Atitude de Abel Ferreira chama atenção de jornal português: 'Lembrou o Guardiola'
Abel Ferreira perdeu sua primeira final de Libertadores no comando do Verdão

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O Palmeiras, comandado por Abel Ferreira, saiu derrotado da final da Libertadores, contra o Flamengo, no último sábado (29), por 1 a 0. Uma atitude do treinador, no entanto, foi destacada pelo jornal português A Bola, comparando-a a Pep Guardiola, técnico do Manchester City.
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No tradicional palanque montado no gramado após o término de finais, Abel Ferreira recebeu a medalha de prata e, quando saiu, beijou o objeto, em sinal de respeito. A cena chamou a atenção de torcedores e do jornal português, que relembrou quando Guardiola fez o mesmo na derrota para o Chelsea, na final da Champions League de 2021.
A publicação elogiou a hombridade do ato, contrastando com a atitude de jogadores que, muitas vezes, tiram a medalha do pescoço logo após recebê-la. Além disso, A Bola comparou discursos dos dois treinadores, afirmando que o português "muitas vezes o cita nas conferências de imprensa", expressando admiração pelo trabalho do espanhol.

Como foi a final entre Palmeiras, de Abel Ferreira, e Flamengo?
Palmeiras e Flamengo fizeram um primeiro tempo equilibrado, mas mais preocupados em não sofrer do que em marcar gols. O resultado foi um jogo essencialmente de meio-campo e com poucas chances de gol. E isso ficou comprovado nos números: foram dois chutes a gol disparados pelos paulistas, e três pelos cariocas. Nenhum deles, contudo, obrigou Rossi ou Carlos Miguel a fazerem defesas.
Nos primeiros 48 minutos de partida, o Flamengo teve mais volume de jogo. O time do técnico Filipe Luís conseguiu manter suas linhas avançadas e, nas vezes em que o Palmeiras se insinuou ao ataque — com Vitor Roque, Flaco López ou Raphael Veiga —, a equipe carioca recuou em bloco para formar linha com até seis jogadores na defesa. O rubro-negro também teve duas chances, em chutes de Bruno Henrique, aos 13, e Samuel, aos 15. Ambos para fora.
Abel Ferreira, por sua vez, armou um Palmeiras bastante sólido na defesa. Murilo e Gomez eram os zagueiros mais fixos, e Bruno Fuchs tinha alguma liberdade para sair. Mas foi Fuchs quem mais foi combativo nas proximidades da área. E foi também o que recebeu o combate mais duro: aos 29, Pulgar o atingiu na canela direita com as travas da chuteira. O jogador ficou mais de um minuto se contorcendo no chão. O árbitro Darío Herrera decidiu punir o rubro-negro apenas com cartão amarelo.
A dinâmica do início do segundo tempo se mostrou parecida à do primeiro, mas com uma diferença importante: o Flamengo voltou forçando um pouco mais ofensivamente. Aos 6, Murilo errou na frente da área e Arrascaeta quase marcou. Depois, aos 11, Jorginho teve boa chance após corte de Carlos Miguel.
E, aos 21, o gol: Arrascaeta cobrou escanteio pela direita e Danilo subiu mais alto que todo mundo para cabecear rente ao poste direito, sem chances para o goleiro do Palmeiras e para a festa rubro-negra.
Foi só a partir daí que o Palmeiras finalmente decidiu ir ao ataque. Abel Ferreira mexeu no time e no esquema, e as entradas de Facundo Torres, Felipe Anderson, Giay, Sosa e, por fim, Maurício, fizeram a equipe paulista começar a ameaçar a meta de Rossi. Vitor Roque teve chance de empatar aos 43, mas em vão. Àquela altura, a glória eterna já estava endereçada, pela quarta vez, ao Flamengo.
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