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Cinco jogadoras acusam ex-treinador da seleção argentina de assédio sexual

Diego Guacci treinou a base feminina; Fifa alegou falta de provas suficientes

Giselly Correa Barata
São Paulo (SP)
Dia 31/03/2026
19:34
Diego Guacci, ex-treinador da base da seleção argentina. (Foto: Reprodução/internet)
imagem cameraDiego Guacci, ex-treinador da base da seleção argentina. (Foto: Reprodução/internet)

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Cinco jogadoras denunciaram o técnico Diego Guacci, ex-treinador da base feminina da Argentina, por assédio sexual. O caso foi levado ao Comitê de Ética da FIFA em maio de 2021, com apoio da FIFPro, que não teve provas suficientes, então parte das atletas decidiram vir a público nesta semana.

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De acordo com as denúncias publicadas no jornal 'La Nacion', o treinador teria feito comentários de cunho sexual, perguntas invasivas e abordagens inadequadas durante o período em que comandava equipes de base femininas. Entre as falas relatadas pelas jogadoras estão frases como "o que eu tenho que fazer para vocês jogarem bem?" e "você me deixa assim".

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Quem é Diego Guacci, ex-treinador da Argentina

Diego Alberto Guacci, nascido em 23 de abril de 1980, é um treinador argentino com atuação no futebol feminino. Iniciou sua formação como jogador nas categorias de base do Defensores de Belgrano e teve passagem pelo futebol italiano no Solofra Fútbol Club antes de migrar para a carreira de treinador.

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Trabalhou em clubes como River Plate e UAI Urquiza, além de exercer funções na AFA, onde atuou como técnico das seleções femininas sub-15 e sub-17 e coordenador de desenvolvimento do futebol feminino. Também foi instrutor em programas da Fifa e da Conmebol, além de ter participado de atividades de formação e desenvolvimento da modalidade em países da América Latina e nos Estados Unidos.

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Diego Guacci e jogadoras. (Foto: reprodução/redes sociais)
Diego Guacci e jogadoras. (Foto: reprodução/redes sociais)

A denúncia

A investigação conduzida pela FIFA apontou possíveis violações ao código disciplinar e de ética, mas foi encerrada posteriormente sob a justificativa de falta de provas suficientes para comprovar os fatos. No relatório final, a entidade destacou que a decisão não significa que os episódios denunciados não tenham ocorrido.

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Quatro das cinco jogadoras envolvidas decidiram se identificar publicamente. Entre elas estão Gabriela Garton, Aldana Cometti e Luana Muñoz. As atletas relataram um ambiente marcado por constrangimentos, exposição e intimidações dentro e fora de campo.

Segundo os depoimentos, os episódios teriam ocorrido entre 2012 e 2017, tanto em clubes quanto nas seleções juvenis. Uma das denunciantes afirmou que, ainda adolescente, foi submetida a perguntas sobre sua vida sexual dentro do carro do treinador, o que classificou como uma situação de desconforto e medo. Outra jogadora, que preferiu não se identificar inicialmente, relatou ter recebido ligações em que o técnico teria feito pedidos de fotos íntimas. Após a recusa, segundo ela, houve insistência e pedidos para que o caso não fosse revelado.

Além das acusações de assédio sexual, as jogadoras também apontam abuso psicológico, perseguição e discriminação. De acordo com os relatos, o treinador utilizava linguagem depreciativa e fazia comentários sobre orientação sexual de atletas.

Diego Guacci nega as acusações e recorreu à Justiça argentina em busca do reconhecimento de inocência, iniciando um movimento de combate ao que define como "falsas denúncias". As jogadoras, por sua vez, afirmam que o objetivo das denúncias é expor as situações vividas e contribuir para um ambiente mais seguro no futebol feminino.

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