Ex-Arsenal, Denílson aponta favorito na final da Champions: 'Grandes chances'

Brasileiro relembra passagem de cinco anos pelos Gunners

PorJoão BrandãoRio de Janeiro (RJ)
29/05/2026 07:30
Atualizado em 29/05/2026 11:32
Denílson com feição séria durante sua passagem pelo Arsenal
Denílson no período em que defendeu o Arsenal (Foto: Divulgação/Arsenal)

Ex-volante do Arsenal, Denílson apontou o favorito para a final da Champions League entre os Gunners e PSG, neste sábado (30). Em entrevista exclusiva ao Lance!, o jogador revelou até um certo alívio com a eliminação de um gigante europeu ao longo da competição.

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- Os jogadores são muito qualificados, fortes. Defensivamente é muito regular. Há alguns anos com o Arteta vem batendo na trave e ele está fazendo um excelente trabalho. Não por estar na final da Champions, mas pelo o que vem sendo desenvolvido nos últimos anos. Ele estava merecendo (o título do Campeonato Inglês). Acredito que chegou o momento. Ganhamos a Premier League e acredito muito. Eu estava meio assim de pegar o Bayern, mas o Arsenal tem grandes chances de levar esse título contra o PSG.

Com experiência de estar em uma equipe que chegou em uma semifinal de Champions League, Denílson pontuou as principais qualidades de Arsenal e PSG. Além disso, o ex-jogador afirmou que o segredo para o título estará nos detalhes.

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- O ataque deles é muito rápido, mas a defesa do Arsenal é muito sólida. Quem errar menos, vence. Eu acredito que o Arsenal leva esse título da Champions League. Estou muito esperançoso.

Na temporada 2008/2009, Denílson chegou a sonhar com o inédito título da Liga dos Campeões, mas o sonho do Arsenal foi interrompido em uma semifinal pelo Manchester United. O veterano recordou o confronto, mas está esperançoso de que a nova geração possa conquistar a tão sonhada Orelhuda.

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- Essa temporada foi a minha melhor temporada no Arsenal. Fiquei chateado por não ter iniciado entre os 11 contra o Manchester (United), mas o Wenger me chamou e explicou que o Song estava mais preparado fisicamente. A intenção era das melhores, o estádio estava lindo, estávamos confiantes em passar do Manchester, mas eles estavam muito, muito bem. O Cristiano (Ronaldo) fazia muita diferença e aquela semifinal foi muito difícil para a gente digerir. O tempo passa e hoje estamos na final depois de 20 anos.

O Arsenal chega na final da Champions League 20 anos após a dolorosa derrota dos Gunners para o Barcelona por 2 a 1, em 2005/2006. Por outro lado, o PSG luta pelo bicampeonato consecutivo do maior torneio de futebol da Europa.

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elenco do arsenal perfilado antes de jogo da champions league
Elenco do Arsenal alinhado antes da semifinal da Champions League contra o Atlético de Madrid (Foto: Adrian Dennis / AFP)

Veja outras respostas de Denílson, ex-Arsenal

Chegada na Inglaterra

- Foi uma enorme alegria ter chegado no Arsenal, mas estava muito ansioso. Ainda mais em ver pessoalmente grandes jogadores, como Henry, Gilberto Silva. Ter conhecido o meu treinador, que foi o Wenger, foi uma experiência incrível. Depois você vai normalizando, as coisas vão ficando comum, mas o início não é fácil não. Sair do Brasil para a Inglaterra com 18 anos foi uma emoção muito grande.

Vestiário na chegada

- Eu encontrei um vestiário muito animado. Eles perderam na temporada anterior a Champions League. O Gilberto me traduzia tudo e dizia que eles estavam empolgados, pois diziam que tinham totais condições de ter vencido o Barcelona. Vi o vestiário muito alegre, descontraído e entrei na onda do pessoal.

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Relação com Wenger

- Eu fiquei apreensivo, mas os primeiros contatos foram muito bons. Pela preocupação que ele tinha comigo. Quando eu viajo pra Inglaterra, venho com meu empresário, mas ele viajava muito para Madri e eu ficava muito tempo sozinho. Então o Wenger me chamada pra bater um papo pra saber se eu estava gostando da cidade. Foi o melhor treinador porque realmente foi. Não só pelo dentro de campo, mas pelo extracampo. Eu sentia tranquilidade trabalhando com ele. O Wenger é um cara que ama a profissão dele. Ele demonstrava como era que tinha que se fazer. Não só dentro de campo, como tinha uma preocupação com cada atleta, chamava pra conversar no particular e isso é uma vantagem muito grande no futebol.

Gilberto Silva

- O Gilberto teve uma importância muito grande na minha evolução. Era a pessoa que me ajudava, que me convidava pra eu ir na casa dele, me dava muitos conselhos. Sou muito grato por ter me ajudado bastante aqui.

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Balanço da passagem no Arsenal

- Eu acho que faltou resultado, faltou maturidade. Nós tínhamos um futebol bonito de se jogar, vistoso. Em questão de futebol jogado, a gente perdia para o Barcelona. E quem brigava era o Manchester United. O Chelsea comprou muitos jogadores de nome, então Chelsea se fez forte, mas o Arsenal era um dos primeiros. Chegamos em duas Carling Cup, mas perdemos para o Chelsea para o Birmingham. Fiquei cinco temporadas, mas sem títulos. Mas o mais importante foi o que vivi, o tempo, mais de 150 jogos pelo clube. Para mim, foi gratificante.

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