Pitaco do Guffo: esquentou o Superclássico

Deve pegar fogo a maior rivalidade no futebol do mundo

PorGustavo Fogaça
Colunista
Rio de Janeiro (RJ)
24/03/2025 19:16
Atualizado em 24/03/2025 20:05

Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!

Supervisionado porGustavo Fogaça,
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Futebol raiz? Raphinha foi polêmico em entrevista (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Como se não bastasse ser a maior rivalidade do futebol entre nações do mundo, o Argentina x Brasil da 14ª rodada das Eliminatórias começou a juntar ingredientes para ser uma partida excepcional: provocações, ausências, tabus e até a situação socioeconômica dos dois países entrou na pauta. Esquentou o Superclássico!

Afinal já são 110 partidas entre as duas seleções, com 42 vitórias para cada lado. Quem vencer agora, passará na frente nas estatísticas. Não sei se isso tem algum valor histórico, mas quem não gosta de ter mais vitórias do que seu maior adversário? Ainda mais agora, que ficou caro para nós brasileiros visitar os hermanos, enquanto eles voltaram em grande volume às praias brasileiras, como foi nos anos 90 (o famoso "dame dos" que marcou época também no futebol).

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Os números dão o favoritismo para eles

A Argentina de Scaloni tem uma média de 2,3 gols marcados para 1,4 gol esperado (xG) como mandante. Ou seja, é um time que marca mais gols do que o esperado, uma equipe eficiente, que marcou pelo menos um gol nos últimos 18 jogos. E é difícil fazer gol neles, viu? A média é de 0,1 gol sofrido como mandante, tendo ficado 83% dos jogos sem levar um gol sequer.

O time de Dorival Júnior não convence e deve ir a campo com muitas alterações. O Brasil como visitante tem média de 1,4 gol marcado para 1,3 gol esperado (xG). Um time que tem poucas chances e praticamente converte aquilo que faz. Mas esse pouco pode não ser suficiente: em 40% dos jogos como visitante, a Seleção falhou em marcar.

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Sem Messi, mas com Raphinha

Dentro das provocações pré-jogo, se destacou a declaração de Raphinha em entrevista à Romário TV, que foi contemporizada pelo técnico Lionel Scaloni. Mas é claro que no vestiário isso será usado como motivacional. Já que os amigos Messi e Neymar não terão a chance de fazer seu último duelo pelas seleções, o "muy amigo" atacante do Barcelona esquentou o Superclássico de vez.

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Por onde Vini e Rodrygo podem fazer a diferença (Fonte: OPTA)

Dado que a Argentina quando sai na frente em casa venceu 100% dos jogos, é importante marcar primeiro (Brasil venceu 50% dos jogos que saiu na frente como visitante). Para isso, Vinicius Junior e Rodrygo devem ser protagonistas com a bola (ver mapas acima), assim como o próprio Raphinha (que deve ser muito bem marcado) e Matheus Cunha. Quem sabe um gol de cabeça do Marquinhos em um escanteio? Será o maior desafio de Dorival na Seleção e sua continuidade está por um fio. É esperar - e torcer - para ver.

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