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Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF celebra profissionalização: 'Maravilhoso'

Rodrigo Cintra enxerga formação do grupo profissional como marco do futebol brasileiro

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Mauricio Luz
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 27/01/2026
18:45
Rodrigo Cintra, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF
imagem cameraRodrigo Cintra, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

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Presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rodrigo Cintra acredita que a profissionalização dos árbitros da Série A representa o início de um novo momento para a classe. Pelo projeto, a entidade passará a pagar uma remuneração fixa a um grupo de árbitros, que seguirá recebendo normalmente pelas partidas apitadas e contará ainda com bonificação por desempenho.

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A equipe será formada por todos os brasileiros do quadro da Fifa e por profissionais que tiveram maior atuação e boa avaliação da CBF nas temporadas de 2024 e 2025. Segundo Cintra, a medida concretiza um desejo antigo da categoria e tem apoio direto da direção da CBF. Ele destacou que o grupo profissionalizado tende a crescer nos próximos anos, a partir do desempenho e da dedicação dos árbitros.

— O momento é maravilhoso. A arbitragem vive um dia como nenhum outro até aqui. Sempre foi um sonho, sempre foi um desejo e, mais do que isso, quase uma utopia falar em profissionalização da arbitragem. O que eu posso dizer é que, antes de ser presidente da Comissão de Arbitragem, eu fui árbitro de futebol. Então nós sonhávamos com isso, mas hoje isso se concretiza — iniciou o ex-árbitro.

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— Se concretiza graças à direção, ao presidente Samir (Xaud), que é um grande entusiasta desse processo e quem nos apoia para que tudo isso aconteça. Então, para os árbitros de futebol do Brasil, inclusive aqueles que ainda não estão dentro desse grupo o que eu posso dizer é o seguinte: isso é só o começo. Façam o seu melhor, dediquem-se mais do que nunca, porque a tendência é aumentar e ampliar esse grupo nos próximos anos — completou.

O dirigente também explicou que o trabalho com os árbitros profissionais tem como eixo central a padronização de critérios, apontada como uma das principais demandas do futebol brasileiro. De acordo com Cintra, o foco está na avaliação contínua e na repetição de procedimentos, para reduzir decisões divergentes.

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— Hoje o futebol espera que todos os árbitros tenham um critério aproximado. Por isso, estamos trabalhando dentro do grupo de trabalho, da Comissão de Arbitragem e da diretoria de Arbitragem, com foco total na padronização de critérios. Os árbitros com quem trabalhamos já chegam formados pelas federações, com qualidade comprovada, inclusive pelos testes que realizam até chegar aqui. O que buscamos fazer é dar ainda mais experiência, trabalhar com eles de forma contínua, avaliar jogo a jogo e, principalmente, trabalhar o critério — explicou Cintra.

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Esse critério vem com repetição, repetição e repetição: avaliação, ajuste e controle. Repetição de procedimentos em conjunto para que não seja apenas o critério individual de um árbitro, mas o critério de todo um grupo. É isso que o futebol brasileiro espera, e essa é uma dificuldade vista no mundo inteiro, não só no Brasil. Hoje já conseguimos avançar bastante. Muitos lances que antes geravam dúvida agora têm decisões previsíveis no futebol brasileiro. Quando o árbitro de campo não chega à decisão ideal, o VAR entra para auxiliá-lo a tomar a melhor decisão — complementou.

Cintra afirmou ainda que os árbitros profissionalizados poderão ser escalados para partidas decisivas em diferentes competições do futebol nacional, não apenas na Série A. Segundo ele, o uso seguirá critérios técnicos e o estágio de cada torneio.

— Todos os principais jogos do Brasil poderão contar com esses árbitros, sim, é claro. Vale lembrar que, na Copa do Brasil, no início da competição, utilizamos árbitros mais regionais. Na sequência, de acordo com a evolução do torneio, passamos a trabalhar com os árbitros profissionais. Isso não se limita à Copa do Brasil. Em uma Série B, Série C ou Série D, por exemplo, em rodadas decisivas que valem acesso ou rebaixamento, também poderemos utilizar esses árbitros, que chegam ao fim da temporada com o critério mais afinado após um trabalho contínuo ao longo do ano — concluiu.

A CBF não divulgou valores individuais da remuneração fixa nem da bonificação por desempenho, mas indicou que o modelo faz parte de um processo gradual de mudança na estrutura da arbitragem brasileira.

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Samir Xaud, presidente da CBF (Foto: Maurício Luz/Lance!)
Samir Xaud, presidente da CBF, durante anúncio da profissionalização da arbitragem (Foto: Maurício Luz/Lance!)
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