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COB EXPO: Lendas do esporte olímpico debatem futuro em LA28

Baby, Arthur Zanetti, Maurren Maggi e Guilherme Giovannoni avaliam cenário da delegação para as próximas Olimpíadas e citam nomes promissores

PorDavi Caldas•São Paulo (SP)
30/09/2026 19:57

Supervisionado porThiago Fernandes,
Rafael Silva conquistou medalha de bronze no último dia do judô na Rio-2016
Rafael Silva conquistou medalha de bronze no último dia do judô na Rio-2016 (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)

O primeiro dia da COB EXPO 26, realizada nesta quarta-feira (30), reuniu quatro nomes que ajudaram a construir a história do esporte olímpico brasileiro. Rafael Silva, o Baby do judô, Arthur Zanetti, Maurren Maggi e Guilherme Giovannoni estiveram no evento e falaram sobre o futuro da delegação nacional rumo às próximas Olimpíadas.

O tom das conversas foi de otimismo cauteloso. Cada um dos atletas avaliou as perspectivas de sua modalidade, apontou nomes promissores e defendeu que a mistura entre veteranos e novos talentos é o principal ativo do esporte brasileiro neste ciclo.

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Judô e ginástica: trabalho sem atalhos

Baby, que acumula três medalhas olímpicas (2012, 2016 e 2024), traçou um panorama do judô nacional e destacou o equilíbrio entre as gerações. Para ele, o caminho para a medalha passa, antes de qualquer coisa, por entrega total. "O conselho é entregar tudo que tem pra tentar performar lá. De treino, de engajamento, de dedicação, sem isso eu acho que é muito difícil", disse o judoca.

Silva também citou atletas que considera promessas concretas: no feminino, Sarah Souza, Luana Carvalho e Rafa Silva, apontada como veterana com chances reais de medalha. No masculino, destacou Ronald Lima e William Lima disputando espaço na categoria meio-leve.

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— Essa mistura de experiência com os mais novos é o que faz o Brasil forte. Você tem alguém de referência no time, alguém que você pode se espelhar, se ancorar, e ao mesmo tempo ter essa energia desse pessoal mais novo — avaliou Rafael Silva.

O ex-judoca ainda ressaltou a importância do ranqueamento. Para ele, estar entre os oito melhores do mundo é condição fundamental para quem pretende brigar por pódio.

Arthur Zanetti, campeão olímpico nas argolas em 2012 e prata em 2016, reconheceu que a ginástica brasileira enfrentou uma queda recente, tanto no masculino quanto, em menor grau, no feminino. O início da recuperação, na visão dele, passa pelo Mundial que começa em outubro.

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"Com esse campeonato mundial a gente já vai ter uma ideia do que a gente precisa fazer pra melhorar pro ano que vem, que é o pré-olímpico", afirmou. Zanetti resumiu a fórmula sem mistérios: "Não tem segredo. É trabalhar, treinar, se dedicar e acreditar que o resultado vem, ele aparece."

Atletismo, basquete e a sombra de Piu

Maurren Maggi, ouro no salto em distância em Pequim 2008, elogiou o trabalho do Comitê Olímpico do Brasil sob a gestão de Marco La Porta. Segundo ela, o COB tem investido na qualificação de confederações e federações, não apenas dos atletas. "O COB está levando para as cidades uma expectativa que é possível", afirmou a ex-saltadora.

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Maggi reservou parte de sua análise ao nome mais aguardado do atletismo nacional. Sem citar uma modalidade específica para torcer além de seu esporte, ela admitiu que toda atenção converge para um atleta: Alison dos Santos, o Piu.

"Quem não está torcendo muito para o Piu? Até as outras modalidades estão torcendo para o Piu. Ele é o cara a ser batido e está entre os grandes nomes de todas as modalidades, de todos os esportes que existem no mundo", comentou. A ex-atleta relembrou que, apesar de já estar entre os maiores nomes do atletismo mundial, Alison ainda não conquistou o ouro olímpico, e declarou querer vê-lo completar essa trajetória na próxima edição dos Jogos.

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Piu com medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026
Piu com medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026 (Foto: Alexandre Loureiro/COB)

No basquete, Guilherme Giovannoni, representante do esporte na cerimônia que marcou a chegada da tocha olímpica na Rio 2016 e campeão da Copa América e dos Jogos Pan-Americanos com o Brasil, fez uma avaliação dividida entre os gêneros. No feminino, destacou Kamilla Cardoso como o principal nome em ascensão e elogiou o crescente número de atletas brasileiras jogando no exterior desde cedo.

No entanto, reconheceu que o momento recente da Seleção feminina não está bom, já que a equipe não conseguiu se classificar para o último Mundial realizado em setembro. "Isso não pode ser uma mancha, não pode ser uma coisa que aumente a pressão para elas. Pelo contrário, eu acho que faz parte do processo", disse Giovannoni.

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No masculino, o ex-jogador avaliou que a classificação para Paris foi gratificante, mas não garante nada para o próximo ciclo. Yago, Caboclo, Gui Santos, Benite e Léo Meindl foram citados como peças do elenco. "A gente sabe que o basquete masculino tem uma competitividade muito grande. E ali (nos Jogos Olímpicos) vai, além da qualidade técnica e tática, um pouco do momento também", ponderou.

Stand na COB EXPO 26

Fora das quadras e pistas, Baby, Arthur Zanetti, Maurren Maggi e Guilherme Giovannoni compartilham outro ponto em comum: os quatro campeões integram o time de embaixadores da Recoma. Com soluções que atendem a 40 modalidades esportivas, a empresa foca na absorção de impacto e na longevidade dos atletas.

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Mais do que fornecer pisos para grandes campeonatos e ligas oficiais (como Superliga, LNF e atletismo), a Recoma aposta no conhecimento prático dos atletas para evoluir. Segundo o presidente da empresa, Sérgio Schildt, a experiência internacional dos embaixadores e os projetos da marca, seja no esporte escolar às federações internacionais, alimentam diretamente o desenvolvimento dos produtos e, consequentemente, dos atletas.

"Construímos pisos e infraestruturas para que os atletas possam treinar mais, competir mais e se lesionar menos. Quanto menos contusões, melhor o desempenho", resume Schildt, destacando também a preocupação em seguir normas de absorção de impacto desde a iniciação esportiva até o alto rendimento.

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— É a ideia do Oscar (Schmidt): 'Quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho. Quanto menos contusões, mais eu treino e melhor o meu desempenho" — concluiu Sérgio Schildt.

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