OPINIÃO: Roger Federer transcendeu o tênis para adentrar no patamar das lendas do esporte
Aos 41 anos, suíço anunciou aposentadoria das quadras nesta quinta-feira

Ídolo, no dicionário, quer dizer "imagem que representa uma divindade e que se adora como se fosse a própria divindade". Embora pareça banalizada, o seu uso não denota nenhum exagero quando se trata de Roger Federer. Nunca na história do tênis um jogador foi tão admirado, estudado e glorificado como o suíço. Nesse aspecto, nem mesmo o maior dos iconoclastas consegue desmitificá-lo.
+ Apenas com premiações, Roger Federer faturou mais de R$ 600 milhões ao longo da carreira
A notícia da aposentadoria de Federer, esperada há algum tempo e mera formalidade devido ao período de ausência no circuito, é naturalmente devastadora, mas também abre margem para uma reflexão: quantos atletas conseguiram transcender seu próprio esporte? Aos 41 anos, 24 dedicados ao tênis, Federer superou barreiras e rótulos para angariar fãs-clubes ao redor do mundo. Fãs que não necessariamente acompanham os torneios da ATP ou WTA com afinco, mas que só querem dedicar horas de suas vidas para assistir Fedex jogar.
+ Federer se aposenta como o sétimo atleta mais bem pago
Esqueça a discussão sobre quem foi melhor ou maior; quem saca ou voleia mais. Seria simplista, convenhamos, limitar Federer a tais debates. Ainda que seus estratosféricos números digam por si só (e aqui, admito, é uma declaração de intenção sobre os temas), é na classe, na elegância e na postura, dentro e fora de quadra, que o suíço se diferencia dos demais. Até pode ter existido (ou existirá) algum ser humano que ousou pegar numa raquete e bater numa bolinha melhor que Federer. Mas da forma e do jeito como Federer fazia? Esqueça. É uma hipótese fora de cogitação.
+ US Open de 2022 despede-se de lenda, vê ídolo cair precocemente, mas consagra novas joias do tênis
Aliás, soa como uma benevolência dos deuses que alguém com tamanha sutileza tenha criado uma dinastia justamente no mais clássico dos torneios. Foi em Wimbledon, uma espécie de Catedral do tênis, que Federer elevou sua figura para um patamar intangível. Na grama sagrada do Grand Slam de Londres, ele destronou, aos 19 anos, Pete Sampras, o antigo Rei, num jogo histórico na edição de 2001. Ganhou oito troféus, sendo cinco consecutivos entre 2003 e 2007. Realizou confrontos épicos contra Rafael Nadal e Novak Djokovic. E retornou de forma triunfal em 2017 para vencer pela última vez.
Saindo do campo da subjetividade, Federer apresenta estatísticas memoráveis. São 103 títulos conquistados, sendo 20 Grand Slam; 310 semanas como número 1 do mundo, sendo 237 consecutivas, entre 2004 e 2008; 1251 vitórias na carreira; cinco Prêmio Laureus, o Oscar do esporte. Foi o tenista mais velho a alcançar o topo do ranking da ATP, aos 36 anos, em 2017.
Federer desafiou o tempo e a lógica que permeia o tênis ao prolongar incrivelmente a carreira até os 40. Mas, em uma epopeia quase divina, ele mostrou que é humano como todos nós. Sua história no esporte teve início, auge, continuidade e a genuína decadência. É a beleza da vida. No fim, valeu a pena. Seu protocolar último ato será na Laver Cup do próximo dia 23. Estaremos juntos - com os lenços ao lado.

Fórmula 1
F1 confirma calendário de 2027 com Sprint em São Paulo
Há 2 horas
Tênis
João Fonseca exalta Brasil antes da Copa Davis no Rio
Há 3 horas
Tênis
Zverev perde quase metade da premiação milionária do US Open; entenda
Há 3 horas
Vôlei
Lucarelli vê Seleção 'solta' na estreia do Sul-Americano de vôlei
Há 4 horas
Fórmula 1
Leclerc terá penalidade no grid após troca de motor no GP do Azerbaijão
Há 4 horas
Vôlei
Escalação do Chile enganou a Seleção Brasileira no Sul-Americano de vôlei
Há 7 horasMais LANCE!

Rafael Câmara faz teste com a Ferrari visando à F1 2027

Lukas Bergmann comemora volta à Seleção Brasileira e exalta 'ídola' Julia

Sabalenka recebe multa após derrota na final do US Open

Brasil domina o Chile e vence pela estreia no Sul-Americano de vôlei

Veja os lances da vitória do Brasil na estreia do Sul-Americano de vôlei

Duas décadas depois, Guga e Meligeni voltam juntos à Copa Davis no Rio

Brasil x Chile no Sul-Americano de vôlei: horário e onde assistir

Astro da NBA celebra aniversário com Neymar: 'Sou de Santos'

Após acerto com Raptors, ex-Clippers critica Kawhi Leonard

Equipe de Rafa Câmara anuncia piloto para 2027 e agita futuro do brasileiro

Zverev supera Sinner e Alcaraz em ranking de premiações

Copa Davis: com João Fonseca, Brasil inicia treinos para duelo diante da Suíça

Sem F1, Max Verstappen volta à ação contra 100 pilotos no kart; saiba horário e onde assistir



