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Ana Vitória vestirá a 88 no Corinthians e sonha com a Copa dos Campeões Feminina

Meia afirma que Timão é o maior da América Latina, fala em Mundial e diz se sentir "em casa" no Parque São Jorge

Giselly Correa Barata
São Paulo (SP)
Dia 14/01/2026
17:04
Ana Vitória foi apresentada ao Corinthians nesta quarta-feira (14). (Foto: Giselly Corrêa/Lance!)
imagem cameraAna Vitória foi apresentada ao Corinthians nesta quarta-feira (14). Dirigente Iris Sesso entrega a camisa 88. (Foto: Giselly Corrêa/Lance!)

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Apresentada oficialmente pelo Corinthians nesta quarta-feira (14), no CT Joaquim Grava, Ana Vitória voltou a vestir a camisa alvinegra com discurso ambicioso e tom de identificação. Após anos no futebol europeu, a meia destacou o respeito que o clube desperta fora do Brasil e não escondeu a expectativa por títulos ao longo do ano. Ela vestirá a camisa 88 do Timão.

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— Com muito respeito, com o respeito que é devido. Obviamente é o maior clube do futebol feminino da América do Sul e da América Latina — afirmou a jogadora, ao falar sobre a visão do Corinthians na Europa. Segundo ela, a grandeza do clube pesou diretamente na decisão de voltar ao Brasil.

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— Viemos para ganhar títulos. E logo de cara tem o Mundial, que é uma competição que a gente sonha há muitos anos — completou. A atleta contou que a saída, em 2019, deixou um sentimento de pendência. Agora, vê o retorno como um movimento natural da carreira.

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— Quando eu saí do Corinthians, saí com a sensação de que ainda tinha mais para fazer aqui. Vivi coisas muito importantes lá fora, que me formaram como mulher, mas chegou um momento em que senti saudade. Quando surgiu a proposta, foi Deus guiando — enfatizou.

Com passagens por Portugal, França e Espanha, Ana Vitória analisou as diferenças entre as ligas e elogiou o crescimento do futebol feminino no Brasil. Para ela, o aumento da competitividade é reflexo direto do protagonismo do Corinthians.

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— É uma competição sem favoritos. Os times estão muito qualificados. A gente chega para bater de frente — opinou ela.

Fisicamente recuperada de uma lesão sofrida na preparação para a Copa América, a meia garantiu estar pronta para a maratona de jogos. Versátil, ela se vê hoje mais consolidada no meio-campo e animada com o elenco numeroso do Timão.

— São muitos jogos na temporada, isso me agrada. Aqui sempre tem rodízio, todo mundo precisa estar disponível — analisou.

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Versatilidade e função em campo

Mesmo com histórico atuando em diferentes setores, Ana Vitória explicou que hoje se sente mais confortável atuando no meio-campo. A jogadora destacou a capacidade de adaptação como uma de suas principais características, construída ao longo da carreira no futebol europeu. "Eu continuo tendo uma certa versatilidade. Fiquei flutuando entre jogar aberta e por dentro, mas hoje me fixei mais como uma jogadora de meio de campo", afirmou.

Crescimento do futebol feminino no Brasil

Para Ana Vitória, o cenário atual do futebol feminino brasileiro é muito mais exigente do que aquele que encontrou quando deixou o país, em 2019. A meia creditou esse avanço à consolidação de projetos estruturados e ao protagonismo de clubes tradicionais. "Maior competitividade é sinal de que o futebol feminino cresceu. Antes, os times de camisa ainda não tinham abraçado a ideia. Gosto de pensar que pelo exemplo do Corinthians, eles abriram os olhos", analisou.

Ana Vitória assinou com o Corinthians. (Foto: Rodrigo Gazzanel/Corinthians)
Ana Vitória assinou com o Corinthians. (Foto: Rodrigo Gazzanel/Corinthians)

Comparação entre as ligas europeias e o Brasil

Com passagens por Portugal, França e Espanha, a atleta fez uma leitura detalhada das diferenças entre os estilos de jogo e explicou por que o Brasileirão a atrai neste momento da carreira. "A liga portuguesa é mais técnica, a francesa é muito física e a espanhola é mais técnica, com menos pressão. O Brasil é um mix disso tudo, técnico, objetivo e com foco no gol", avaliou.

Competitividade e disputa por títulos

Mesmo defendendo o favoritismo histórico do Corinthians, Ana Vitória evitou rótulos e pregou respeito às adversárias. Segundo ela, o nível elevado da competição exige preparação máxima desde o início da temporada. "É uma competição sem favoritos. Tem times muito qualificados e jogos muito difíceis. A gente chega para bater de frente e brigar", destacou.

Condição física e sequência de jogos

A meia tranquilizou a torcida ao falar sobre a condição física e garantiu estar totalmente recuperada de uma lesão sofrida antes da Copa América. Animada com o calendário cheio, ela destacou a importância do elenco forte para suportar a maratona de partidas. "Fisicamente estou muito bem. São muitos jogos na temporada, isso me agrada muito", afirmou.

Ana Vitória atuando pela seleção brasileira na Arena Corinthians. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)
Ana Vitória atuando pela seleção brasileira na Arena Corinthians. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Identificação com o Corinthians e títulos que faltam

Ana Vitória reforçou o sentimento de pertencimento ao Corinthians e revelou motivação extra para conquistar troféus que ainda não fazem parte de sua galeria pessoal. "Aqui eu não me sinto uma estranha, me sinto em casa. Quero repetir o que já conquistamos e ganhar as competições que ainda faltam, como o Paulista", disse.

Expectativa para o confronto internacional

A jogadora também comentou o duelo contra o Gotham e projetou um jogo intenso, marcado pelo aspecto físico e pela competitividade. Sem antecipar estratégias, ela reforçou o que a torcida pode esperar do Corinthians. "Vai ser um jogo de confronto físico, competitivo, e é isso que a torcida pode esperar e nos cobrar", concluiu.

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