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Brasil tem nova chance de quebrar 'maldição' no Australian Open

Até hoje, nenhum(a) atleta do país passou da terceira rodada nas simples

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Gustavo Loio
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 17/01/2026
10:00
Atualizado há 2 minutos
Gustavo Kuerten - Tricampeão de Roland Garros, o ex-tenista brilhou nas quadras até 2008, quando as lesões colocaram ponto final em sua carreira.<br>
imagem cameraGuga Kuerten, tri de Roland Garros, em sua última participação no torneio, em 2008 (Arquivo)

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Conhecido como o 'Happy Slam', o Australian Open, que começa neste sábado, não guarda boas recordações para os tenistas do Brasil nas simples. Tanto que, até hoje, o máximo que o país avançou no torneio foi até a terceira rodada. A primeira vez foi com Gustavo Kuerten, em 2004, e outras duas com Bia Haddad, em 2024 e 2025.

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Fernando Meligeni foi um que chegou perto de conseguir quebrar essa escrita. Mas a "assombração australiana" parecia pairar sobre os brasileiros.

- É uma grande pergunta que a gente sempre se faz. Convivi com o Guga na época em que ele ia bem em todos os grandes Slams, tratava o Australian Open com muito cuidado, como eu também, mas é impossível de entender por que a gente não conseguia jogar bem na Austrália. Na verdade, todos jogávamos bem, vi grandes partidas do Guga, eu mesmo fiz só a segunda rodada, no máximo, fiz cinco sets com Todd Martin (americano, em 1999), com Albert Costa (espanhol, em 1996), grandes jogos, mas não ganhávamos lá - conta Fininho.

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O ex-número 25 do mundo diz que não foi por falta de preparação que ele e Guga não emplacaram mais vitórias em Melbourne. Ele conta que a pré-temporada era sempre muito forte, indo uma ou duas semanas para a Oceania antes do Grand Slam, jogando em Auckland (vencido por Guga em 2003) ou Sydney. Algo parecido com o que João e Bia fizeram este ano.

Fernando Meligeni é homenageado
Fernando Meligeni durante homenagem pela carreira (Foto: Luiz Candido/CBT/Arquivo)

- E aí vai mudando de geração, e a coisa não flui. A gente achou que a Bia também ia passar a terceira rodada, ainda não passou, e agora tem o João (Fonseca), que só jogou um ano (alcançou a segunda fase em 2025). 

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Para se ter uma ideia da dificuldade brasileira em terras australianas, Guga somou mais derrotas (8) do que vitórias (7) em Melbourne. E sua melhor campanha foi justamente na última edição que disputou, há 22 anos. Em 2004, o tricampeão de Roland Garros (então 75º do mundo) derrotou o holandês John Van Lottum e o croata Ivan Ljubicic, antes de perder para o tailandês Paradorn Srichaphan na terceira rodada.

Bia estreia neste sábado

Dessa vez, Bia Haddad é a primeira do país a entrar em quadra. Neste sábado, às 21h, na estreia, a rival será a cazaque Yulia Putintseva.

Já o duelo entre João Fonseca e o americano Eliott Spizzirri ainda não tem dia e horários confirmados, também pela primeira rodada.

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