Zâmbia aposta em linhas compactas e velocidade para duelo com o Brasil de Arthur Elias
Seleção Feminina joga nesta terça-feira (14)

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A seleção feminina da Zâmbia chega para enfrentar o Brasil na Fifa Series com um perfil bem definido: transições rápidas, ataque vertical e pouca dependência de posse. As equipes entram em campo nesta terça (14), às 21h30 (horário local, 22h30 de Brasília), na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT).
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A equipe africana alterna sistemas defensivos, mas tende a baixar linhas e explorar a velocidade das atacantes, sobretudo em cenários de enfrentamento contra seleções tecnicamente superiores.
O resultado recente contra o Canadá, com derrota por 4 a 0, reforça dificuldades na sustentação defensiva diante de pressão constante, mas não altera a principal característica do time: agressividade quando encontra espaço.
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Principais jogadoras
O ponto de maior desequilíbrio está no setor ofensivo. A capitã Barbra Banda é a principal referência, com capacidade de atacar profundidade, finalizar em alta velocidade e explorar erros de linha defensiva. Ao seu lado, nomes como Racheal Kundananji e Prisca Chilufya ampliam o repertório em transição, oferecendo amplitude e infiltração.
No meio-campo, Grace Chanda funciona como elo entre defesa e ataque, com condução e chegada à frente. Ainda assim, a equipe não prioriza controle de jogo, o que impacta na consistência ao longo dos 90 minutos.

História
A Zâmbia é uma das seleções femininas mais antigas do continente africano, com estrutura iniciada ainda nos anos 1980. O crescimento, porém, se consolidou apenas recentemente. O terceiro lugar na Copa Africana de Nações de 2022 marcou uma mudança de patamar e garantiu a classificação inédita para a Copa do Mundo de 2023.
Na competição, apesar das derrotas pesadas para Japão e Espanha, a vitória sobre a Costa Rica mostrou capacidade de competir em nível internacional. O feito de se tornar a primeira nação africana sem litoral a disputar um Mundial reforça o avanço estrutural, ainda que o desempenho oscile contra adversários mais organizados.
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O que disse Arthur Elias
O técnico Arthur Elias destacou a variação defensiva da adversária e indicou um cenário de jogo com linhas baixas.
— É uma equipe que tem uma organização que varia na linha de baixo, com linha de quatro e linha de cinco. Acredito que deva fazer uma linha de cinco, pelo que a gente estudou. É uma equipe que tem atacantes bastante velozes, com atletas que jogam nos Estados Unidos ou passaram recentemente pelos Estados Unidos. É uma equipe que temos que tomar cuidado nas transições, mas saber explorar, saber como atacar essa equipe — analisou Arthur.
— Tem alguns pontos que eu vejo que são mais vulneráveis, esses pontos a gente treinou hoje, para tentar explorar com a bola, e a gente, obviamente, ser feliz nos duelos, com algumas referências também, contra essas jogadoras velozes., referências táticas e individuais nos duelos um pouco ajustadas para esse confronto, mas sem sair da nossa ideia, do nosso modelo, e de como a Seleção Brasileira joga — completou.
A leitura aponta para um confronto em que o Brasil deve enfrentar bloco defensivo mais compacto, exigindo circulação rápida de bola para evitar os contra-ataques. O principal risco está justamente na perda de posse em zonas intermediárias, que pode potencializar o ponto forte da Zâmbia: a aceleração ofensiva.

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