Análise tática do Guffo: Palmeiras domina o Choque-Rei e vai à final do Paulistão 2026
Vitória do time de Abel Ferreira foi a consolidação do maior tabu da história do clássico

Carregando conteúdo exclusivo...
O Palmeiras de 2026 não joga apenas contra o adversário; ele joga contra a história e, invariavelmente, sai vencedor. A vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo na semifinal do Paulistão não foi apenas um passaporte para a sétima final consecutiva, mas a consolidação do maior tabu da história do Choque-Rei: agora são 11 jogos de invencibilidade (7 vitórias e 4 empates). Independentemente das discussões sobre a arbitragem de Dayane Muniz — que, para mim, foi coerente e consistente em seus critérios de interpretação — o Verdão mereceu a vaga por ser, taticamente, um time muito mais maduro e pronto que o rival.
Taticamente, o Palmeiras se estruturou no 4-2-3-1, com uma intensidade de marcação que sufocou o "diamante" proposto pelo meio-campo tricolor. O gol precoce de Maurício, logo aos sete minutos, foi o prêmio para uma postura agressiva que não permitiu ao São Paulo respirar. O Palmeiras entendeu que, para vencer este clássico, precisava tirar o conforto de Lucas Moura e Calleri, encurtando as linhas e forçando o erro na saída de bola adversária. Foi um primeiro tempo de manual: intensidade alta e ocupação inteligente de espaços. Veja os números do jogo no quadro abaixo.
➡️Análise Tática do Guffo: leia todas as colunas

O equilíbrio entre o "direto" e o "construído"
Um ponto que me agrada muito neste Palmeiras de 2026 é a variação. O time ainda utiliza o jogo direto e as inversões de corredor (foram 43 passes longos contra 28 do rival), mas não é um "chutão" aleatório. É uma ferramenta para desequilibrar o bloco defensivo. O segundo gol, marcado por Flaco López em uma bola parada trabalhada, ilustra a força do repertório de Abel. O time sabe sofrer, sabe circular a bola quando precisa e, acima de tudo, sabe quando acelerar para ferir.

Defensivamente, o Palmeiras mostrou uma solidez que beira o irritante para os adversários. Mesmo com o São Paulo tentando pressionar no segundo tempo, o Verdão manteve 74% de ações bem-sucedidas no total. O pênalti convertido por Calleri trouxe um drama desnecessário aos minutos finais, mas a resposta emocional do time foi de elite. Em vez de desmoronar, o Palmeiras fechou as linhas, administrou o ritmo e mostrou que a maturidade competitiva é, hoje, o seu maior diferencial no futebol brasileiro.
➡️ Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte
O desafio final: O fantasma de Novo Horizonte
Agora, o foco vira totalmente para o Novorizontino. O cenário é curioso: o Palmeiras é o favorito, mas não terá a vantagem de decidir em casa o segundo jogo. Isso acontece por conta daquela "paulada" de 4 a 0 sofrida em Novo Horizonte na primeira fase. Se o Verdão tivesse perdido por apenas 1 a 0 naquela ocasião, a finalíssima seria no Allianz Parque. Agora, o time terá que buscar o título no Estádio Jorge Ismael de Biasi, o que adiciona uma camada de dificuldade e um componente de "revanche" ao confronto.
O Novorizontino foi o melhor time da primeira fase e já provou que sabe como ferir o esquema de Abel. No entanto, o Palmeiras que chega à final é uma versão muito mais evoluída e ajustada do que aquela que foi goleada meses atrás. Com Marlon Freitas e Andrés Pereira estabilizando o meio, e a dupla Vitor Roque e Flaco López em sintonia fina, o favoritismo alviverde é real. O desafio será manter a guarda alta e não permitir que o jogo direto do adversário se torne um problema novamente.
O Palmeiras domina o Choque-Rei e vai à final do Paulistão como o time a ser batido no estado e, possivelmente, no Brasil. Se mantiver a eficiência defensiva e a capacidade de ocupação de área vista contra o São Paulo, o Verdão tem tudo para levantar mais uma taça e começar 2026 reafirmando sua hegemonia.
FONTE DADOS E GRÁFICOS: SPORTSBASE - MAIOR BASE DE DADOS ESPORTIVOS DO MERCADO
Análise Tática do Guffo: leia mais colunas
Gustavo Fogaça escreve sua coluna no Lance! nas noites de segunda e quinta-feira. Leia outras publicações do colunista nos links abaixo:
➡️ O que a Recopa revela sobre o Flamengo
➡️ Por que o Flu já tem um modelo para brigar por tudo
➡️ A ressurreição do São Paulo
➡️ Como as novas contratações mudam o Grêmio de patamar
➡️ O que esperar da Legends Cup?
Tudo sobre

Palmeiras
Abel Ferreira completa seis anos no Palmeiras e lidera ranking mundial de vitórias
Há 6 horas
Palmeiras
Clube inglês avalia oferta de R$ 308 milhões por Vitor Roque, do Palmeiras
Há 8 horas
Fora de Campo
Torcida do Palmeiras reage às convocações de Flaco e Giay: 'Não tem'
Há 11 horas
Fora de Campo
Torcida do Vasco reage à escolha de árbitro para semifinal contra o Palmeiras: 'Parabéns'
Há 22 horas
Futebol Nacional
CBF define arbitragem dos jogos de volta das semifinais da Copa do Brasil
Há 22 horas
Palmeiras
Palmeiras se reapresenta e inicia preparação para enfrentar o Remo; veja provável escalação
Há 23 horasMais LANCE!

Richard Ríos chega a São Paulo e fará parte da recuperação de lesão no Palmeiras

Flaco López e Giay, do Palmeiras, são convocados pela Seleção Argentina na última Data Fifa do ano

Palmeiras tem 'oportunidade única' em sequência de decisões em Copas e no Brasileirão

André Rizek aponta erro de arbitragem em Palmeiras x Vasco: 'Grave'

Mauro Cezar compara polêmica de Flamengo à de Palmeiras: 'Escândalo'

Veiga assiste à semi entre Palmeiras e Vasco em meio a provável retorno

Andrey Santos explica escolha pelo Vasco após negociações avançadas com o Palmeiras

PC Oliveira detona Daronco após Palmeiras x Vasco: 'Está abaixo'

Palmeiras: PVC aponta virada de chave para sucesso alviverde

Abel Ferreira rebate Jardim e amplia debate sobre gramados sintéticos

Evangelista responde torcedores após gesto em Palmeiras x Vasco: 'Eu juro'

Torcedores ironizam atitude de Evangelista em Palmeiras x Vasco

Arias rebate críticas ao Palmeiras e dispara: 'Está devendo?'
