Análise: 'zagueiras construtoras' contribuem modelo de Arthur Elias na Seleção Brasileira
Atuação contra a Coreia do Sul evidencia papel das defensoras no 3-2-5, com alto volume de ações e precisão na saída de bola

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A utilização de um modelo com três zagueiras tem reposicionado a função defensiva na Seleção Brasileira. Sob o comando de Arthur Elias, a equipe amadurece um desenho em 3-2-5 com bola, que exige participação ativa das defensoras na construção das jogadas. Mais do que proteger a área, as zagueiras passaram a ser responsáveis por iniciar ataques, acelerar a circulação e encontrar passes que quebrem linhas.
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Na vitória sobre a Coreia do Sul, esse comportamento ficou evidente tanto no volume quanto na qualidade das ações. Thais Ferreira, com 88% de acerto no passe e 75 ações com a bola, foi um dos principais pontos de saída, combinando segurança na troca curta com agressividade nos lançamentos. Acertou três de cinco bolas longas e ainda participou ofensivamente, com duas finalizações. Lauren seguiu linha semelhante: 86% de acerto, quatro passes longos certos e aproveitamento perfeito nos duelos, o que garantiu sustentação à equipe mesmo em momentos de transição. Os números são do Sofascore.
A dinâmica do sistema também favorece a alternância entre as peças. Isa Haas, além da consistência na saída — 83% de acerto e sete passes longos certos —, contribuiu diretamente com uma assistência e um passe decisivo, evidenciando a liberdade para avançar e ocupar zonas mais altas.
Mariza, com participação mais discreta, manteve o padrão de distribuição, ainda que com menor volume, enquanto nomes como Vitória Calhau e Paloma Maciel deram sequência à proposta nos minutos finais, mantendo a lógica de construção desde trás.
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O dado central está na consistência: praticamente todas as zagueiras que atuaram registraram acerto de passe próximo ou superior a 80%, número elevado para jogadoras que, neste modelo, assumem risco constante ao tentar acelerar o jogo.
A importância das zagueiras na estratégia de Arthur Elias
A saída sustentada por três defensoras, protegidas por duas meio-campistas, permite ao Brasil empurrar cinco jogadoras para a última linha ofensiva, mas só se mantém funcional quando há precisão na base da jogada.
O desempenho contra a Coreia do Sul indica um avanço na assimilação do modelo, com volume, eficiência e capacidade de adaptação às diferentes fases do jogo proposto por Arthur Elias. O desafio, a partir daqui, será manter esse nível de execução contra adversários que pressionem mais alto e reduzam o tempo de decisão na saída de bola.
Nesta data Fifa, Arthur poderá testar (ou mesmo variar) seu sistema diante de Zâmbia, nesta terça (14), e Canadá, no sábado (18).
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