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Análise: Fluminense esbarra no Palmeiras, mas encontra em Xerém esperança para a volta

Tricolor encontra dificuldades diante da defesa alviverde, perde no Maracanã, mas ganha sobrevida com gol de Wesley Natã

PorBernardo Pinho•Rio de Janeiro (RJ)
15/10/2026 04:50
Fluminense perfilado antes de enfrentar o Palmeiras
Fluminense perfilado antes de enfrentar o Palmeiras (Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense)

A torcida do Fluminense fez sua parte para transformar o Maracanã em uma vantagem na semifinal da Libertadores. A festa nas arquibancadas e o apoio durante a partida empurraram um time que teve a bola na maior parte do tempo, mas encontrou poucas maneiras de ameaçar o Palmeiras.

Na derrota por 2 a 1, nesta quarta-feira (14), faltou ao Tricolor transformar a posse em chances claras. O gol de Wesley Natã, no fim, diminuiu o prejuízo de uma noite em que o ataque pouco funcionou.

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➡️Marcão cogita mudança no ataque do Fluminense para volta contra o Palmeiras

O Fluminense não fez um jogo ruim. Enfrentou um adversário muito bem organizado, acostumado a suportar pressão nesse tipo de confronto e capaz de aproveitar os espaços que apareceram.

Hulk preso e poucas opções de infiltração

Hulk teve muita dificuldade para se desvencilhar dos três zagueiros do Palmeiras, principalmente no primeiro tempo. Sem conseguir escapar da marcação ou dar sequência às jogadas com liberdade, o centroavante não conseguiu abrir espaço para as infiltrações de Canobbio e Savarino.

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Os três tiveram atuações abaixo do que o Fluminense precisava. Savarino e Canobbio trocaram de lado algumas vezes ao longo da partida, mas não se sentiram confortáveis nem na esquerda, nem na direita. Mérito de uma marcação muito bem encaixada e que soube balançar com a troca de passes do Tricolor.

Ganso participou bastante da construção no primeiro tempo. Entre a linha de meio-campo e a zaga palmeirense, o Tricolor encontrou algum espaço para finalizar de longe, mas criou poucas situações que realmente exigiram mais do adversário.

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O Palmeiras suportou a pressão e foi letal em uma de suas raras escapadas antes do intervalo. Aos 45 minutos, Andreas e Piquerez fizeram uma bela tabela, o lateral cruzou e Flaco López completou. O Fluminense havia passado muito mais tempo com a bola, mas foi para o vestiário atrás no placar.

Volta do intervalo pouco mudou o cenário do jogo para o Fluminense

Martinelli saiu no intervalo com dores no joelho e deu lugar a Hércules. Sem o camisa 8, o Fluminense perdeu uma peça importante da construção, e Ganso, participativo na etapa inicial, passou a aparecer pouco. A bola continuou com o Tricolor, mas circulou com a mesma dificuldade de encontrar jogadores em condições de ameaçar o gol.

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Com o time da casa adiantado, o Palmeiras começou a encontrar mais contra-ataques. Fábio fez defesas para manter o Fluminense vivo, mas não conseguiu impedir o segundo gol. Depois de um bate-rebate, Felipe Anderson cabeceou para o meio e encontrou Marlon, que ampliou com um belo chute.

O gol tricolor apareceu no abafa final, quando muitos torcedores já haviam deixado o estádio. Guga cruzou e Wesley Natã, mesmo com a baixa estatura, encontrou espaço para marcar de cabeça.

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E o pequeno gigante de Xerém incendiou novamente um já silencioso Maracanã. O apito final de Facundo Tello foi abafado pelo canto de "Vamos virar, Nense!", e a esperança reina no Fluminense para uma virada que seria histórica no jogo da volta.

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