O que falta para Neymar voltar a jogar pela Seleção; entenda o tratamento
Resposta ao trabalho no gramado será decisiva para definir retorno à equipe

TERESÓPOLIS - O atacante Neymar iniciou nesta sexta-feira (29) mais uma etapa do processo de recuperação da lesão grau 2 na panturrilha direita. A corrida leve realizada no campo da Granja Comary, em Teresópolis, é considerada um marco no processo de recuperação. É justamente nesse estágio que o departamento médico da Seleção Brasileira avalia se o tecido lesionado suporta impacto, aceleração e desaceleração sem reação dolorosa. A resposta do corpo do camisa 10 nas 24 horas posteriores à atividade será determinante para definir os próximos passos.
Após exame de ressonância magnética realizado na última quarta-feira (27), o médico da Seleção Brasileira, Rodrigo Lasmar, estipulou um prazo de recuperação entre duas e três semanas. O retorno do camisa 10, porém, dependerá menos do calendário e mais da resposta do músculo às cargas progressivas de treinamento.
Caso o atacante tenha sentido incômodo durante a atividade, a tendência é de um recuo controlado no cronograma. Isso não significa necessariamente uma nova lesão, mas um indicativo de que a musculatura ainda não está pronta para suportar aumento de intensidade. Nesse cenário, o procedimento mais comum no futebol profissional é reduzir a carga no gramado entre 24 e 72 horas, retomar trabalhos internos de fisioterapia e reforçar exercícios específicos de fortalecimento da panturrilha e da cadeia posterior.
Além disso, o departamento médico costuma monitorar sinais considerados mais preocupantes, como dor localizada no mesmo ponto da lesão, sensação de fisgada, perda de potência, assimetria de força e dores durante impulsão ou frenagem. Dependendo da reação muscular, um novo exame de imagem pode até ser solicitado para verificar edema residual e evolução da cicatrização.
Se isso ocorrer, Neymar retornaria à transição de forma mais conservadora, repetindo etapas importantes do protocolo: corrida linear leve, corrida moderada, aceleração progressiva, mudanças de direção, frenagens, gestos específicos do futebol, treino parcial com o grupo e, apenas depois, liberação competitiva.
Por outro lado, se o atacante não tiver sentido dor ou reação significativa após a corrida leve, a tendência é de avanço gradual na recuperação. Em atletas profissionais, a progressão normalmente inclui aumento do volume de corrida, acelerações acima de 70% e, posteriormente, acima de 85% da velocidade máxima, tiros curtos, mudanças bruscas de direção, trabalhos pliométricos, exercícios técnicos com bola e integração parcial ao elenco.
Mesmo sem dor, a cautela continua sendo prioridade. Um dos maiores temores dos departamentos médicos no futebol é o chamado "falso liberado": quando o jogador consegue correr em linha reta, mas ainda não suporta sprint máximo, desaceleração forte e mudanças bruscas de direção — exatamente os movimentos que mais exigem da panturrilha em partidas de alto nível.
Em uma lesão grau 2, a duração de cada etapa da transição pode variar conforme o tamanho da ruptura muscular, o músculo atingido, o histórico clínico do atleta e até a posição em campo. Ainda assim, existe um cronograma relativamente padrão no futebol profissional.
A fase de corrida linear leve costuma durar entre um e três dias. Nesse período, o jogador realiza trotes, deslocamentos lineares e corridas abaixo de 60% da velocidade máxima. O objetivo não é ganhar condicionamento, mas avaliar tolerância ao impacto e reação muscular no dia seguinte.
Se houver boa resposta, Neymar avançaria para a etapa de corrida moderada e progressão de carga, normalmente com duração entre dois e quatro dias. Nela, entram acelerações progressivas, aumento de volume e desacelerações leves. É considerada uma fase delicada porque a musculatura passa a absorver forças maiores de impulsão e frenagem.
A terceira fase é considerada decisiva. Entre dois e cinco dias, o atleta começa a realizar cortes, arranques, frenagens, saltos e movimentos explosivos acima de 85% da velocidade máxima. É justamente nessa etapa que o risco de recaída aumenta significativamente.
Depois vêm os trabalhos técnicos com bola, geralmente entre um e três dias, incluindo passes, finalizações, condução e movimentos específicos da posição. Atacantes costumam exigir atenção maior por causa da repetição de sprints e acelerações máximas.
Na sequência, Neymar precisaria cumprir etapas de treino parcial com o grupo e depois treino integral, algo que pode durar entre três e nove dias somados. Só então o departamento médico, a preparação física e a comissão técnica analisariam a possibilidade de retorno competitivo.
Em muitos clubes e seleções, o atleta só é liberado quando apresenta força muscular próxima de 90% a 95% do lado saudável, ausência de dor após cargas elevadas, capacidade de repetir ações explosivas e desempenho satisfatório nos dados de GPS.
Na prática, embora o prazo inicial divulgado por Rodrigo Lasmar seja de duas a três semanas, a definição sobre a presença de Neymar em campo dependerá da evolução diária do jogador. No futebol moderno, o critério principal deixou de ser apenas "não sentir dor". O mais importante passou a ser a capacidade do músculo de suportar carga máxima sem apresentar reação no dia seguinte.

💸 Ganhe 100% em aposta extra até R$100 na Novibet — aproveite somente hoje
É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável.

Futebol Internacional
Após Copa do Mundo, Al Ahli anuncia renovação de Roger Ibañez até 2030
Há 1 dia
Seleção Brasileira
Com gol de joia do Palmeiras, Brasil Sub-20 vence a Bolívia sem sustos
Há 1 dia
Futebol Internacional
Trio brasileiro 'desafia' fala de Ancelotti e movimenta mais de R$ 1 bilhão na janela
Há 2 dias
Fora de Campo
Bárbara Coelho e Ana Thaís analisam o que Ancelotti deve mudar para 2030
Há 2 dias
Seleção Brasileira
Cinco anos após o ouro olímpico, Jardine relembra final contra a Espanha
Há 3 dias
Seleção Brasileira
Seleção ganhava Ouro olímpico há cinco anos; veja destino dos atletas
Há 3 diasMais LANCE!

Corinthians decide não liberar Dieguinho para Seleção Brasileira Sub-20

Corinthians tem dois convocados para a Seleção Brasileira Sub-15

Seleção Brasileira Sub-20 inicia preparação na Granja Comary com foco no Sul-Americano

Pai não descarta Neymar na Seleção, e jogador responde; veja

Romário tenta reverter penhora de valores a receber da CazéTV

20 anos de Rayan: o que mudou em um ano para o prodígio brasileiro

10 ou ponta: Gabriel Mec enfrenta dilema que impacta a Seleção

Estrangeiros são sinceros sobre Endrick: 'Real não valoriza'

Veja gols em Real Madrid x Fiorentina: Endrick abre o placar

Recuperado de lesão, Estêvão marca e vira assunto: 'Fez falta'

Arsenal fecha a contratação de Bruno Guimarães, diz jornal

Endrick x Carlos Espí: compare os concorrentes por vaga no ataque do Real Madrid

Sem europeus, simulação aponta Brasil na final da Copa do Mundo de 2030



