Brasileirão 2026: Apenas três pontos separam o 7º colocado da zona de rebaixamento
Equilíbrio marca primeiro turno e transforma tabela em disputa aberta do G6 ao Z4

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O Brasileirão 2026 vive um dos primeiros turnos mais equilibrados dos últimos anos. Após a 15ª rodada, apenas três pontos separam o atual sétimo colocado, com 20 pontos (Red Bull Bragantino), do que abre a zona de rebaixamento na 17ª posição, com 17 pontos (Grêmio).
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Neste domingo (10), foi possível ver um retrato claro desse equilíbrio. O Vasco da Gama começou a jornada dentro do Z4, ocupando a 17ª colocação. Porém, após vencer o Athletico Paranaense, saltou para o oitavo lugar, com 20 pontos. A movimentação escancara como uma única vitória é capaz de mudar completamente o panorama de classificação no Brasileirão 2026.
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Além da proximidade entre os clubes do meio da tabela, outro dado chama atenção: apenas cinco pontos separam o sexto lugar da zona de rebaixamento. O recorte representa o menor espaçamento dos últimos anos no Brasileirão. Nas cinco edições anteriores, a distância média era de 11 pontos.
O equilíbrio também aparece na parte de cima da tabela. O Brasileirão de 2026 registra a menor "nota de corte" para o G4 nos últimos cinco anos, na mesma altura do campeonato (15ª rodada). O São Paulo, quarto colocado, soma apenas 24 pontos. Compare a pontuação das últimas edições:
Brasileirão 2025 - 28 pts (Bahia)
Brasileirão 2024 - 27 pts (São Paulo)
Brasileirão 2023 - 25 pts (São Paulo)
Brasileirão 2022 - 26 pts (Corinthians)
Brasileirão 2021 - 28 pts (Bragantino)

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Efeito demissões em massa
Além da instabilidade na tabela, o equilíbrio do Brasileirão 2026 também aumenta a pressão sobre treinadores e diretorias. Em um cenário em que uma sequência curta de derrotas pode derrubar uma equipe várias posições, os clubes tendem a reagir de forma mais imediatista. Por isso, o Brasileirão 2026 sustenta a marca de 11 técnicos demitidos em 15 rodadas.
Demissões em série, interinos que se revezam e projetos interrompidos no meio do caminho tornaram-se rotina. Em muitos casos, a "quan mudanças no comando técnico"dança das cadeiras" dos treinadores diz tanto sobre o campeonato quanto a classificação em si.
Dorival Júnior, Filipe Luís, Fernando Diniz, Tite, Martín Anselmi, Vojvoda, Davide Ancelotti, Hernán Crespo, Gilmar Dal Pozzo, Juan Carlos Osorio e Sampaoli estão entre os nomes que não resistiram à pressão e foram derrubados de seus cargos.
O recorde absoluto: o caos de 2003
A primeira edição do Brasileirão em pontos corridos, em 2003, já mostrou o tamanho da pressão sobre os treinadores. Em um campeonato com 24 clubes e 46 rodadas, nada menos que 40 mudanças de comando técnico foram registradas, um recorde que continua sendo o maior desde a adoção do formato.
O contexto ajuda a explicar o número absurdo:
- campeonato mais longo, com quase 50 jogos para algumas equipes
- tabela pesada, viagens longas e pouco tempo para treinar
- cultura ainda em adaptação ao novo modelo, com dirigentes tratando qualquer má fase como justificativa para "mexer no comando"
Os anos seguintes mantiveram a mesma lógica de instabilidade, ainda em formatos com mais de 20 times:
- 2004: 38 trocas de treinador
- 2005: 37 trocas
Esses números mostram que, na largada dos pontos corridos, trocar técnico no meio do campeonato deixou de ser exceção e virou parte do "planejamento" de muitos clubes.
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