Gestão Esportiva na Prática: o fim da era dos salvadores e o início da era dos construtores
Por que o futebol brasileiro não precisa mais de presidentes heróis, e sim de lideranças que saibam montar estruturas, além dos discursos

Carregando conteúdo exclusivo...
Durante décadas, o futebol brasileiro foi conduzido por uma lógica quase messiânica. Presidentes vistos como salvadores, líderes carismáticos, apaixonados, muitas vezes dispostos a colocar o próprio nome, reputação, influência política e, não raramente, o próprio dinheiro para "resgatar" clubes centenários. Essa narrativa foi romantizada, aplaudida e legitimada pelas arquibancadas.
Mas o futebol mudou. E rápido.
➡️ Gestão Esportiva na Prática: leia todas as colunas
Hoje, clubes são organizações complexas, com receitas relevantes, estruturas jurídicas sofisticadas, exposição de marca global e riscos operacionais que não admitem amadorismo. O problema é que a cadeira da presidência ainda é ocupada, em muitos casos, com lógica eleitoral, emocional e personalista, enquanto o ambiente exige competência técnica, método e governança.
O resultado é um paradoxo perigoso. Instituições cada vez mais profissionais sendo lideradas por estruturas políticas frágeis. Mandatos curtos, disputas internas, vaidades, promessas fáceis e decisões de alto impacto tomadas sob pressão de grupos e não de estratégia. Não é falta de paixão. É excesso de improviso.
➡️ Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte

Aceleração do aprendizado
E 2026 será um teste definitivo para quem ainda não entendeu isso. O calendário nacional começa mais cedo, os estaduais perdem datas, haverá paralisação para a Copa do Mundo e, ao mesmo tempo, os orçamentos da maioria dos clubes tendem a encolher. O apetite das casas de apostas diminuiu, o mercado já não absorve patrocínios como antes e muitos clubes inflaram seus planejamentos com antecipações de receitas da LFU e da Libra. O colchão acabou. Agora é criatividade e gestão de verdade.
O futebol moderno não espera. A curva de aprendizado não é mais de cinco anos, é de cinco meses. Quem não monta equipe qualificada, quem não separa política de gestão, quem não cria mecanismos de proteção institucional, simplesmente fica para trás. Não por maldade do sistema, mas por incompetência organizacional.
A era dos heróis solitários não acabou porque eles desapareceram. Ela está acabando porque o contexto não os comporta mais. O futebol de 2026 exige presidentes que liderem estruturas, não egos. Que montem times, não feudos. Que decidam também com dados, não somente com aplausos.
O futuro do futebol brasileiro não será escrito por salvadores. Será construído por gestores. Apaixonados pelos seus clubes. Mas gestores.
Gestão Esportiva na Prática: veja mais publicações
Felipe Ximenes escreve sua coluna no Lance! todas as quartas-feiras. Confira outras postagens do colunista:
➡️Resistir já não basta
➡️2025 está chegando ao fim. Quem não entendeu, já está atrasado para 2026
➡️O tetra que nasceu em 2012
➡️O lado invisível da voz do torcedor
➡️O torcedor no centro do jogo

Cruzeiro
Cruzeiro x Flamengo: informações sobre venda de ingressos para o jogo
Há 2 minutos
São Paulo
Defesa de Nicolas, do São Paulo, divulga nova nota sobre acidente
Há 10 minutos
Fora de Campo
Felipe Melo detona Fluminense e Zubeldía após eliminação: 'Ele é cego?'
Há 17 minutos
São Paulo
Entenda como o São Paulo se livrou do transfer ban
Há 39 minutos
Futebol Nacional
Diretor da CBF analisa futuro dos estaduais e possível adequação do calendário à Europa
Há 1 hora
São Paulo
Festa Junina do São Paulo fica R$ 3 milhões abaixo do orçamento
Há 2 horasMais LANCE!

Kevin Castaño no Atlético: Paulo Bracks abre o jogo sobre negociação

Jornalista da CazéTV detona eliminação do Fluminense: 'Vergonha'

São Paulo mira receita milionária em acordo com a Ticketmaster

Lucho Acosta vira assunto em eliminação do Fluminense: 'Nunca será'

Copa do Brasil terá impedimento semiautomático nas quartas de final

Torcida do Flamengo reage a contratação de Almada no River: 'Maluco'

Atitude de Zubeldía em Fluminense x Vasco viraliza: 'Incrédulo'

Franclim estuda opções para o Botafogo com desfalque de Huguinho

Que horas é o jogo entre Corinthians x Internacional pela Copa do Brasil?

Leonardo Jardim e Filipe Luís são sombras um do outro à frente de Flamengo e Monaco

ANÁLISE: Cruzeiro faz jogo mais agressivo da era Artur Jorge contra Chapecoense

Saída de atacante pode abrir espaço para Ryan Francisco no São Paulo

ANÁLISE: Eliminação escancara um Fluminense que não se sustenta sem brilhos individuais



