido pelo Lance! sobre o assunto foi Gabriel Bessa, ortopedista e traumatologista do Hospital Ortopédico AACD. Ele diz ser possível traçar paralelos entre as lesões, apesar de existirem diferenças cruciais. Uma delas é a evolução da Medicina e da cirurgia ortopédica:
- Há 20 anos, o diagnóstico por imagem era menos preciso, a compreensão da biomecânica era menor e as técnicas cirúrgicas, como a artroscopia de quadril, eram menos avançadas e difundidas. Hoje, muitas lesões labrais são tratadas de forma minimamente invasiva com excelentes resultados, e o foco na reabilitação e prevenção é muito maior.
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Na segunda-feira (12), o duplista Marcelo Demoliner postou o vídeo abaixo, em solidariedade a João Fonseca. O tenista gaúcho diz que não pode ter pressa para tratar o caso do número 1 do Brasil.

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