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Críticas 'estouram bolha' das redes sociais, mas diretoria do Flamengo resiste à pressão

O presidente Rodolfo Landim e o vice-presidente de futebol Marcos Braz vivem momento de grande pressão, mas, internamente, reforçam confiança no trabalho do departamento

PorLance!Rio de Janeiro (RJ)
12/05/2022 16:23

Desempenho e resultados ruins em campo, questionamentos sobre o departamento de futebol e decisões do Conselho Deliberativo: este pacote elevou o tom das críticas ao Flamengo e, desde terça-feira, torcedores protestaram contra a diretoria na Sede da Gávea e no Estádio Raulino de Oliveira, com xingamentos direcionados ao presidente Rodolfo Landim e ao VP de futebol Marcos Braz. Diante deste cenário, a cúpula preferiu ficar em silêncio em Volta Redonda.

Procurados pela imprensa após o jogo contra o Altos, Rodolfo Landim e Marcos Braz não se manifestaram. Na última semana, com a polêmica passagem de Jorge Jesus pelo Rio de Janeiro, Braz afirmou que falaria após a entrevista do técnico ao canal SporTV ir ao ar - como aconteceu na segunda-feira -, mas o dirigente não atendeu os jornalistas presentes. A pressão sobre a diretoria não é apenas pela "sombra do Mister" e a dificuldade do time evoluir sob o comando de Paulo Sousa, mas também pelas decisões do Conselho Deliberativo.

Na Gávea, a aprovação da limitação do Sócio Off-Rio e as rejeições das emendas que permitiriam votações híbridas nos conselhos e proibiria acúmulo de cargo no clube de quem for candidato em eleições parlamentares foram vitórias da situação, que votou quase em unanimidade nas propostas. Marcos Braz, por exemplo, já é vereador no Rio de Janeiro e, assim, está apto a candidatar-se para a Alerj ou Congresso - possibilidade que o dirigente não confirma.

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Rodolfo Landim e Marcos Braz - Flamengo
Rodolfo Landim e Marcos Braz, do Flamengo (F: Alexandre Vidal/CRF)

Grupos políticos, candidatos à presidências no último pleito e um ex-presidente criticaram as decisões do Conselho Deliberativo. Fora do colégio eleitoral, as críticas "furaram" a bolha das redes sociais.

Além das faixas e xingamentos a membros da diretoria já citados, o vice-presidente de Embaixadas e Consulados, Maurício Gomes Mattos, tem sido pressionado pelos torcedores de fora do Rio de Janeiro. Nesta quinta, a Embaixada de Balneário Camboriú se posicionou contra a emenda, e outras estudam seguir o caminho.

LANDIM EM MOMENTO DE MAIOR PRESSÃO

O histórico time montado em 2019 - primeiro ano da gestão -, os títulos brasileiros e a reconquista da América após 38 anos logo colocaram Rodolfo Landim entre os grandes residentes do Flamengo.

Membro do grupo que assumiu o clube em 2012 e rachou em 2015, com a reeleição de Eduardo Bandeira de Mello, o atual mandatário vive, talvez, o momento de maior questionamento e pressão externa, mas não dá sinais de que irá ceder.

Tendo Bruno Spindel e Marcos Braz como nomes fortes do futebol, Rodolfo Landim não cogita trocar o comando técnico do Flamengo neste momento. As declarações de Jorge Jesus, de que gostaria de voltar ao Flamengo, não mudaram o cenário, e a direção aposta no sucesso da reformulação que está sendo tocada por Paulo Sousa.

As críticas ao departamento - que acabam atingindo Rodolfo Landim - também são a respeito do departamento médico do clube. Mas, na última reunião do Conselho Deliberativo, o presidente fez defesa ao trabalho realizado no Ninho do Urubu e prometeu "documento detalhado" aos conselheiros.

Até o momento atual, as críticas mais duras direcionadas a Landim eram por fatores "extra-campo": a condução do clube no caso do Incêndio do Ninho do Urubu, o posicionamento a favor do retorno das atividades em meio à pandemia do coronavírus ou a "proximidade com Brasília" e com o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Fortes nas redes sociais, as críticas poucas vezes haviam chegado "com força" nas arquibancadas como no Estádio Raulino de Oliveira.

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Inclusive, Rodolfo Landim foi indicado para presidir o Conselho de Administração da Petrobras pelo Ministério de Minas e Energia. O rubro-negro afirmou que "era viável" conciliar os cargos e negou que a indicação tenha sido devido à proximidade com Jair Bolsonaro, e sim ao seu currículo e trabalho desenvolvido em 26 anos na empresa.

Em abril, contudo, Rodolfo Landim publicou carta afirmando que não iria mais assumir cargo na Petrobras, devido a necessidade de um "compromisso de um grau ainda maior de dedicação e foco" ao clube.

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