Papo com Helio Castroneves: minha inédita vitória como dono de equipe na Indy 500
Prova foi uma montanha-russa de emoções

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Olá, pessoal, tudo bem? Gostaria de dedicar a minha coluna de hoje à 110ª Indy 500 do domingo passado (24), prova que foi uma montanha-russa de emoções. A quinta vitória não veio, como também não veio em 2022, 2023, 2024 e 2025. Sem problemas, faz parte, pretendo continuar tentando. Mas, em compensação, pude comemorar, pela primeira vez na minha vida, a vitória da equipe da qual sou sócio, a Meyer Shank Racing.
Estou aqui em Detroit, onde acontecerá neste domingo (31) o Chevrolet Detroit Grand Prix, prova válida pela etapa 8 do NTT IndyCar Series e disputada nas ruas do centro desta cidade que é a mais populosa do estado de Michigan. É a primeira corrida do campeonato após a Indy 500. E como foi sensacional a Indy 500!
É difícil explicar o que estou sentindo. Ao mesmo tempo em que fiquei chateado pelo fato de algumas circunstâncias terem feito escapar de minhas mãos o sonho de vencer a Indy 500 pela quinta vez, não tenho palavras para descrever minha alegria pela vitória da equipe da qual me tornei sócio em 2024, justamente em Indianapolis.
É interessante notar que a Meyer Shank Racing só tem duas vitórias na IndyCar até aqui, mas as duas em Indianapolis. A primeira foi comigo, em 2021, quando era só piloto. A segunda veio agora, ou seja, a segunda da equipe e minha primeira como sócio. Foi um momento tão especial, principalmente pela forma como a vitória foi obtida pelo Felix Rosenqvist. Isso sem contar o maravilhoso resultado do Marcus Armstrong, que lutou pela vitória e recebeu a bandeira em P6.
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Estratégias diferentes
Não vou mentir para vocês, confesso que fiquei frustrado com o resultado da corrida para mim, principalmente após a quebra do híbrido faltando pouquíssimas voltas para a prova terminar. Mesmo que não tivesse abandonado, estava longe das primeiras colocações na parte final. Isso, principalmente, por conta de uma estratégia que acabou não funcionando, mas os problemas nos pits também ajudaram.
Basicamente, a equipe trabalhou com duas estratégias. Uma era mais conservadora e foi adotada para o Felix e Marcus, de olho nas posições deles no campeonato, afinal, eles correm a temporada toda. Para mim, por outro lado, foi reservada a mais ousada, digamos assim, que era na base dos 8 ou 80, ou seja, ou daria muito certo ou muito errado, sem muita chance para meio termo. A estratégia deles acabou sendo a mais correta, pois na última volta os dois estavam em condições de vencer.
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Felix, o "escolhido"
Dizem que Indianapolis "escolhe" seu vencedor. Se isso é verdade, o escolhido dessa vez foi Felix. Quietinho, discreto e superconcentrado, como é seu estilo, ele mostrou velocidade desde o início dos treinos e só não foi pole por um "pelinho". Na corrida, foi fantástico. Mereceu demais! Marcus, também, fez uma corrida maravilhosa. Isso só comprova a qualidade dos nossos pilotos titulares.
Agora é trabalhar para outro bom resultado aqui em Detroit e, em poucas semanas, voltarei ao Brasil para continuar meu trabalho no BRB Stock Car Pro Series, defendendo a fabulosa Mercado Livre Racing.
Abraço a todos e até semana que vem!
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