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Montenegro explica negociações com Hulk e Savarino, e crava prioridade do Flu no mercado

Presidente concedeu entrevista coletiva

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Sharon Nigri Prais
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 16/01/2026
11:20
Atualizado em 16/01/2026
15:04
Mattheus Montenegro, presidente do Fluminense (Foto: Sharon Prais/Lance!)
imagem cameraMattheus Montenegro, presidente do Fluminense (Foto: Sharon Prais/Lance!)

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O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, concedeu sua primeira coletiva de imprensa nesta nesta sexta-feira (16) e atualizou a situação com Hulk e Savarino. No CT Carlos Castilho, o mandatário explicou os movimentos do clube no mercado.

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Com dois reforços anunciados nesta temporada, o Tricolor ainda está no mercado em busca de novas peças. Nas últimas semanas, o foco se voltou para Hulk e Savarino, mas o clube está preparado para acionar um plano B.

— Começamos uma negociação no fim de dezembro com o Atlético-MG, depois de uma conversa com o clube falamos com o jogador. As coisas se desenrolaram nesse tempo e na semana passada, o Atlético respondeu faazendo três exigências para a gente, como publicado. Aceitamos duas, a terceira não, que era o pedido por ceder percentual de três jogadores da base e entendemos que não era interessante para o clube. De lá para cá, voltamos a conversar, e pedimos a possibilidade de uma proposta que envolvesse uma compensação financeira e hoje a negociação está encerrada — explicou Montenegro.

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Mas o fim das conversas é momentâneo, já que o presidente deixou claro que, se o cenário mudar do lado de lá da mesa, o Flu tem vontade de retomar as negociações. Explicou ainda que, pelo tamanho do jogador, não abriu negociações em paralelo, portanto não estavam em contato com outro jogador para a posição. Agora, encerradas as chances de Hulk, o clube volta ao mercado.

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Hulk marca golaço de falta para o Atlético contra o Vasco (Foto: Pedro Souza / Atlético)
Hulk marca golaço de falta para o Atlético contra o Vasco (Foto: Pedro Souza / Atlético)

Sobre Savarino, o presidente resumiu como a negociação se deu. Assim como com o atacnte do Galo, com o venezuelano houve pedidos que não foram aceitos pelo Flu, travando a possibilidade do jogador do Botafogo vestir a camisa tricolor.

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— Fizemos uma proposta ao Botafogo, e depois de algumas idas e vindas, o Botafogo aceitou e passamos a negociar com o jogador. No meio da negociação, teve alguns pedidos por parte do jogador e representantes que não aceitamos, e com isso a negociação também foi encerrada. Estamos tratando a montagem do elenco com muita cautela, pois está sendo montado ao longo de alguns anos. Podem chegar ainda algumas peças, mas nosso foco é mais um centroavante. Estamos trabalho desde que acabou o campeonato, então tem diversos nomes mapeados, trazidos pelo scout e discutidos pelo departamento de futebol e comissão técnica. O nome do Savarino apareceu como uma oportunidade, já que ponta nao era nossa prioridade no momento, mas achamos que era uma boa oportunidade para reforçar — disse Montenegro.

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O presidente não deu um prazo para que o elenco esteja fechado, mas pretende fazer isso até a estreia do Brasileirão, marcada para 28 de janeiro, contra o Grêmio, em Porto Alegre. A exceção é Nino, que não virá nesta janela, mas que segue no radar do clube para a próxima. Segundo Montenegro, o Flu se planeja financeiramente para fazer uma proposta quando o Zenit estiver disposto a negociar o zagueiro.

— Sobre o Nino, ele é um desejo nosso desde o do ano passado, tentamos trazer ele, o Zenit não quis abrir negociação mas falou que podiamos voltar a conversar no fim ano. Voltamos, mas disseram que não é o momento e jogaram para frente essa negociação. O Zenit não quer negociar agora, mas vamos tentar de novo na próxima janela. Queremos muito que o Nino esteja conosco nesse ano.

Ainda sobre a posição, o presidente elogiou a estreia de Jemmes e revelou que dois dos zagueiros da base que participam da pré-temporada já estão integrados ao elenco e devem receber mais oportunidades em 2026.

— Jemmes fez uma grande estreia, ficamos felizes e estamos ansiosos para a temporada. Como falei, esperamos o Nino, então não posso trazer mais um ou dois zagueiros porque o Fluminense ainda tem uma questão financiera que não está totalmente resolvida. Não vejo isso como problema porque o Fluminense tem uma base muito forte e todo jgador que vem de lá tem grande apoio da torcida. Temos dois zagueiros prontos da base que estão incorporados ao time profissional, o Davi e o Loiola. Temos hoje seis zagueiros no elenco e não temos nenhuma negociação para a posição.

Jemmes em sua estreia pelo Fluminense, contra o Madureira (Foto: Lucas Merçon/FFC)
Jemmes em sua estreia pelo Fluminense, contra o Madureira (Foto: Lucas Merçon/FFC)

Confira outros assuntos da coletiva

Plano para o uso da base

— O Fluminense tem uma das melhores bases do Brasil. Desde o início da gestão passada, o clube planeja ter 30% dos jogadores da abse no elenco profissional. Deixando claro que uma coisa é estar no elenco, outra é jogar. A gente trabalha com esse número, mas quem decide quem vai ser relacionado é o treinador. O campo é soberano e nunca teve, nem vai ter, uma decisão da diretoria nesse sentido. Uma prova disso que falei é a zaga, temos agora um terço da zaga formada na nossa base. Inclusive esse foi um dos motivos pelos quais a gente não aceitou a proposta do Atlético-MG, porque tem muitos jogadores que a gente enxerga muito potencial e por isso não vai liberar. Xerém é o coração do nosso clube e da nossa torcida. Lá temos a formação de grandes jogadores, o gol mais importante da história do clube foi feito por um jogador vindo da base, então ela estará sempre em nosso planejamento.

Possíveis saídas do elenco

— Esses jogadores que retornaram de empréstimo nós emprestamos novamente. Ficou o Lelê, que está fazendo parte do grupo que começou o Estadual. Não queria falar muito do futuro da saída de jogador, são movimentos de emrcado e ele ainda está aquecido. A janela fica aberta até o dia 3 de março, então algumas saídas podema contecer, assim como alguns jogadores podem chegar. Tudo sendo analisado, depende das propostas que vamos fazer e receber.

— Hoje não tem nenhuma negociação em curso sobre a saída de jogador. A gente recebeu uma proposta pelo John Kennedy e ela estava em análise. Enquanto estavamos analisando, o clube optou por seguir com outro jogador.

Outras negociações

— Sobre negociações que estão em curso, prefiro não falar. Mas sim, pode acontecer de ser um jogador daqui ou de fora. Em relação a valores, não vou abrir. Imagina se digo aqui que quero fazer a maior contratação da história do clube, porque o clube que eu for comprar vai me cobrar mais caro, um valor que disse que daria.

Zagueiros da base

— Acho que seis é um número bom para termos de zagueiros ao longo do ano. Em relação à qualidade, estou 100% tranquilo, confiamos muito na nossa base. Temos diversos exemplos de jogdores que sobem para o profissional e performam. E esses dois que foram incorporados estão prontos e podem assumir essa responsabilidade. Confio 100% de que se o treinador quiser colocá-los, vão ajudar o Fluminense a ganhar os jogos.

Necessidade de mais atacantes

— Não disse que o Fluminense tem dificuldade financeira. Temos uma dívida grande, mas hoje a situação é muito melhor do que tínhamos antes. O mercado está inflacionado, a gente vê que tem propostas de atacantes por 30, 40 milhões de euros. Eu disse que a gente busca nomes de peso e vou me esforçar ao máximo para trazer. Negociação acontece todo dia, hoje já tem de manhã, vai ter à tarde e à noite. Nosso planejamento é para ter isso fechado até a estreia do Brasileiro, mas pode ser que isso não aconteça. A decisão aqui é diferente do caso do zagueiro, porque para essa posição, não vamos negociar nada até o meio do ano. Em relação ao atacante, estamos negociando desde o início da semana, desde o momento que o Fluminense rejeitou a contra-proposta do Atlético-MG. Não sei quanto vai custar hoje, temos um valor na nossa cabeça e entendo que com esse valor a gente consiga trazer esse nome de peso.

— Eu não avalio o desempenho do time em campo de forma segmentada, mas de forma conjunta. Então para mim é irrelevante se o gol do Fluminense foi feito pelo zagueiro ou pelo atacante. Claro que a função primordial do atacante é fazer gol, e a do zagueiro é defender, mas se a gente ganhar todos os jogos de 1 a 0 com gol do zagueiro, vou ficar muito feliz. Nosso objetivo é sempre ganhar os jogos, disputar todos os títulos e ser campeão. É o objetivo de todos os anos e vamos montar o elenco com as melhores peças que conseguirmos trazer.

Corinthians mandar jogo no Maracanã

— Não houve conversa. O Corinthians é um clube. Eu li na imprensa sobre esse pedido, mas ele não foi feito. E se for feito, vai ser recusado. O Maracanã é a casa do FLuminense e o contrato diz que a torcida tem que ficar sempre no setor sul. É uma ideia que deve vir no departamento de marketing, ideias criativas. Mas da nossa parte, não tem chance de acontecer. Teremos grandes jogos nessa temporada, um em São Paulo e outro no Maracanã.

Relação com as organizadas do Fluminense

— Venho da arquibancada e tenho uma relação antiga com elas. Essa semana tivemos uma reunião para dois assuntos. A primeira sobre as festas ao longo do ano, e a segunda sobre cobranças a respeito da montagem do elenco. Tenho o maior respeito e admiração por todas as torcidas, é quem está ao lado da instituição quando mais precisa. Não tem aqui uma questão de ser mais ou menos tricolor, cada um é de um jeito. No que depender de mim, teremos uma ótima relação nesse período, com perguntas e esclarecimentos. Normal que a gestão sofra críticas, todos os torcedores querem ganhar sempre e ter o melhor time. Mas hoje em dia tem uma cobrança para montar o melhor time e montar rápido.

➡️ Assista na íntegra a coletiva de Mattheus Montenegro, presidente do Fluminense

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