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Equipe feminina leva bronze inédito para o Brasil no Mundial de Marcha Atlética

Brasil coloca três atletas no top-10 da prova para garantir o pódio

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Beatriz Pinheiro
Brasília (DF)
Dia 12/04/2026
12:45
Atualizado há 1 minutos
YTime feminino fica com o bronze no Mundial de Marcha Atlética (Mariana Sá/COB)
imagem cameraTime feminino fica com o bronze no Mundial de Marcha Atlética (Mariana Sá/COB)

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Com os resultados somados de Viviane Lyra (5ª), Gabriela Muniz (8ª) e Mayara Vicentainer (9ª), o Brasil conseguiu a inédita medalha de bronze, do Mundial de Marcha Atlética por Equipes.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

A disputa da maratona feminina foi marcada por fortes emoções para as brasileiras no Mundial de Marcha Atlética por Equipes. Com os resultados somados de Viviane Lyra (5ª), Gabriela Muniz (8ª) e Mayara Vicentainer (9ª), o Brasil conseguiu a inédita medalha de bronze, justamente quando sedia o evento na capital federal.

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Na disputa por equipes, os atletas competem individualmente e somam pontos para seus países, de acordo com sua posição final, e vence o time que somar menos pontos. O Brasil somou 22 pontos, atrás apenas de Equador e Itália, que dominaram o pódio. O ouro e o bronze ficaram com as equatorianas Paula Torres e Nathaly Leon, enquanto a italiana Sofia Fiorini levou a prata.

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YTime feminino fica com o bronze no Mundial de Marcha Atlética (Mariana Sá/COB)
YTime feminino fica com o bronze no Mundial de Marcha Atlética (Mariana Sá/COB)

Viviane Lyra fez seu melhor tempo da temporada, e destacou o trabalho mental realizado para manejar a distância de maratona. A marchadora revelou que passou um período complicado durante o camping de treinamento antes da competição, devido a uma lesão, e sentiu muitas dores ao longo da prova.

— Eu vim de uma pubalgia, que é uma lesão muito difícil de ser tratada. Tive até dúvidas se ia conseguir competir ou não, somente nos últimos dez dias que eu consegui realmente treinar. Tive ajuda até da Joana, minha adversária de Portugal, que é fisioterapeuta. Foi um processo bem difícil e precisei trabalhar muito a paciência, porque queria chegar aqui e dar o meu melhor - contou.

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— Eu dei tudo de mim hoje, sou muito grata à torcida, estou competindo em casa. A Gia é minha treinadora, e desde que foi confirmado que o Mundial seria aqui, nós trabalhamos incansavelmente, todos os dias, em dois períodos pra fazer nosso melhor aqui hoje - contou Gabi.

Quem comemorou muito foi a treinadora Gianetti Bonfim, oito vezes campeã brasileira de marcha atlética e treinadora da delegação brasileira no Mundial. Ela trabalha com Gabriela Muniz no CASO (Centro de Atletismo de Sobradinho).

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Elianay Pereira se lesiona e abandona prova

Veterana da seleção brasileira, Elianay Pereira sentiu uma lesão no glúteo no quilômetro 20 do percurso. Ela ainda tentou continuar a prova, parou duas vezes na área de abastecimento para se recuperar, mas não conseguiu concluir o trajeto. A atleta deixou o circuito chorando muito, bastante frustrada.

— Eu queria muito terminar, queria agradecer a todo mundo que veio acompanhar, minha família toda tá aqui. Eu falei que ia encerrar minha carreira nessa competição, mas ainda tenho o Troféu Brasil pra cumprir. Perdi mais de sete minutos tentando voltar, ainda segui mais oito quilômetros, mas a dor era muito grande - desabafou.

Poucos minutos depois, suas lágrimas se transformaram em alegria quando as companheiras cruzarama linha de chegada. Aos 41 anos, Elianay Pereira vive em Sobradinho, cidade-satélite de Brasília, e já disputou seis mundiais na carreira.

— Jamais imaginava que teria um Campeonato Mundial aqui, é o primeiro que eu abandono, queria que terminasse de outra forma. Sei que já tá chegando a hora de encerrar minha carreira. Peço desculpas aos brasileiros, mas dei o meu melhor - disse.

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