Dirigente da F1 classifica acidente de Bearman no Japão como 'erro de cálculo'
O chefe da Haas contou que o inglês se culpa pela batida e classifica o momento como injustificável

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O GP do Japão deste domingo foi palco de um dos incidentes mais impressionantes da temporada. Na volta 21, o britânico Oliver Bearman, da Haas, protagonizou uma colisão de alta voltagem na saída da curva Spoon ao tentar ultrapassar o argentino Franco Colapinto. O impacto, não apenas retirou o piloto da prova vencida por Kimi Antonelli, como reacendeu o debate técnico sobre os perigos das novas unidades de potência da Fórmula 1.
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O que aconteceu para "Ollie" perder a direção?
A tentativa de manobra ocorreu quando Bearman, ocupando a 18ª posição e a apenas 0s3 de Colapinto, buscou o lado externo da pista na curva 13. Ao tocar a grama a 262 km/h, o piloto perdeu o controle, destruiu duas placas de sinalização e atingiu violentamente a barreira de proteção.
A análise dos dados em tempo real revelou um cenário alarmante: enquanto Bearman acionava o botão de ultrapassagem, Colapinto desacelerava bruscamente para 174 km/h, uma diferença de velocidade de quase 100 km/h entre os dois monopostos em um trecho de alta.
Ayao Komatsu, chefe da Haas, isentou o piloto argentino de qualquer responsabilidade. Segundo o gestor, o incidente foi fruto de uma combinação entre a agressividade de Bearman e a natureza técnica do traçado:
— Não é culpa dele, de forma alguma. É que estamos acelerando mais naquela parte. Então, mesmo em voltas normais, temos uma vantagem de 20 km/h. É por isso que ele quis tentar aquilo. Ele usou o botão de aumento de potência, mas isso fez com que a diferença de velocidade chegasse a 50 km/h. Tenho certeza de que vocês viram na câmera onboard: a velocidade de aproximação era enorme. Ele simplesmente calculou mal.
Komatsu falou também que o inglês está se culpando pelo ocorrido, dizendo que poderia ter feito melhor e que não teria desculpa para justificar seu acidente.
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Sob a mira: o regulamento de 2026
O acidente serviu como catalisador para novas críticas ao regulamento de 2026. A nova configuração das unidades de potência exige que os pilotos gerenciem manualmente a recarga das baterias, o que tem causado descarregamentos súbitos na saída das curvas, fenômeno apelidado de superclipping.
Nomes de peso como Max Verstappen, Carlos Sainz e Lando Norris já manifestaram preocupação com os efeitos colaterais dessa tecnologia, citando o risco de colisões traseiras devido à oscilação abrupta de velocidade entre carros próximos.
— É uma das coisas que acho que discutimos sobre esse regulamento: a velocidade de aproximação poderia se tornar um problema. Só estou feliz que ele não tenha sofrido uma lesão grave. Dá para dizer que foi um pequeno erro de cálculo, mas é assustador mesmo, com aquela velocidade; quando olho no GPS, é totalmente compreensível. Foi a decisão correta ter tentado ali, mas é muita coisa, sabe? — completou Komatsu.
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Próximos passos
Em resposta ao ocorrido, a FIA emitiu nota oficial informando que agendou reuniões para abril para discutir ajustes técnicos, embora tenha classificado qualquer especulação sobre mudanças imediatas como "prematura".
A Fórmula 1 agora deixa a Ásia e se prepara para o GP de Miami, que acontece no dia 3 de maio. Bearman deve passar por novas avaliações durante a semana, mas a expectativa é que esteja apto para alinhar no grid na Flórida.
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