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Altitude, cultura e legado: como o Equador virou potência da marcha atlética

País soma quatro medalhas olímpicas na modalidade, começando pelo ouro de Jefferson Pérez em Atlanta

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Beatriz Pinheiro
Brasília (DF)
Dia 11/04/2026
17:21
A equatoriana Paula Milena Torres comemora o bronze no Mundial de Atletismo 2025
imagem cameraA equatoriana Paula Milena Torres comemora o bronze no Mundial de Atletismo 2025 (Foto: Reprodução/ Instagram)

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Quando a Esplanada dos Ministérios receber a elite da marcha atlética para o Mundial por Equipes, neste domingo (12), valerá a pena prestar atenção a um certo vizinho sul-americano. O Equador chega na capital federal como uma das principais potências da modalidade, defendendo um legado construído desde os anos 1990.

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Do total de dez medalhas do Equador em Jogos Olímpicos, quatro foram conquistadas pela marcha atlética. Essa história começa em Atlanta 1996, quando a lenda Jefferson Pérez conquistou a medalha de ouro na prova dos 20km, e se tornou o primeiro atleta da história de seu país a subir ao pódio olímpico.

A conquista gerou um "boom" da modalidade, e a cidade de Cuenca, onde Pérez nasceu, se tornou uma referência para a prática do esporte. Além de ser marcada como a "terra do campeão", a cidade, que fica a 2500 metros acima do nível do mar, atraiu marchadores pelas condições de altitude, ideais para trabalhar a resistência dos atletas nos treinamentos.

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Aliás, essa é uma condição que o Equador tem em comum com Brasília. Situada no Planalto Central, a uma altitude média superior a 1100 metros acima do nível do mar, a capital federal apresenta condições que conferem certa "vantagem" aos atletas que se desenvolveram na região, como é o caso do medalhista olímpico e campeão mundial Caio Bonfim.

A brasileira Érica Sena, uma das marchadoras mais experientes do país, também buscou as condições de Cuenca para evoluir sua preparação física. Ela se casou com o treinador Andrés Chocho, que acompanha a delegação equatoriana no Mundial de Brasília.

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As conquistas equatorianas não pararam em Jefferson Pérez, que voltou ao pódio nos Jogos de Pequim 2008, com uma medalha de prata nos 20km. Em Paris, Brian Pintado foi o campeão da mesma prova, e ainda faturou a prata no revezamento misto, ao lado de Glenda Morejón.

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O equatoriano Daniel Pintado (centro), campeão olímpico da marcha atlética em Paris 2024
O equatoriano Daniel Pintado (centro), campeão olímpico da marcha atlética em Paris 2024 (Foto: Reprodução/ Federação Equatoriana de Atletismo)

De olho em Brasília

O principal nome da delegação equatoriana no Mundial de Marcha Atlética por Equipes é Paula Milena Torres, de 25 anos, medalhista de bronze nos 35km no Mundial de Atletismo de Tóquio 2025. Durante coletiva de imprensa, ela disse se motivar pelo legado do país na modalidade e que traz no sangue o espírito competitivo dos equatorianos.

— Me motiva muito saber que estou trabalhando com pessoas que já construíram sua carreira neste esporte. Temos condições muito boas para a marcha e, ao longo dos anos, temos mostrado que podemos fazer grandes coisas. Essa personalidade de trabalho, luta, e de não se entregar, é algo que nós equatorianos levamos no sangue - disse.

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