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Pitaco do Guffo: por que o Palmeiras é o favorito para a temporada

Quando o time de Abel Ferreira começa a repetir padrões, a competição inteira começa a entender o recado

Técnico Abel Ferreira, do Palmeiras (Foto: Peter Leone/Gazeta Press)
imagem cameraTécnico Abel Ferreira, do Palmeiras (Foto: Peter Leone/Gazeta Press)
Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
Dia 23/02/2026
22:37

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No sábado passado, o Palmeiras fez 4 a 0 no Capivariano nas quartas do Paulistão e, mais do que carimbar vaga, entregou um daqueles jogos que servem de trailer: dá para ver a história inteira. Três dos quatro gols nasceram de ideias muito claras do Palmeiras de 2026: construção bem sustentada, gente por dentro para dominar o ritmo e ataque ao espaço quando o adversário pisca. Por que o Palmeiras é o favorito para a temporada? Quando o time de Abel Ferreira começa a repetir padrões, a competição inteira começa a entender o recado.

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Os destaques da vitória estão justamente nessa mistura de repertório: saída em 4+2 com Marlon Freitas e Andrés Pereira dando linha de passe e controle; inversões de corredor que não são chutão, são atalho; e área sempre ocupada com volume, com Flaco e Vitor Roque alternando movimentos e arrastando marcação. O Palmeiras chegou ao terço final com vantagem mais de uma vez. Aí, com jogador de bom calibre, qualquer corte ruim vira gol.

O que o Paulistão projeta para a temporada

O que esse 4 a 0 projeta para o Paulistão é simples: o Palmeiras está voltando a ser um time com cara de favorito, não só por elenco, mas por modelo. Abel potencializou o que tem de melhor: dois volantes com passe e posicionamento para sustentar o time alto, laterais com pulmão para dar amplitude e um ataque móvel que cria superioridade sem precisar de um "camisa 10 fixo" para organizar tudo.

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A grande sacada tática do Palmeiras de 2026, por enquanto, é a elasticidade sem bagunça. O time parte do 4-2-3-1, mas com posse consegue virar 4-4-2 diamante, ou 3-2-5, ou manter o 4+2 dependendo da fase do jogo e do encaixe do rival. Contra o Capivariano, a saída com linha de quatro e dois volantes por dentro deu estabilidade e permitiu algo que o Palmeiras sempre gostou: atrair, girar e encontrar o homem livre. Seja por fora ou, melhor ainda, por dentro.

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E quando entra o losango no meio, aí a coisa fica séria. Com Maurício como ponta do diamante no 4-4-2 e Allan fechando para formar superioridade central, o Palmeiras empilha opções de passe em zona decisiva e obriga o adversário a escolher o veneno: ou fecha por dentro e dá o corredor para a inversão, ou protege o lado e abre a entrelinha. Com Jhon Arias entrando de vez nesse ecossistema (por dentro, como peça de conexão), o Palmeiras ganha um upgrade óbvio: mais gente capaz de receber e decidir no miolo do campo.

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Um Palmeiras mais maduro

Para a temporada, a vitória também sinaliza um Palmeiras mais maduro na forma de atacar. O time ainda usa muito jogo direto e inversão — é da identidade —, mas agora se vê com mais frequência a paciência para circular quando o bloco é baixo. A diferença entre "jogo direto" e "bola rifada" é a base: com Marlon e Andrés bem posicionados, o Palmeiras consegue recuperar a segunda bola, manter a posse e continuar martelando com superioridade numérica na área.

O desafio do Abel, daqui para frente, é o mesmo que separa time forte de time campeão: estabilidade. O Palmeiras oscilou cedo, tomou 4 a 0 do Novorizontino e passou por aquele ruído típico de início de ano, de testes e encaixes. O que a vitória contra o Capivariano mostra é que o time está encontrando um caminho mais consistente. A semifinal contra o São Paulo vai cobrar maturidade sem bola, controle emocional e capacidade de sustentar intensidade quando o jogo não estiver tão confortável.

Por que o Palmeiras é o favorito para a temporada? Se o Paulistão é o título que "tira pressão", o Verdão tem tudo para usar isso como trampolim. A goleada reforça convicções: um time que constrói com vantagem, ataca com muita gente, transita com letalidade e tem um técnico que sabe ajustar no detalhe. Hoje, pelo que está jogando e pelo que ainda pode evoluir, o Palmeiras não é só candidato, é o favorito a vencer o Paulistão e começar 2026 com a taça que muda o clima do ano inteiro.

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