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Quem fica com a vaga do Fortaleza? Entenda os critérios da CBF no Brasileirão Feminino A1

Diretoria de Competições (DCO) é responsável pela definição; Vitória pode ficar com a vaga

Giselly Correa Barata
São Paulo (SP)
Dia 29/12/2025
20:14
Atualizado em 29/12/2025
22:31
Troféu do Brasileirão Feminino 2025. (Foto: Fabio Souza / CBF)
imagem cameraTroféu e bola do Brasileirão Feminino 2025. (Foto: Fabio Souza / CBF)

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A desistência do Fortaleza do Brasileirão Feminino A1 de 2026, após o encerramento do projeto de futebol feminino, abriu uma lacuna importante na elite nacional e reacendeu o debate sobre quem herda a vaga em casos como esse.

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Diferentemente do que ocorre em acessos e rebaixamentos definidos em campo, o regulamento da competição não prevê substituição automática quando um clube opta por não disputar o torneio, mesmo tendo vaga assegurada.

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De acordo com as normas da CBF, a definição passa a ser uma prerrogativa da Diretoria de Competições (DCO). O Regulamento Específico do Brasileirão Feminino A1 estabelece que situações omissas devem ser resolvidas administrativamente, sempre com base no princípio do equilíbrio técnico-esportivo. Na prática, isso significa que cabe à CBF analisar o cenário esportivo e estrutural antes de oficializar qualquer substituição.

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Historicamente, a entidade costuma adotar o critério esportivo como prioridade, oferecendo a vaga ao clube de melhor campanha geral da Série A2 que não conquistou o acesso em campo, desde que atenda a todas as exigências de licenciamento, estrutura, indicação de estádio e confirmação de participação dentro do prazo. Ainda assim, a decisão não é automática e depende de validação administrativa.

➡️ Após acesso inédito, Fortaleza encerra atividades no futebol feminino

Na atual temporada da Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino, quatro clubes garantiram o acesso à elite ao avançarem às semifinais: Santos, Botafogo, Atlético-MG e Fortaleza. Com o Fortaleza já entre os promovidos e, posteriormente, fora da disputa da Série A1 de 2026 após o encerramento do projeto de futebol feminino, abriu-se o debate sobre o destino da vaga remanescente na elite nacional.

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Diante desse cenário, a discussão passa a envolver os clubes eliminados nas quartas de final da competição: Vitória, Minas Brasília, Ação-MT e Mixto-MT. Considerando exclusivamente o desempenho esportivo ao longo do torneio, o Vitória surge como a equipe com a melhor campanha geral entre os eliminados no mata-mata, após terminar a fase de grupos na segunda colocação do Grupo B e ser eliminado pelo Atlético-MG nas quartas de final, em confronto decidido nos pênaltis.

Ainda assim, a eventual entrada de um novo clube na Série A1 de 2026 depende de uma decisão formal da CBF. A entidade pode optar por adotar o critério esportivo como referência ou definir outro encaminhamento, desde que respeite o regulamento da competição e as exigências técnicas para a disputa da elite.

Até o momento, a CBF não se pronunciou oficialmente sobre quem herdará a vaga deixada pelo Fortaleza. A definição deve ocorrer após a conclusão dos trâmites administrativos e a análise completa do caso.

Entenda exigência da CBF

De acordo com as regras de licenciamento de clubes adotadas pela CBF e pela Conmebol, equipes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro masculino são obrigadas a manter um projeto de futebol feminino ativo.

No entanto, quando um clube tem vaga assegurada no Brasileirão Feminino A1 e opta por não participar da competição, a consequência é a perda imediata dessa vaga, com rebaixamento administrativo no feminino.

Nesses casos, para retornar à elite, o clube precisaria conquistar o acesso esportivamente nas divisões inferiores. O mesmo já aconteceu com o Ceará, quando abriu mão de ter um time feminino após o rebaixamento e hoje disputa a Série A3 do Brasileiro.

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