CBF usará iPhones em implementação do impedimento semiautomático; veja
Premier League, La Liga e Champions League também usam o aparelho

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A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) concluiu nesta quarta-feira (28) a instalação do sistema de impedimento semiautomático (SAOT) no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, dando início à fase final antes dos testes práticos da tecnologia. O modelo adotado no futebol brasileiro chama atenção pelo uso de iPhones como base do sistema de captação de imagens, seguindo um padrão já consolidado em ligas como a Premier League e em competições organizadas pela Uefa e pela Fifa.
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A implementação é realizada em parceria com a empresa Genius Sports, responsável pelo fornecimento da tecnologia utilizada em campeonatos internacionais. Após a conclusão da instalação física dos equipamentos, o próximo passo será a habilitação das linhas do sistema no gramado, etapa que antecede o início dos testes operacionais.
De acordo com os vídeos divulgados pela entidade, o sistema em operação no Maracanã utiliza exclusivamente iPhones conectados a um software capaz de recriar o jogo em três dimensões e em tempo real. O telefone não decide o lance nem substitui o árbitro de vídeo, mas atua como ferramenta de captação de dados para alimentar o sistema de análise.
Como os iPhones ajudam no impedimento semiautomático
Ao todo, foram instaladas 28 câmeras no Maracanã, distribuídas em 12 suportes posicionados ao redor do estádio. Esses suportes acomodam iPhones conectados de forma simultânea ao sistema central, garantindo cobertura completa do campo e processamento dos dados em tempo real.
Os aparelhos utilizados gravam as partidas em resolução 4K a 100 quadros por segundo, um padrão superior ao das câmeras de transmissão tradicionais. Esse nível de captação permite ao sistema identificar com precisão o momento exato do passe e a posição dos jogadores envolvidos no lance.

As imagens capturadas pelos celulares são enviadas ao software da Genius, que cria uma réplica digital tridimensional da jogada. A partir desse modelo virtual, o sistema consegue mapear milhares de pontos do corpo de cada atleta e indicar qual parte está mais próxima da linha de fundo no instante do passe.
– Não é o aparelho que decide. O iPhone funciona como uma câmera de altíssima qualidade integrada a um sistema muito maior – explicam técnicos envolvidos no projeto.
O uso de smartphones no lugar de câmeras proprietárias representa uma mudança relevante no modelo de implementação. Em vez de estruturas fixas e equipamentos exclusivos, o sistema aposta em hardware comercial de alto desempenho, mais fácil de instalar, substituir e padronizar entre os estádios.
Funcionamento do impedimento semiautomático
O sistema de impedimento semiautomático, conhecido como SAOT (Semi-Automated Offside Technology), automatiza etapas que antes dependiam de intervenção manual do árbitro de vídeo. Atualmente, em lances ajustados, o VAR precisa escolher manualmente o frame do passe e traçar linhas em uma imagem bidimensional para definir a posição dos jogadores.
Com o impedimento semiautomático, esse processo é acelerado. O software sugere automaticamente o ponto exato do passe e cria as linhas virtuais no ambiente 3D da jogada. O árbitro de vídeo revisa a indicação, confirma se os jogadores corretos foram identificados e valida a decisão.
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O sistema opera sem chip na bola. A identificação do momento do passe é feita exclusivamente por meio de rastreamento óptico, com base no movimento do corpo do jogador que realiza o toque. Segundo dados divulgados pela Premier League, a tecnologia consegue acompanhar até 10 mil pontos de superfície por atleta.
Na prática, o SAOT não altera a regra do impedimento nem o critério de marcação. O foco está na padronização, na consistência e na redução do tempo de checagem. Na Premier League, onde o sistema já está em uso, a expectativa média é de uma redução de cerca de 30 segundos nas análises de lances ajustados.
O modelo implementado pela CBF é o mesmo utilizado pela Premier League inglesa, que passou a adotar o impedimento semiautomático com uso de iPhones após testes ao longo de várias temporadas. A tecnologia também foi utilizada pela Uefa na Champions League e pela Fifa na Copa do Mundo do Catar.
Na Inglaterra, o sistema opera por meio do software Dragon, desenvolvido pela Genius Sports e licenciado especificamente para funcionar em aparelhos da Apple. A empresa também fornece o serviço para ligas da Bélgica e do México.
Após a validação da decisão pelo VAR, o sistema gera uma animação tridimensional que mostra a posição do atacante e do defensor no momento do passe, com linhas virtuais que indicam a linha de impedimento. Esse material é utilizado tanto para transmissão quanto para exibição nos telões dos estádios.
Cronograma no futebol brasileiro
No Brasil, a CBF prevê um processo gradual de implementação. Com a instalação concluída no Maracanã, o estádio entra agora na fase de habilitação das linhas do gramado, etapa necessária antes dos testes práticos com partidas simuladas.
Além do Maracanã, outros estádios já estão no cronograma para receber a tecnologia: Nilton Santos, Arena MRV, Mineirão e Mangueirão. Segundo a Genius, a instalação dos equipamentos em cada local leva cerca de dois dias, mas o processo completo de testes, calibração e treinamento pode durar até quatro meses.
A expectativa da entidade é que o impedimento semiautomático entre em operação no Brasileirão a partir de 2026, após a conclusão do período de testes e validações técnicas exigidas pelas entidades internacionais que regulam a arbitragem no futebol.
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