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Neymar soma menos de 5 mil minutos em campo desde 2022 e vive novo drama rumo à Copa

Jogador corre contra o tempo para se recuperar de lesão na panturrilha

PorThiago BragaSão Paulo (SP)
29/05/2026 08:00
Ancelotti opta por deixar Neymar de fora da lista (Foto: Carl de Souza/AFP)
Seleção tem de decidir se mantém Neymar na lista (Foto: Carl de Souza/AFP)

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A imagem de Neymar após a eliminação para a Croácia, na Copa do Mundo de 2022, parecia marcar apenas o fim de mais uma campanha frustrada do Brasil. O gol marcado na prorrogação daquela noite no Catar poderia ter levado a Seleção à semifinal. Os pênaltis mudaram o destino da equipe e abriram um capítulo ainda mais duro para o camisa 10. Desde então, a carreira de Neymar passou a ser avaliada menos pela continuidade em campo e mais pela luta permanente contra o próprio corpo.

Somando todas as equipes e a Seleção desde a Copa de 2022, Neymar acumulou 4753 minutos em campo. O número ajuda a medir o tamanho da ausência. Em quase três anos, o camisa 10 atuou menos do que muitos jogadores de elite disputam em apenas uma temporada completa.

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O pós-Catar, porém, transformou episódios pontuais em rotina. Neymar passou a conviver com uma sucessão de lesões que alterou completamente a frequência de sua presença em campo. Desde dezembro de 2022, somando clubes e Seleção, disputou apenas 63 partidas em 1265 dias. Na prática, entrou em campo uma vez a cada 20 dias, índice distante da regularidade exigida no futebol de elite.

Mesmo com a sequência de interrupções, os números ofensivos permaneceram altos. Foram 23 gols e 18 assistências no período, participando diretamente de um gol a cada 117 minutos.

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Logo depois da Copa, ainda pelo Paris Saint-Germain, Neymar começou bem. Em nove jogos, todos como titular, marcou três gols e deu cinco assistências. Participava diretamente de um gol a cada 92 minutos e permanecia em campo, em média, 82 minutos por partida. Ao todo, foram 738 minutos em ação pelo clube francês depois do Mundial.

A mudança para o Al-Hilal carregava a expectativa de um recomeço. Ela durou pouco. Em outubro de 2023, defendendo a Seleção Brasileira, Neymar rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho. A lesão mais grave da carreira o afastou por quase um ano dos gramados e exigiu cirurgia. Desde a Copa do Catar, o atacante já passou por três procedimentos cirúrgicos.

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Pela Seleção, desde o Mundial, foram apenas quatro partidas. Neymar marcou dois gols, distribuiu três assistências e atuou, em média, 78 minutos por jogo. No total, somou somente 312 minutos com a camisa amarela no período. O último compromisso aconteceu justamente em outubro de 2023, antes da ruptura no joelho.

No Al-Hilal, a passagem acabou reduzida a sete jogos e apenas 427 minutos em campo. O jogador marcou um gol, deu duas assistências e viu o período na Arábia Saudita ser interrompido repetidamente pelo processo de recuperação.

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A volta ao Santos representou mais do que um retorno sentimental. Era também uma tentativa de reconstruir a própria carreira. Em 2025, Neymar conseguiu sua sequência mais longa desde a Copa do Catar. Foram 28 partidas, 11 gols, quatro assistências e 2072 minutos em campo. A média de 74 minutos por jogo indicava uma recuperação física gradual.

Neymar abraça Ancelotti na chegada à Granja (Foto: Reprodução)
Neymar abraça Ancelotti na chegada à Granja (Foto: Reprodução)

O início de 2026 reforçou a sensação de retomada. Neymar disputou 14 partidas pelo Santos, marcou seis gols, deu quatro assistências e passou a permanecer em campo por média de 86 minutos. Somou mais 1204 minutos em ação e voltou a transmitir sinais de continuidade competitiva.

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Agora, um novo drama que remete às outras participações de Neymar em Copas. Em 2022, começou ainda durante a estreia contra a Sérvia, quando Neymar sofreu uma lesão nos ligamentos do tornozelo direito acompanhada de edema ósseo, que o tirou da fase de grupos. Ele só voltaria nas oitavas de final, diante da Coreia do Sul, e encerraria sua participação contra a Croácia.

A cena dialogava com um histórico que já acompanha o atacante em Copas. Em 2014, no Brasil, Neymar foi o grande nome da Seleção até sofrer a joelhada do colombiano Zuñiga nas quartas de final. A pancada quase comprometeu sua locomoção e o retirou da semifinal contra a Alemanha. Quatro anos depois, na Rússia, voltou de uma fratura no quinto metatarso do pé direito sofrida em fevereiro e chegou ao torneio após quase três meses afastado.

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Uma nova lesão, de grau 2 na panturrilha, devolveu o jogador ao centro das atenções. O temor voltou a surgir poucos dias antes da apresentação à Seleção. Neymar sentiu dores na panturrilha em 17 de maio, na véspera da convocação, durante partida do Santos contra o Coritiba, pelo Brasileirão.

Na última quarta-feira, exames no atacante confirmaram o diagnóstico de lesão grau 2 na panturrilha, mais grave do que inicialmente divulgado. O médico da Seleção, Rodrigo Lasmar, indicou recuperação entre três e quatro semanas.

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O cenário ameaça diretamente a preparação brasileira para o Mundial. Internamente, a situação gerou desconforto enquanto a comissão técnica avalia os próximos passos. A previsão inicial aponta que Neymar só teria condições de atuar na segunda partida do Brasil na Copa, diante do Haiti, em 19 de junho. Os amistosos contra Egito e Panamá já estão descartados.

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Mesmo cercado por incertezas físicas, Neymar segue ocupando um espaço simbólico dentro da Seleção. A permanência do atacante no grupo durante a preparação atende também a um componente emocional importante para o elenco.

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