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PSG x Arsenal coloca zagueiros da Seleção frente a frente na final da Champions

Jogadores formam a dupla de zaga titular da equipe de Carlo Ancelotti

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Thiago Braga
São Paulo (SP)
Dia 29/05/2026
09:00
Gabriel Magalhaesx Venezuela em Cuiabá pelas Eliminatórias 2026. Foto:Vitor Silva/CBF
imagem cameraGabriel Magalhães e Marquinhos em ação pela Seleção (Foto: Vitor Silva/CBF)

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Neste sábado, às 13h (de Brasília), em Budapeste, na Hungria, a final da Champions League colocará dois zagueiros brasileiros frente a frente no jogo mais importante da temporada europeia. De um lado, Marquinhos tentará conduzir o Paris Saint-Germain ao bicampeonato continental consecutivo. Do outro, Gabriel Magalhães buscará entregar ao Arsenal a primeira Champions League de sua história. Amigos na Seleção Brasileira, os dois atravessam a temporada vivendo trajetórias que se cruzam entre admiração, disputa e afirmação no topo do futebol europeu.

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Marquinhos chega à decisão como a face mais duradoura do projeto que transformou o PSG em potência continental. Contratado em 2013, o defensor brasileiro atravessou diferentes eras do clube francês até se tornar capitão, referência técnica e liderança emocional do elenco.

Ultrapassou a marca de 500 partidas e participou da coleção de títulos que redefiniu a história do clube: 11 Ligue 1, seis Copas da Liga Francesa, oito Copas da França e nove Supercopas da França. A conquista da Champions League de 2024/25 encerrou a obsessão europeia parisiense e consolidou Marquinhos como símbolo definitivo do PSG moderno.

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A atual temporada reforçou essa dimensão. Nas competições nacionais, o zagueiro disputou 15 partidas, 12 delas como titular, sustentando impressionantes 95% de acerto nos passes e média de 62,7 passes certos por jogo. Na Champions League, esteve em campo como titular nos 14 jogos do PSG, marcou dois gols e manteve números defensivos sólidos: 61% de eficiência nos duelos, 67% de aproveitamento nas bolas aéreas e média de 3,3 recuperações por partida.

Do outro lado estará um zagueiro que construiu o próprio caminho de maneira menos luminosa, embora igualmente consistente. Revelado pelo Avaí, Gabriel Magalhães deixou o Brasil cedo demais para ser percebido em toda a dimensão que alcançaria. Passou pelo LOSC Lille, ganhou maturidade em empréstimos para Troyes e Dinamo Zagreb e, em 2020, desembarcou no Arsenal.

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Luis Enrique incentiva jogadores do PSG em jogo contra o Arsenal, pela Champions League
Luis Enrique incentiva jogadores do PSG em jogo contra o Arsenal, pela Champions League (Foto: Thomas Samson/AFP)

Em Londres, encontrou o ambiente ideal para crescer até se tornar um dos pilares defensivos da equipe inglesa. O Arsenal tenta conquistar a Champions League inédita, justamente apoiado em uma estrutura defensiva que tem Gabriel como uma das peças centrais.

Na temporada 2025/26, o brasileiro disputou 39 partidas nas competições nacionais, marcou três gols, deu quatro assistências e registrou média de 5,4 cortes por jogo. Na Champions, elevou ainda mais o nível defensivo: 67% de eficiência nos duelos, 71% de aproveitamento pelo alto e média de 4,7 cortes por partida.

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A final deste sábado também carrega um duelo simbólico entre estabilidade e ascensão. Marquinhos representa um jogador consolidado entre os grandes zagueiros do futebol europeu há quase uma década. Gabriel Magalhães aparece como nome que tenta ocupar definitivamente esse mesmo espaço. Os números da temporada ajudam a explicar o equilíbrio entre eles.

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A rivalidade ficará limitada ao gramado da Puskas Arena. Poucos dias depois da decisão, ambos se juntarão ao grupo da Seleção Brasileira que disputará a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos. Carlo Ancelotti acompanha atentamente uma final que reúne justamente sua dupla de zaga titular para o Mundial.

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