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Bia Zaneratto e Ana Vitória de volta ao futebol brasileiro: o que isso diz sobre Seleção e Copa do Mundo

Fatores esportivos e pessoais influenciam decisão; 'Olho Nela, Arthur' analisa tendência

Giselly Correa Barata
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 20/01/2026
17:26
Ana Vitória e Bia Zaneratto pela Seleção Brasileira. (Foto: Divulgação)
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Neste mês, a atacante Bia Zaneratto foi reapresentada ao Palmeiras. Pouco tempo depois, Ana Vitória estava na sala de coletivas do CT Joaquim Grava, em São Paulo, falando sobre sua volta ao Corinthians. Dois cenários distintos, dois clubes rivais, mas um movimento que revela mais do que escolhas individuais: o retorno de jogadoras ao futebol brasileiro em um ano que antecede a Copa do Mundo.

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A volta de atletas para o Brasil na véspera do Mundial é o tema do Olho Nela, Arthur, quadro de análises do Lance! dedicado à Seleção Brasileira feminina.

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O que motiva a volta ao Brasil

Há pontos claros de convergência. Além de serem atletas consolidadas e com passagens recentes pela Seleção Brasileira, Zaneratto e Ana Vitória deixaram o país em um contexto diferente do atual. Hoje, a decisão de voltar se apoia em três pilares principais:

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O primeiro é esportivo. O futebol feminino brasileiro oferece um calendário mais robusto, maior competitividade interna e clubes com estruturas mais próximas do padrão internacional.

O segundo é pessoal, que envolve família, identificação cultural e a sensação de pertencimento que pesa após anos fora.

O terceiro é a proximidade da Copa do Mundo. As convocações de Arthur Elias indicam atenção especial a atletas que atuam em solo brasileiro, em um cenário de acompanhamento mais próximo.

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Esse movimento, no entanto, não é totalmente novo. Entre os grandes nomes da história recente do futebol feminino brasileiro, apenas Marta ainda não retornou ao país.

Formiga, após longa passagem pelo PSG, defendeu o São Paulo. Cristiane também deixou o futebol chinês para atuar pelo Tricolor em 2019. Em todos os casos, o retorno coincidiu com momentos de reorganização da Seleção e de fortalecimento do campeonato nacional.

Casos Zaneratto e Ana Vitória

No caso de Bia Zaneratto, a volta ao Palmeiras carrega também um componente simbólico. Esta é sua quarta passagem pelo clube, sendo a última em 2022, quando se tornou a maior artilheira da história alviverde — marca posteriormente superada por Amanda Gutierres. Naquele período, apesar do título da Libertadores Feminina, a estrutura oferecida às Palestrinas era inferior à atual. O contexto mudou, e o fator Copa voltou ao centro da decisão.

— Ter grandes jogadoras aqui fortalece a liga, traz visibilidade. A Copa do Mundo está chegando e é muito importante ter atletas competindo em alto nível no Brasil — afirmou Zaneratto.

Bia Zaneratto - Brasil - Inglaterra
Bia Zaneratto anotou o primeiro gol do Brasil, no amistoso contra a Inglaterra (Foto: Peter Powell/AFP)

Já Ana Vitória retorna ao Corinthians após ter deixado o clube em 2018, ano em que conquistou a Libertadores e o Brasileirão Feminino. De fora, acompanhou o domínio do Timão no cenário nacional enquanto se consolidava na Europa, tanto em clubes quanto na Seleção Brasileira. O retorno, neste caso, parece unir maturidade esportiva e fechamento de ciclo emocional.

— Quando eu saí do Corinthians, saí com a sensação de que ainda tinha mais para fazer aqui. Vivi coisas muito importantes lá fora, que me formaram como mulher, mas chegou um momento em que senti saudade. Quando surgiu a proposta, foi Deus guiando — disse a meia.

Ana Vitória atuando pela seleção brasileira na Arena Corinthians. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)
Ana Vitória atuando pela seleção brasileira na Arena Corinthians. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

A mesma tendência foi seguida por Mary Camilo, goleira que assinou com o Bahia, e a meia Layssa, que veio do futebol russo para o Palmeiras.

Mais do que decisões pontuais, os retornos de Bia Zaneratto e Ana Vitória ajudam a explicar um momento específico do futebol feminino brasileiro: clubes mais preparados, Seleção mais próxima e uma Copa do Mundo no horizonte. Um cenário que transforma o Brasil, novamente, em destino de talentos.

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