Alvo de xingamentos, Filipe Luís entende críticas ao Flamengo: 'Sou torcedor igual a eles'
Sob protestos, Rubro-Negro goleou o Madureira e avançou à final do Carioca
- Matéria
- Mais Notícias
O Flamengo goleou o Madureira nesta desta segunda-feira (2) e avançou à final do Campeonato Carioca. O Rubro-Negro decide o título no próximo domingo (8), às 18h, contra o Fluminense, também no Maracanã.
➡️ Tudo sobre o Mengão agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Flamengo
Apesar da goleada, a noite foi marcada por protestos antes e depois da partida. Um dos alvos de xingamentos foi o treinador Filipe Luís, que se mostrou compreensivo com a insatisfação dos torcedores.
— Entendo perfeitamente. Eu gosto de lembrar sempre que eu usava a camisa do Flamengo quando era pequeno. Sou torcedor desde pequeno. E cresci vendo e sofrendo com eliminações do Flamengo e sendo torcedor igual eles. Então, quando me coloco no cargo de jogador, a escolha vir pro Flamengo, pro meu clube do coração, uma escolha de vida primeiro, mas sabendo da cobrança que tem. Eu sabia. Eu tava vendo o Diego Ribas, um dos meus melhores amigos no futebol, tava vendo toda essa cobrança e eu via de longe isso. Mas eu quis viver esse desafio de trabalhar no Flamengo, de viver essa torcida, o bom e o ruim.
▶️ Torcedores do Flamengo protestam na chegada do time ao Maracanã
— E como treinador, a partir do momento que eu escolhi começar aqui, o clube me abriu as portas, eu sabia perfeitamente a cobrança, porque eu via a troca de treinadores antes de eu entrar. Então, eu sei a cobrança, eu sei o quão difícil é, mas eu sempre acreditei muito em mim. E o melhor de tudo que eu sei é que o torcedor também acreditou em mim. Me deram muita confiança. Acho que talvez, o torcedor convenceu a diretoria em me colocar nesse cargo. Eu tenho uma conexão muito forte. Eu falei antes de vir para o Flamengo que eu não tenho esse perfil de dar carrinho, de lutar, de gritar, que o torcedor, às vezes, tanto gosta, mas eu tenho outro perfil que me conecta muito com eles e eles sabem disso, que é o respeito, o carinho, a dedicação, mas o respeito principalmente pelo escudo. E tudo que eu fiz aqui, eu dei a minha vida para o Flamengo, deixei a minha alma aqui dentro.
No início de 2026, o Rubro-Negro foi derrotado na Recopa Sul-Americana pelo Lanús e na Supercopa pelo Corinthians. Filipe Luís reconheceu a quebra de expectativa.
— Quando o torcedor cobra, ele tem razão. O resultado não está vindo, ele não está se sentindo representado pela equipe que está jogando. Eu já falei outras vezes, eu sou o responsável por isso e eu sei disso. E o que eu fiz muito foi trabalhar mais ainda, porque a única coisa que eu posso fazer é trabalho, trabalho, melhorar, dedicar e tentar retribuir e evoluir como treinador para poder devolver esse carinho que o torcedor tanto brindou para mim todos esses anos, foram os anos mais felizes da minha vida, o que eu vivi aqui no Flamengo, na vitória e na derrota. Então, eu sempre quero retribuir o máximo possível por esse carinho que eles sempre me brindaram. Então, eu podia te dizer que dói, mas eu entendo perfeitamente o torcedor e o que eu posso fazer ser melhor ainda para poder trazer eles para o nosso lado de novo — continuou Filipe Luís.
Por fim, elogiou os torcedores presentes no Maracanã, que, ao apito inicial, deixaram os protestos de lado e apoiaram a equipe na classificação à final.
— Só para finalizar,, mas o que me deixou orgulhoso foi que, ok, protestaram, mas durante o jogo apoiaram os 90 minutos dos jogadores e isso se viu, o reflexo disso dos jogadores com a bola. Como eles foram recuperando a confiança, porque a torcida esteve do nosso lado durante esses 90 minutos. Acaba o jogo, o protesto é totalmente válido e eu sou, como eu sempre falei, sempre fui um torcedor.
— Torcedor tem o direito de protestar, de ir ao CT, de demonstrar a insatisfação que tem com os jogadores. O nosso papel é tentar nos aproximar o máximo possível para que o torcedor se sinta representado, mas também se sinta com uma resposta, seja em campo ou com uma declaração. Espero que isso aconteça o quanto antes. — finalizou o treinador do Flamengo.

Veja mais respostas de Filipe Luís após Flamengo 8 x 0 Madureira
Paquetá jogando na posição de Arrascaeta
— Hoje foi o dia que eu senti ele mais confortável dentro de campo, movimentos naturais, vertical, determinante, na área leva muito perigo, seja atacando espaço, em condução, hoje eu senti ele no lugar onde ele pode ser mais confortável. Pode ser a posição ideal para ele
Análise do jogo e sobre Pedro
— O jogo ficou descontextualizado depois da expulsão, com todo o respeito, mas a inferioridade técnica do nosso adversário, mas eu sempre separo isso, porque existem muitas coisas que temos que corrigir, mas também houveram coisas boas, conexões dentro do campo e o time recuperou comportamentos que vinham se perdendo durante o decorrer do jogo. Como eu falei sempre, a confiança faz parte disso. E sobre o Pedro, é importante dizer que é um jogador determinante, decisivo e principalmente que vem jogando, porque parece muitas vezes que o treinador está contra o Pedro, ou contra o Arrasca, ou contra alguma coisa, porque o jogador não joga, mas não é assim. O Pedro jogou a final contra o Corinthians entrou nessa final (contra o Lanús), jogou o segundo tempo inteiro a prorrogação, mas o Pedro também tem o direito a não estar no seu nível, como todos os outros. Então, conforme eu vou vendo os jogadores, eu vou tentando tirar o melhor deles sempre, e eu, mais do que ninguém, quero o melhor Pedro do mundo. O Pedro que é, quando a bola chega, que é decisivo e determinante, como ele foi, por isso que ele jogou 90 minutos contra o primeiro jogo do Madrid, é porque eu quero que ele faça gols, que eu quero que ele recupere a confiança, porque eu preciso que quando a bola chegue no pé dele, ele faça a diferença, como ele fez hoje. E os atacantes, eles vivem disso, no começo do jogo até, procurando, procurando muito, esse gol, a partir do momento que entrou primeiro, se soltou, e já tudo fica mais fácil, o atacante vive disso. Então não tenho nenhuma dúvida que ele também vive de sensações e está em busca de retomar o melhor nível dele para poder ajudar a equipe.

Sobre Plata
— Cada jogador tem uma forma de lidar e de superar os momentos adversos de forma diferente. O Plata é um jogador que se esforça, que dá tudo tudo que ele tem durante os noventa minutos, se sacrifica pela equipe, sempre fez, é um jogador muito importante pra gente, e está passando por esse momento de ser criticado. O que nós temos que fazer como grupo é demonstrar a ele a importância que ele tem, dentro do grupo, eu como treinador e o jogador e os companheiros dele demonstrar, eles fazem isso durante o dia a dia porque ele é jogador muito importante, muito importante, ele tem muitas valênciasm que nos ajudam, nos potencializam como equipe, e não tenho dúvida que ele junto com a melhor versão da equipe ele ele vai nos ajudar bastante durante essa temporada então, espero que ele supere esse momento adverso antes possível porque a gente precisa dele.
— Cada jogo é diferente. No futebol, são momentos, de confiança, de estados de ânimo e jogos assim são importantes para que o jogador recupere a confiança e a sintonia com o torcedor. Sou da teoria que jogador grande cresce em jogo grande. Temos uma final pela frente e sempre espero a melhor versão dos meus jogadores e acredito que eles estão preparados para apresentar essa versão. Cabe a mim preparar a melhor plano de jogo para que eles possam performar o melhor possível e que possamos vencer um clássico tão difícil.

Sobre a pressão das derrotas em finais
— Sempre que se eprde um jogo, a tendência é o ambiente ficar mais triste, quieto e calmo. Eu sempre tento separar as coisas, para que os jogadores tenham uma harmonia para trabalhar. Sempre tem uns insatisfeitos, que jogam menos, ou que sintam que são menos importantes. Meu paple é tentar deixar o ambiente mais leve possível para trabalhar. Nunca é facil depois de perder duas finais. O jogador sente a cobrança, primeiro sente a derrota, depois a cobrança externa, e a interna também, familiar.
Sobre o mercado do Flamengo
— Para mim temos um elenco ultra, super competitivo, temos que demosntrar isso, mas para mim é o melhor elenco da América, continua sendo. Mantivemos todos os jogadores importantes, a chegada do Andrew, Vitão e Paquetá, potencializou ainda mais o nosso elenco. Se ficar assim, estamos muito bem servidos.
Projeção da final contra o Fluminense
— Efetivamente, é um adversário muito dificil. Nos últimos anos sempre foram jogos complicados para o Flamengo, mas nós também somos complicados para eles. É um clássico muito igualado pela rivalidade e pelo que representa. Vai ser a primeria vez que teremos cinco dias para treinar com o grupo todo, e isso será fundamental para que possamos fazer vários tipos de treinametnos que não tivemos tempo e chegar o melhor possível, físico e mental, depois dessa vitória de hoje, e tomara, vencer essa final.
— Temos que fazer um jogo perfeito. Sabemos que o Fluminense não permite que a gente cometa erros. Essas derrotas que a gente teve, tem contextos diferentes. Na do ano passado, tivemos sete jogadores em seleções, na Data Fifa. Esse ano, o time voltando da pré-temporada com três dias de treino e um time misto. E a primeira derrota foi antes da semifinal da Copa do Brasil, em 2024, também com time alternativo. Mas no domingo tudo pode acontecer. Espero chegar com a nossa melhor versão, porque o adversário exige isso. O que esse clássico representa pro Rio de Janeiro, só se ganha se estiver no melhor.
Sobre Vitão
— O Vitão é um jogador que tem muito potencial, talento, mas o principal, gosta de aprender, de treinar, de perguntar. É dedicado, humilde. A margem de evolução dele é muito grande. Já dá para ver ele fazendo os conceitos que a gente pede, tanto defensivos quanto ofensivos. O zagueiro na nossa equipe tem muita função. Como trabalhou com outros treinadores, já vem com isso pronto. É um jogador caro, qeu já vem com esses conceitos de fábrica, então o treinador tem que trabalhar menos. Ele pede passagem. Cada jogo e treino que ele faz em alto nível, sempre fica amis difícil para o treinador decidir. É a dor de cabeça que eu gosto, que é a boa.
Sobre a busca por mais um centroavante
— Temos centroavante. Estamos procurando desde o ano passado, estamos no mercado avaliando opções, até para criar a concorrência interna, que eleva o nível dos jogadores. Não é fácil, eu acompanhei bastante o processo, não é simples, mas eu acredito que com o Pedro recuperando o nível, onde ele deixou a régua dele ano passado até fraturar o braço. Nos jogos do Palmeiras, Botafogo.. Ele fez a diferença. A hora que ele recuperar esse nível, não tenho dúvida que é o jogador. E outros podem jogar ali como o Bruno Henrique, o Plata. O Paquetá também já fez essa função. Os outros eu já vejo com mais dificuldade. Estamos servidos na posição. O Flamengo está sempre procurando os melhores jogadores, sempre. Não é porque temos o melhor elenco, que temos que parar por aí. Temos sempre que evoluir, e as peças que não encaixam ou não estão num bom nível, precisamos renovar.
Filipe Luís sobre seu aspecto mental
— Me desafio o máximo, sempre. Esse momento é o que mais me desafiou na vida. Sou um cara trabalhador e positivo, e meu mental é como eu sempre falo, sou movido a desafios. E eu gosto tanto dessa profissão, que gosto até do momento que não é tão bom.
➡️ Aposte nos próximos jogos do Flamengo!
*É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável.
Para acompanhar as notícias do Flamengo, acompanhe o Lance! Todas as informações e acontecimentos atualizados em tempo real.
- Matéria
- Mais Notícias


















