Jogou a toalha? Renato Gaúcho adota fala pessimista após derrota no Fla-Flu: 'Quem tudo quer, nada tem'
Técnico do Flamengo externou o peso maior para as Copas que o clube disputa, após ser derrotado por 3 a 1 para o Fluminense, neste sábado, no Brasileiro

Em tom defensivo, Renato Gaúcho adotou um discurso pessimista em uma resposta para explicar o baixo rendimento do Flamengo diante do Fluminense, neste sábado, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, na derrota por 3 a 1. O técnico admitiu a complicação na competição nacional e destacou:
- Satisfeito pelos problemas que a gente vem tendo. Desfalques de jogadores na Seleção, no departamento médico. Mesmo assim, o Flamengo em três competições. Está na final da Libertadores, temos 90 minutos para colocar o clube em outra final na quarta-feira e estamos brigando no Brasileiro. Está cada vez mais difícil, mas qual clube joga e vence as três competições? - disse.
- Temos coisas para melhorar, para corrigir, mas ninguém leva em consideração os problemas que estamos tendo. A gente sabe o que está passando. A cada três dias, o Flamengo tem obrigação de ganhar para ficar vivo nas competições. E nenhum time no mundo disputa três competições ao mesmo tempo e vence as três, é muito difícil. Quem tudo quer, nada tem. E os outros clubes que estão disputando só o Brasileiro? Poderíamos estar melhor no Brasileiro? Sim, mas ninguém quer saber dos nossos problemas no dia a dia - emendou.
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Agora terceiro colocado no Brasileiro, já que ficou estacionado nos 46 pontos e foi ultrapassado pelo Fortaleza (48), o Flamengo vira a chave para receber o Athletico-PR, nesta quarta-feira, às 21h30, pelo duelo de volta das semifinais da Copa do Brasil, no Maracanã - na ida, os times empataram em 2 a 2.
Confira outros trechos da entrevista coletiva:
Ambiente tumultuado?
- A gente sabe que a gente precisa melhorar e dar sequência ao trabalho. Quem está aqui sabe o quanto temos trabalhado para buscar os resultados. Respeito opinião, mas não adianta querer tumultuar o nosso ambiente. Empata duas, perde uma e parece que está tudo errado. Vejo outros clubes disputando apenas uma competição e mal, e ninguém fala. O Flamengo dá ibope. Se eu fosse torcedor, também estaria um pouco insatisfeito. Mas o torcedor entende que estamos em três competições.
Opções na escalação
- A única vez que poupei jogador desde que cheguei ao Flamengo foi contra o ABC, depois de ganhar por 6 a 0. Hoje, nós estamos pagando pelo Bruno Henrique, porque deveria ter sido poupado, vinha se queixando muito do adutor. Colocamos para jogar no meio dessas críticas. Estourou. O Pedro estava com dores muito fortes no joelho. Levamos para jogar contra o Athletico correndo um risco. Jogou 15, 20 minutos e agravou a lesão.
Apelo à torcida
- O torcedor é paixão, ele quer ganhar. O torcedor tem que acreditar no que a gente fala, porque é a realidade, estamos aqui dentro. Quando não ganha, é assim. Principalmente no clássico. Nós também queremos, mas nem sempre é o nosso dia, nem sempre o jogador vai jogar bem. O torcedor tem que vir na quarta-feira para nos apoiar, como sempre fez. Se quiser vaiar, deixa para depois do jogo. Precisamos do torcedor. Eu entendo quem está bravo, porque perdemos um clássico.
Posicionamento de Andreas Pereira
- São características diferentes. Quando o Arrascaeta não joga, a gente precisa improvisar. O Andreas é volante e tem nos ajudado, mas não tem as mesmas características. Não é da noite para o dia. O Arrascaeta faz falta em qualquer time, é um jogador diferenciado. E não é só o desfalque do Arrascaeta, mas não é desculpa. Jogando uma vez por semana, tem tempo de preparar e treinar a equipe. Desse jeito, a gente mal tem tempo para fazer um trabalho tático. Como vai ter entrosamento?
Opção por Vitor Gabriel
- Era o único jogador da posição. Desde que eu cheguei, fez apenas três jogos. Falta ritmo. Não é que fez má partida, mas falta ritmo para o jogador. Vou improvisar tendo um jogador da posição? Ele foi bem em alguns lances, não foi tão bem em outros. Se ele faz aquele gol no primeiro tempo, seria herói.
Busca por padrão de jogo
- Já temos o problema do entrosamento. Se mudarmos também a parte tática, teremos dois problemas. Temos o nosso padrão de jogo, que é maneira que nós e os jogadores gostam de jogar. Infelizmente, não é em todos os jogos que estamos no nosso dia. Não adianta mudar toda hora.
Carência sem Arrascaeta
- Já coloquei o Vitinho ali, já coloquei o Lázaro ali, o Everton e o Andreas na maioria das vezes. Andreas fez um ótimo jogo contra o Juventude, todo mundo gostou. Se eu tiro, iriam questionar. O Arrascaeta joga ali, e qualquer jogador que entre no lugar vão querer que faça o mesmo. A gente tenta, mas nem sempre consegue o nosso objetivo.

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