menu hamburguer
imagem topo menu
logo Lance!X
Logo Lance!

Thaís Lima abre bastidores da mudança de seleção e destaca influência do pai mineiro

Goleira do Benfica fala sobre decisão de defender a seleção brasileira em vez de Portugal, adaptação ao grupo e sonhos na carreira

Dia 15/04/2026
20:06
Thaís Lima e Canarinha durante treino da Seleção Feminina. (Lívia Villas Boas/CBF)
imagem cameraThaís Lima durante treino da Seleção Feminina. (Lívia Villas Boas/CBF)

  • Matéria
  • Mais Notícias

Natural de Portugal e com pai brasileiro, Thaís Lima, de 18 anos, está cada dia mais integrada à Seleção Brasileira. Após defender as categorias de base portuguesa, a atleta optou por representar o Brasil, decisão que, segundo ela, envolveu dúvidas, reflexão e forte ligação com as origens familiares.

continua após a publicidade

Em entrevista exclusiva ao Lance!, a jogadora detalhou a trajetória no futebol, a influência do pai mineiro, a adaptação ao elenco principal e os objetivos que traça para o futuro.

Thaís também comentou a recepção da torcida brasileira, a convivência com goleiras mais experientes e o impacto da mudança de país e cultura na sua formação. Fora de campo, revelou hábitos simples e destacou o desejo de evoluir até alcançar o mais alto nível da posição.

continua após a publicidade

Raízes brasileiras de Thaís Lima

Thaís, você nasceu em Portugal, qual seu vínculo com o Brasil?

Thaís Lima: Meu vínculo com o Brasil vem do meu pai. Desde pequena, ele falava sobre futebol, me apresentava o futebol e a cultura do Brasil. Então cresci sempre nesse ambiente de cultura brasileira, comida brasileira, música brasileira, tudo brasileiro. Comecei no futebol com seis, sete anos, se não me engano, porque foi quando meu pai me colocou. Era um clube bem pequeno da cidade, acho que se chama Despertar.

Seu pai é brasileiro, qual o estado dele?

Thaís Lima: Meu pai nasceu em Minas Gerais, em Frei Inocêncio. Acho que foi para Portugal com pouco mais de 20 anos, por trabalho. Sempre falou português do Brasil em casa, então eu cresci muito ligada a isso. Eu só tinha vindo ao Brasil uma vez antes, para visitar a família. Quando voltei agora, ao chegar no aeroporto, tive a sensação de estar em casa. Ver as pessoas na rua, ouvindo o jeito de falar, foi algo muito especial para mim. Representar o Brasil aqui no Brasil é ainda mais especial. Meu pai também está muito feliz por mim, por ver que estou vivendo tudo isso que ele sempre me mostrou desde pequena.

continua após a publicidade

Desde o início no futebol, sempre foi zagueira?

Thaís Lima: Comecei desde pequena e não era goleira, eu era ponta esquerda. Fazia gols, puxava para dentro e finalizava. Depois decidi mudar para a posição de goleira e foi aí que minha caminhada começou. Fui chamada para treinar no Benfica, gostei desde o início e decidi ficar. Fui subindo de categoria, sub-15, sub-17, sub-19, equipe B e time principal. Também passei pelas seleções de base de Portugal, sub-15, sub-17 e sub-19. Depois disso, tomei a decisão de mudar de seleção.

➡️ Tudo sobre Futebol Feminino agora no WhatsApp. Siga nosso novo canal Lance! Futebol Feminino

E como foi essa decisão?

Thaís Lima: Foi muito difícil, porque sempre tive dentro de mim essa ligação com o Brasil. Passei muitas noites pensando se deveria mudar ou não. Foi uma decisão que me custou muito, mas agora está sendo muito especial poder representar essa seleção. Vou sempre ter Portugal no meu coração, porque foi lá que cresci dentro e fora de campo. Tenho orgulho de ter representado o país e disputado Europeus. Agora estou aqui e quero aproveitar essa oportunidade. A seleção tem me ajudado muito a evoluir e quero estar pronta quando o Arthur achar que é o momento.

Vimos muitas reações de torcedores portugueses após a sua escolha. Como foi para você?

Thaís Lima: Em Portugal foi um pouco difícil. Muita gente ficou triste, alguns até chateados. Eu entendo, porque foi uma decisão complicada, com prós e contras. Pensei muito no que seria melhor para a minha carreira, o que cada seleção poderia me oferecer. No fim, escolhi o Brasil. Agora é seguir, deixar o barulho passar e aproveitar essa oportunidade.

E o que você gosta de fazer além do futebol?

Thaís Lima: Meus hobbies são videogame. Eu jogo bastante, tenho um PlayStation no quarto. Também estou aprendendo a tocar, ainda no começo. Sou uma pessoa tranquila, gosto de cumprimentar todo mundo, estar sempre sorrindo. Acho importante transmitir essa tranquilidade para as pessoas.

Na Seleção Brasileira, você tem contato com goleiras experientes e que atuam em grandes times brasileiros. Elas puxam sua orelha? (risos) o que você tem aprendido?

Thaís Lima: A Lelê puxa um pouquinho a minha orelha, sim. Mas é uma relação muito saudável, em que todas aprendem umas com as outras. Eu ainda estou em fase de aprendizado, então observo muito. Olho para a Lelê, para a Lorena, para a Camila, para todas. Gosto de assistir treinos de goleiras, até no YouTube, para entender como elas fazem as coisas. Vim de uma base diferente, em Portugal, então também preciso me adaptar aqui. Observar e aprender vai ser fundamental para a minha evolução.

+ Aposte na Seleção Feminina na Fifa Series
*É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável

Como avalia esse primeiro contato com a torcida no Brasil, na disputa da Fifa Series?

Thaís Lima: Gostei muito do ambiente. Fiquei um pouco nervosa, para ser sincera, porque tinha muita gente olhando, acompanhando tudo. A torcida estava atrás da gente, incentivando, comemorando. Isso é muito importante. É diferente de Portugal. Lá também há emoção, mas aqui é mais intenso. Às vezes a torcida cobra, mas faz parte do futebol e precisamos estar preparadas para isso.

E qual seu maior sonho no futebol?

Thaís Lima: Meu maior sonho é ser a melhor goleira do mundo, ganhar uma luva de ouro. Ainda estou no processo, evoluindo no Benfica, onde estou muito feliz. Temos a possibilidade de conquistar títulos e isso também faz parte do crescimento. Tenho muitos sonhos, mas sei que preciso aproveitar cada etapa da minha carreira para evoluir e, no futuro, alcançar esse objetivo.

Thaís Lima e Canarinha durante treino da Seleção Feminina. (Lívia Villas Boas/CBF)
Thaís Lima e Canarinha durante treino da Seleção Feminina. (Lívia Villas Boas/CBF)
  • Matéria
  • Mais Notícias