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Dignidade não é privilégio: o talento que cria riqueza também pode criar oportunidades

O verdadeiro valor do talento está no impacto que ele gera para outros

PorRedação Lance!Rio de Janeiro (RJ)
21/08/2026 15:09
Atualizado há 0 minutos
Interno da Febem, que foi descoberto no torneio interno da unidade de Ribeirão Preto (SP), treina na categoria de base do Botafogo-SP
Interno da Febem, que foi descoberto no torneio interno da unidade de Ribeirão Preto (SP), treina na categoria de base do Botafogo-SP (Foto: Edson Silva/Folhapress)

Pedro Werneck* - o artigo não representa a opinião do Lance!

Existe uma pergunta que me acompanha há algum tempo.

Não é sobre dinheiro. Nem sobre sucesso.

É sobre compartilhar talento.

Existem pessoas que, com suas competências, construíram empresas, criaram oportunidades e geraram riqueza onde antes não havia nada.

Pessoas que souberam enxergar caminhos que a maioria não viu, assumiram riscos que poucos assumiriam e persistiram quando seria mais fácil desistir.

Esse tipo de capacidade é raro e, portanto, tem um valor especial.

Quando alguém transforma uma ideia em valor, um projeto em empresa ou um sonho em patrimônio, demonstra visão, competência, capacidade de execução e, sobretudo, poder de transformação.

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A questão é: por que esse poder quase sempre se limita à prosperidade individual?

Não se trata de culpa. Não se trata de abrir mão do que foi conquistado.

Muito menos de acreditar que todos alcançarão os mesmos resultados.

Trata-se apenas de reconhecer uma verdade simples: o talento que cria riqueza também pode criar oportunidades para outras pessoas.

Desenvolvimento acontece quando a distância entre quem chegou e quem ainda tenta chegar começa a diminuir.

Não estamos falando de transformar todos em milionários.

Estamos falando de garantir que ninguém precise escolher entre pagar a conta de luz ou comprar comida. Que nenhuma criança precise aprender com fome.

Que dignidade não seja tratada como privilégio.

Uma sociedade forte é aquela que consegue transformar talentos individuais em progresso coletivo.

Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja quanto dinheiro alguém foi capaz de acumular ao longo da vida.

Talvez a pergunta seja outra: o quanto do seu talento foi capaz de continuar multiplicando valor para terceiros depois que suas próprias necessidades já estavam atendidas?

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Porque criar riqueza é admirável.

Mas fazer com que sua capacidade circule, gere oportunidades e multiplique possibilidades para outras pessoas pode ser a forma mais plena de unir inteligência econômica à responsabilidade social.

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Instituto da Criança

*Pedro Werneck, presidente e cofundador do Instituto da CriançaRedes sociais: @pedrowerneck – LinkedIn e InstagramSite: institutodacrianca.org.br

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O Instituto da Criança é um gestor social que promove o  desenvolvimento humano, conectando pessoas e empresas a projetos sociais e atuando com diversos públicos e causas. Reconhecido internacionalmente, ocupa a segunda posição entre organizações sociais no Brasil e está entre as 100 melhores do mundo segundo o The DotGood, que avalia impactos locais e globais (the dotgood.net). A organização atua há mais de três décadas, mantendo uma rede integrada com mais de 900 instituições sociais em 24 estados e no Distrito Federal, além de um portfólio próprio de programas. Parte dos recursos arrecadados é destinada a essas organizações e programas, fortalecendo sua presença e impacto no cenário social do país por meio de investimento social privado e gestão de projetos.

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