No México, liga criada para mães transforma rotinas e coloca famílias na arquibancada
Competição acontece em outubro e reúne mulheres de diferentes países

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No lugar de levar os filhos ao treino ou assistir jogos da arquibancada, mães passaram a ocupar o centro do campo. Criada em 2014, em Guadalajara, no México, a 'Moms International' é uma liga exclusivamente voltada para mães se consolidou como a maior do mundo no segmento, com mais de 200 equipes e cerca de 2 mil jogadoras de mais de dez países. A organização, que prepara a documentação para entrar no Guinness World Records, chega à 11ª edição em outubro deste ano com impacto que vai além do futebol, incorporado pelo slong: a mãe sempre será uma estrela.
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A iniciativa nasceu de forma modesta, com uma academia especializada e uma pequena liga de quatro times. O crescimento foi impulsionado rapidamente após a participação de um elenco formado por esposas de jogadores do Chivas, um dos clubes mais populares do país. O sucesso dobrou o número de equipes já no torneio seguinte, até se transformar em uma competição estruturada, disputada duas vezes por ano e com calendário fixo.
Mais do que números, o projeto se sustenta pelo significado que ganhou na vida das participantes. Segundo o organizador Alberto Rivera, a proposta sempre foi criar um ambiente pensado para elas.
— Mudamos a vida de muitas mães. O dia de jogo delas não é negociável. Criamos um senso de pertencimento, força e confiança — destaca a organização.
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O impacto também se reflete dentro de casa. Com os jogos, filhos e parceiros passaram a ocupar o papel de torcedores, enquanto as mães assumem o protagonismo esportivo.
— Invertimos os papéis. Agora são os pais e os filhos que vão apoiar. Por que não? — reforça.
A competição ganhou dimensão internacional nos últimos anos, com a presença de equipes dos Estados Unidos, América Central e América do Sul. Em 2026, pela primeira vez, clubes brasileiros estão confirmados na Copa realizada em outubro, ampliando a conexão do projeto com o continente.
Histórias individuais ajudam a dimensionar esse impacto. A goleira Juanita, de 63 anos, é um dos símbolos da liga. Mãe de oito filhos — entre biológicos e adotivos —, avó de 20 netos e bisavó, ela começou no futebol aos 30 anos e encontrou no projeto um espaço definitivo.
— É a melhor liga que já joguei. Tudo é pensado para nós, mães. O reconhecimento dentro e fora de campo faz a gente querer ficar — conta.
Com títulos conquistados e momentos marcantes, como uma defesa decisiva em final, Juanita mantém o entusiasmo e já se prepara para mais uma edição.
— Não perco por nada. Quero conhecer as mães de outros países. É a melhor festa do futebol pensada para nós.

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