Conheça Kvaratskhelia e Rice: heróis invisíveis de PSG e Arsenal, finalistas da Champions
Jogadores buscam fazer a diferença na decisão em Budapeste

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A cobiçada taça da Champions League está prestes a encontrar o seu dono na temporada 2025/26. No próximo dia 30 de maio, a cidade de Budapeste será o palco do aguardado confronto final entre o atual campeão PSG e o desafiante Arsenal. Longe dos holofotes dos principais jogadores de ambas as equipes, dois nomes emergem como os verdadeiros motores de seus time nesta jornada europeia: o atacante georgiano Khvicha Kvaratskhelia, pelo lado francês, e o meio-campista inglês Declan Rice, pelos londrinos.
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O motorzinho georgiano
O PSG entra em campo com a difícil missão de se tornar a primeira equipe a defender o título europeu com sucesso desde o histórico tricampeonato do Real Madrid em 2018. Para alcançar esse feito, os franceses confiam no talento de Khvicha Kvaratskhelia. Aos 25 anos, o atacante já provou o seu valor ao marcar na vitória da final do ano passado contra a Inter de Milão, além de uma passagem vencedora no Napoli. Na atual campanha, ele acumula números impressionantes, com dez gols e seis assistências.
Em entrevista à Uefa, apesar de transmitir uma tranquilidade ímpar dentro das quatro linhas, o jogador reconhece o altíssimo nível de dificuldade do torneio e faz questão de exaltar o trabalho coletivo para justificar o seu desempenho nas noites europeias, reafirmando sua entrega total ao clube.
— Não é tão fácil como parece, porque, quando se joga contra equipes da Champions League, qualquer uma delas pode ser uma grande equipe e é realmente difícil marcar contra elas. Mas tenho colegas de equipe fantásticos que conseguem criar oportunidades para mim, em que só tenho de chutar e marcar. Quando saio do campo no final de um jogo, quero ter a certeza de que dei 100% e ajudei a equipe a vencer — declarou o atacante.

A equipe francesa enfrentou turbulências no início da competição, pois os adversários já haviam estudado e bloqueado as suas estratégias do ano anterior. O grupo comandado por Luis Enrique, no entanto, conseguiu se reinventar. Kvaratskhelia explicou como o elenco assimilou a pressão de ser o atual vencedor e destacou a emoção de poder, mais uma vez, representar o povo de seu país na principal vitrine do futebol mundial.
— Acho que houve muitas mudanças, porque muitas equipes sabem como jogamos no ano passado. Tentaram bloquear as nossas estratégias, mas demonstramos que somos capazes de encontrar a forma de jogar bem contra qualquer adversário. O início não correu como queríamos, mas, a meio da temporada, percebemos que podíamos fazer aquilo que fazemos melhor. Da última vez, senti imenso carinho por parte dos adeptos e do povo georgiano. Vou dar o meu melhor para, mais uma vez, levar essa felicidade aos adeptos. Me sinto feliz por ser georgiano e por poder trazer esta alegria ao país com a minha pequena contribuição — concluiu Kvaratskhelia.

O "cérebro" do Arsenal
Do outro lado do campo, o Arsenal busca conquistar o troféu mais prestigiado do continente pela primeira vez em sua história. Para guiar a equipe londrina, o técnico Mikel Arteta aposta todas as suas fichas na inteligência e na liderança de Declan Rice. O meio-campista de 27 anos possui a experiência de grandes decisões, tendo sido o capitão do West Ham na marcante conquista da Conference League em 2022/23. Em entrevista à Uefa, ele relembra a sensação única daquele momento e não esconde a expectativa de viver um sentimento ainda maior na Champions
— Quando somos crianças, crescemos a ver as noites da Champions League. É como se tudo saísse de dentro de nós: alívio, felicidade, emoção pura. Foi uma sensação que ficará comigo para sempre. Chegar à final é uma coisa, mas ganhar, ainda não sei o que dizer, para ser sincero, porque isso ainda não aconteceu. Não quero me antecipar, mas seria incrível — contou Rice.
Sob a tutela de Arteta, Rice evoluiu para se tornar um atleta versátil e completo, capaz de atuar com excelência tanto na proteção defensiva quanto no apoio à construção das jogadas de ataque. O seu impacto em campo rendeu a ele uma responsabilidade imensa e uma relação de muita admiração por parte do atual treinador.
— Ele me transformou em um meia mais versátil, no sentido de ser alguém capaz de fazer um pouco de tudo. Ouvi o Steven Gerrard falar sobre a época em que jogava; ele se via como um meia capaz de fazer um pouco de tudo. Eu diria mais ou menos o mesmo. Numa das primeiras vezes que conheci o Arteta, ele descreveu-me como o "farol" do Arsenal. Nunca tinha ouvido isso antes, mas ele diz coisas que nunca se ouviriam, por isso foi realmente especial — revelou o volante.

O confronto em Budapeste também carrega um forte sentimento de revanche para os ingleses, que foram eliminados nas semifinais do ano passado justamente pelo PSG. O volante garante que as lições daquela dura queda foram assimiladas e prometeu que o elenco não poupará nenhum esforço durante os 90 minutos do embate decisivo.
— Já perdi algumas finais. Dói porque, quando se chega a uma final, o que se quer é conquistar o troféu. Mas, por outro lado, todas as pequenas derrotas que se sofrem acabam por ser muito úteis. O PSG é uma equipe muito boa — iniciou.
— O que aprendemos com a derrota na semifinal da época passada? Que é preciso aproveitar as oportunidades, porque tivemos muitas. Vai ser o último pontapé do futebol de clubes nesta temporada, por isso, para sair em grande estilo, é preciso esvaziar o tanque uma última vez e dar tudo o que temos para conquistar um troféu tão bonito para este clube — concluiu.

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