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F1: Russell revela sequelas físicas de GP em Sakhir; entenda

Piloto britânico ainda tem cicatrizes nos quadris após substituir Lewis Hamilton na Mercedes em 2020

PorDavi CaldasSão Paulo (SP)
17/08/2026 14:27

Supervisionado porThiago Fernandes,
George Russell participa de coletiva após a vitória da Mercedes no GP da Austrália de Fórmula 1 em Albert Park. (Foto: Martin Keep/AFP)
George Russell participa de coletiva após a vitória da Mercedes no GP da Austrália de Fórmula 1 em Albert Park (Foto: Martin Keep/AFP)

George Russell revelou que ainda carrega cicatrizes nos quadris como sequela física da corrida em que substituiu Lewis Hamilton pela Mercedes no Grande Prêmio de Sakhir de Fórmula 1, em dezembro de 2020. A revelação foi feita ao programa SAP Significant Figures.

O piloto britânico, que competia pela Williams naquele momento, foi convocado pela Mercedes após Hamilton testar positivo para COVID-19. A chamada veio para a penúltima etapa do calendário daquele ano, e Russell não hesitou em aceitar, mesmo diante das dificuldades físicas que o aguardavam.

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O problema central era o tamanho. Hamilton e Valtteri Bottas, os dois titulares da equipe na época, eram consideravelmente menores do que Russell, e o assento de corrida foi fabricado com base nas medidas deles. A equipe não teve tempo suficiente para adaptar o cockpit ao novo piloto. "Recebi o telefonema na terça-feira. Entrei no carro na quarta-feira para ver se cabia, e não coube. Ainda tenho as cicatrizes nos quadris", relatou Russell.

As limitações físicas iam além da posição incômoda no banco. Russell, que calça 45, precisou usar sapatos tamanho 43 para encaixar os pés no espaço disponível. "Tenho pés bem largos, o que deixa o espaço bem apertado em um carro de Fórmula 1. Fiquei espremido, curvado, e meus sapatos não cabiam", descreveu. Apesar disso, o piloto não deu sinais de fraqueza à equipe. "Eles me perguntaram: 'Está tudo bem?'. Eu respondi: 'Sim, tudo bem, sem problemas. Vou pilotar, aconteça o que acontecer, vou pilotar neste fim de semana'", contou.

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George Russell liderou o maior número de voltas da corrida do GP de Sakhir em 2020 (Foto: Divulgação / Mercedes)
George Russell liderou o maior número de voltas da corrida do GP de Sakhir em 2020 (Foto: Divulgação / Mercedes)

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George Russell em Sakhir

Em pista, o desempenho de Russell foi de alto nível. Na classificação, ele garantiu o segundo lugar no grid, ficando a apenas 0,026 segundos de Bottas, que conquistou a pole position. No dia da corrida, Russell assumiu a liderança logo na largada e chegou a abrir uma vantagem de oito segundos.

A corrida, no entanto, terminou em colapso. Uma entrada do safety car desencadeou uma sequência de erros nos boxes; a Mercedes, por engano, montou os pneus de Bottas no carro de Russell, em infração ao regulamento, o que obrigou o piloto a realizar uma segunda parada na volta seguinte. Enquanto recuperava posições no pelotão, Russell sofreu um furo no final da prova.

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"Eu estava a caminho da vitória e, de repente, tudo se foi", disse o britânico. Ainda assim, Russell reconheceu o valor simbólico daquele fim de semana para sua carreira. "Foi muito difícil, mas eu também sabia que o que mostrei naquela corrida era suficiente para provavelmente garantir meu futuro nesta equipe. Se minha carreira tivesse parado naquela noite de domingo, isso provavelmente teria me afetado até hoje", completou.

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