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Entenda os transfer bans do Santos: o que já foi pago, dívidas ativas e risco de novas punições

Peixe chegou a sofrer sete sanções na Fifa nas últimas semanas, mas quitou três; entenda o peso da comissão técnica de Pedro Caixinha e valores em aberto

PorVinícius Espirito Santo Spada•São Paulo (SP)
15/10/2026 17:30
Estádio Urbano Caldeira, Vila Belmiro.
Estádio Urbano Caldeira, Vila Belmiro - (Foto: Raul Baretta/ Santos FC.)

O Santos, nas últimas semanas, vem sofrendo com transfer bans da Fifa, por conta de dívidas relacionadas à negociação com jogadores e pendências com a ex-comissão técnica de Pedro Caixinha.

A primeira ação da diretoria do Peixe foi realizar um depósito de cerca de R$ 950 mil no fim da tarde da última terça-feira (13). O pagamento derrubou três das sete punições que pesavam contra o clube.

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Os débitos quitados envolviam negociações ligadas ao zagueiro João Basso, ao meia Benjamín Rollheiser e ao atacante Álvaro Barreal.

Um dos montantes era de US$ 55 mil (cerca de R$ 275 mil), enquanto os outros dois totalizavam 120 mil euros (R$ 671 mil). Após o pagamento, a Fifa confirmou o recebimento e derrubou esses três transfer bans do seu sistema.

Entenda os quatro transfer bans que seguem ativos no Santos

A sequência de punições teve início na quinta-feira (8), quando a entidade notificou o clube pelo débito de 200 mil euros (R$ 1,11 milhão) com o preparador de goleiros José Francisco Belman Gonzales. Na última sexta (9), a Fifa confirmou os blocos relativos às ações movidas pelo treinador Pedro Caixinha e pelos auxiliares José Prata e Pedro Malta.

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Sem caixa para quitar as rescisões após as demissões em abril de 2025, a diretoria santista tentou parcelar os débitos, mas os profissionais recusaram a proposta e acionaram a Fifa. O Santos ainda recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS), última instância da Justiça desportiva internacional, mas teve o pedido rejeitado e esgotou as possibilidades de recurso.

A maior fatia da dívida envolve o técnico Pedro Caixinha. O clube foi condenado a pagar R$ 496,7 mil em remunerações pendentes e 1,84 milhão de euros (cerca de R$ 10,2 milhões) referentes à rescisão contratual, ambos os valores acrescidos de juros de 5% ao ano cobrados a partir de 14 de abril de 2025.

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Em relação aos auxiliares, o débito com Pedro Malta é de 220 mil euros, aproximadamente R$ 1,2 milhão, enquanto a pendência com José Prata gira em torno de 120 mil euros, cerca de R$ 670 mil. Ambas as quantias também sofrem correção de juros de 5% ao ano desde abril do ano passado.

A sanção impede o Peixe de registrar novos reforços pelas próximas três janelas de transferências. O bloqueio só será retirado antes desse prazo caso o clube efetue a quitação integral das pendências. De acordo com apuração do Lance! o clube não trabalha com data definida de quando esses valores possam ser pagos.

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Anunciado em 23 de dezembro de 2024 e demitido em abril de 2025, Caixinha comandou a equipe em 16 partidas. Foram seis vitórias, três empates e sete derrotas.

Os quatro transfer bans ativos no Santos.
Os quatro transfer bans ativos no Santos - (Foto: divulgação)

Peixe corre risco de sofrer novas punições na Fifa

O cenário financeiro do Alvinegro praiano na Fifa ainda pode sofrer novas sanções nos próximos dias. A entidade deve oficializar um quinto transfer ban referente à rescisão do preparador físico Guilherme Gomes.

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Além disso, o clube aguarda decisão do CAS referente à cobrança do Al-Markhiya, do Catar, que exige 350 mil euros, cerca de R$ 2 milhões, pelo empréstimo do atacante Yusupha Njie. Em paralelo, León (México) e Spartak Moscou (Rússia) obtiveram ganho de causa parcial na Fifa por dívidas nas contratações dos zagueiros Adonis Frías e Alexis Duarte.

Presidente Marcelo Teixeira.
Presidente Marcelo Teixeira - (Foto: Raul Baretta/ Santos FC.)
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