Futuro incerto: Verstappen condiciona permanência na F1 a mudanças
Perda de motivação do piloto preocupou até seu pai, Joe Verstappen

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Neste sábado (28), logo após ser eliminado precocemente no Q2 do GP do Japão, o tetracampeão mundial reforçou sua insatisfação contra o atual conjunto de regras da categoria. Por conta disso, sua permanência no grid após 2027 tornou-se uma incógnita, ficando estritamente atrelada a mudanças drásticas na dinâmica de pilotagem dos novos carros.
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Vida fora das pistas
Questionado sobre suas prioridades, Verstappen foi monossilábico e enigmático ao responder apenas "vida" e "vida aqui", sinalizando um desgaste com a rotina extenuante de 22 corridas anuais. O piloto tem buscado refúgio em outras modalidades, como as competições de GT3 na série NLS (Nurburgring), e já confirmou presença nas 24 Horas de Nurburgring em maio.
Jos Verstappen, pai do atleta, já manifestou preocupação com a perda de motivação do filho. Max endossou o coro:
— Se você não gosta do que faz, não consegue extrair o melhor de si. No momento, a F1 não é divertida, e não será para outras pessoas também — desabafou o holandês.
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Frustração em Suzuka
A insatisfação de Verstappen foca na gestão de energia das unidades de potência introduzidas em 2026. Para o piloto, a obrigatoriedade de recuperar bateria em curvas de alta velocidade descaracteriza a pilotagem pura. Em uma comparação irônica, o holandês associou a dinâmica atual ao videogame Mario Kart, onde a estratégia eletrônica parece se sobrepor ao talento bruto.
— Sempre dou tudo de mim quando estou no carro, mas, da forma como as coisas estão, não é divertido para mim.
Ele ressaltou que seu descontentamento não é um reflexo dos resultados atuais, flutuando entre a 7ª e a 12ª posição, mas sim da falta de prazer ao dirigir os pesados monopostos híbridos.
Pressão e horizonte de 2027
Verstappen é hoje a voz mais crítica contra o regulamento de 2026, embora reconheça o "lobby" de fabricantes como Audi e Honda pelo aumento da potência elétrica. Ele espera que a FIA promova alterações significativas para a próxima temporada, já que as atualizações previstas para este ano são consideradas insuficientes.
Caso as expectativas não sejam atendidas, Max pode optar por pendurar o capacete precocemente. Se decidir pela aposentadoria ao final de seu contrato, Verstappen deixaria a categoria aos 30 anos, curiosamente, a mesma idade que a lenda Alain Prost tinha quando conquistou seu primeiro título mundial.

GP do Japão: horário e onde assistir
DOMINGO, 29 DE MARÇO
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