Copa 2026: CazéTV, Galvão e Vini Jr. lideram ecossistema de cobertura de bet no Brasil
Casa de apostas esportivas investe em medalhões para conquistar torcedores

A Betnacional deu o pontapé inicial para a Copa do Mundo de 2026 com a ambição de ir além da publicidade tradicional: a empresa estruturou um verdadeiro ecossistema de conteúdo, entretenimento e influência para se conectar com o torcedor brasileiro ao longo do Mundial. A estratégia passa por transmissões, creators, embaixadores e uma cobertura multiplataforma que busca "furar a bolha" e dialogar com diferentes perfis de público.
Durante evento realizado no Rio de Janeiro, Henrique Mendonça, Head de Social Media, Influencer & PR Strategy da Flutter Brazil, destacou o simbolismo do encontro como marco inicial do projeto.
— O evento tem esse papel de que, mais do que anunciar, é reunir todo mundo. Gente cuja agenda é muito difícil de bater. O primeiro objetivo a gente conseguiu atingir, que é apresentar para a imprensa e fazer com que eles se conheçam. A gente também quis proporcionar um momento de entretenimento. A Copa é um dos momentos em que teremos o maior investimento do ano. A gente começa a Copa hoje. Começa hoje para a Betnacional — afirmou.
A companhia aposta em um posicionamento que reforça a conexão emocional com o torcedor durante a Copa 2026.
— Temos lugar de fala para falar da paixão do brasileiro. Somos a Bet dos Brasileiros — resumiu Henrique.

Parte dessa estratégia envolve nomes de peso: a Betnacional terá o narrador Galvão Bueno e o atacante Vini Jr. como embaixadores — algo que, segundo o executivo, diferencia a marca.
— Nós somos a única marca que vai ter um jogando e um narrando — destacou.
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Outro pilar fundamental do projeto é a parceria com a CazéTV, responsável pela transmissão dos jogos do Mundial. Por questões de regulamentação — já que a empresa não é patrocinadora oficial da Fifa —, a associação à plataforma se torna central para a comunicação.
— Não podemos falar 'Copa' durante a Copa porque não somos Fifa Partner. Entra a nossa parceria com a Cazé, porque podemos dizer que somos parceiros oficiais da transmissão via CazéTV. Isso nos ajuda a ter lugar de fala e baliza toda a comunicação — explicou Henrique.
Para Jorge Peixoto, Head de Brand Experience, a Copa do Mundo é um fenômeno cultural único no Brasil — e a Betnacional quer capturar essa essência.
— A Copa do Mundo é a contagem da vida dos brasileiros. De quatro em quatro anos, a gente conta a vida baseado nos anos de Copa. Esse é o pontapé inicial, essa virada de chave que toma conta do Brasil inteiro — disse.
A estratégia também passa por um squad robusto de influenciadores, que atuará em diferentes frentes de cobertura: Bárbara Coelho, André Balada, Matheus Gonze, Carter Batista, Braune, Igor Rodrigues, Fernanda Arantes e Giovanna Moura.
Segundo Henrique, cada creator terá um papel específico dentro do projeto.
— Temos gente que acompanha o Brasil, outras seleções, ponto de vista do torcedor, mais técnico, mais jornalístico. Gente na coletiva, gente no Brasil.
A ideia é oferecer uma cobertura ampla, que vai da análise à resenha nas arquibancadas.
— O ecossistema é completo. Desde a bagunça da torcida até a análise — resumiu o executivo.
Jorge reforça que esse modelo 360 graus é o grande diferencial da marca para 2026.
— Estamos no campo com o Vini, estamos na Cazé, estamos com o Galvão, estamos na arquibancada com a galera. Temos esse 360 bem feito e estamos animados com o que vamos fazer com os nossos creators brasileiros.
Inspirada no estilo de comunicação da CazéTV, a Betnacional pretende aproximar o torcedor da experiência da Copa com linguagem mais leve e autêntica.
— Estamos ancorados nesse estilo de aproximação que a CazéTV traz. Temos desde o Braune até o Galvão. É muito geracional — completou Jorge.
Além da estratégia de negócio, a relação pessoal dos executivos com a Copa do Mundo ajuda a explicar o tamanho da aposta no projeto. Henrique, por exemplo, carrega uma conexão que começa no nascimento.
— Nasci em 1986, no dia em que o Brasil perdeu para a França, nos pênaltis. Minha mãe entrou em trabalho de parto no dia do jogo. Nasci de manhã, o jogo foi à tarde. Meu irmão nasceu quatro anos depois, na Copa de 1990. Brinco que minha casa era fértil a cada quatro anos — contou.
A memória afetiva se fortaleceu ao longo da infância.
— Lembro da Copa de 1994 com meu pai, colocando bandeirinha na rua, pintando a rua, jogando bola. Era sempre perto das férias escolares. Sempre tive uma relação muito grande com a Copa.
Agora, ele projeta viver uma experiência inédita:
— Nunca fui a uma Copa do Mundo. Tenho amigos que vão, e essa eu vou. Essa será a mais especial. Espero que a gente volte com a mala pesada.
Jorge também associa a Copa a momentos marcantes da vida e à formação como torcedor.
— Minha relação é totalmente atrelada ao futebol. A Copa é a contagem da vida, mas também é memória afetiva na alma — afirmou.
Entre as lembranças, uma das mais simbólicas envolve o pai.
— O primeiro jogo que fui na vida foi Brasil x Paraguai, em São Januário. Meu pai saiu do trabalho escondido para me levar. O medo dele era sair no jornal e ser demitido — relembrou, em tom bem-humorado.
Ele também recorda a busca por um autógrafo da Seleção em uma partida disputada em Recife, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1994.
— Fiquei dois dias tentando e consegui do Luizão, que era massagista.
Para Jorge, esse vínculo ajuda a explicar o poder do torneio.
— Somos de uma geração que cresceu apaixonada pela Seleção. Vimos títulos e finais. E a Copa reconecta. É uma oportunidade de novas gerações criarem esse mesmo laço.
No fim das contas, o objetivo é claro: transformar a Copa de 2026 em uma grande plataforma de entretenimento para o público brasileiro.
— Para nós, Copa é um grande entretenimento — e a gente é uma plataforma de entretenimento", concluiu Henrique.
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