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O que melhorou e o que piorou no Cruzeiro pós-Copa do Mundo?

Depois de encerrar o primeiro semestre em alta, a equipe tem encontrado dificuldades

PorEduardo StatutiBelo Horizonte (MG)
22/09/2026 06:15
Artur Jorge dando orientações
Artur Jorge dando orientações (Foto: Gilson Lobo/AGIF/Folhapress)

Após o triunfo do Cruzeiro por 3 a 1 contra o Vitória pelo Brasileirão, o técnico Artur Jorge destacou que há estatísticas melhores e piores no pré e pós Copa do Mundo da equipe. No entanto, os dados mostram que houve mais quedas de rendimento do que evoluções.

– As coisas tendem a fluir de forma natural. De forma geral, nossos números pré-Copa e pós-Copa. Há aspectos melhores e piores. Porque nos permitiu ter um tempo de trabalho melhor, um descanso para aliviar a parte mental. Depois trabalhar em um período maior. Essa pausa é mais curta, apenas alguns dias. Será mais longa em termos de competição, mas de trabalho é mais curta. Vamos aproveitar para melhorar, restam alguns pontos para alcançarmos nosso objetivo – disse o treinador.

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Segundo dados levantados pelo Lance! pela plataforma Sofascore, apenas dois quesitos melhoraram depois da Copa do Mundo na equipe de Artur Jorge. O aproveitamento de cruzamentos subiu de 22,9% para 26,5%, e o volume de passes, de 419,28 para 465,31.

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O que piorou no Cruzeiro pós-Copa do Mundo?

Apesar de manter a mesma média de gols, 1,5 por partida, o Cruzeiro cria muito menos no pós-Copa. Desde o retorno do Mundial, o xG da equipe liderada por Artur Jorge caiu de 1,64 para 1,38 por jogo, e as grandes chances criadas, de 3,00 para 2,33.

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Além disso, o aproveitamento das finalizações também piorou, de 37,0% para 29,9%, mesmo com a média de chutes por jogo tendo aumentado de 14,11 para 15,25.

Mas a queda mais evidente de desempenho foi na defesa. O xG dos adversários saltou de 0,91 para 1,61 por jogo. Com isso, os gols sofridos ficaram mais frequentes, com média de 0,94 para 1,13 por partida. Os rivais do Cabuloso têm encontrado mais espaços para finalizar, passando de 11,50 finalizações por duelo para 17,44.

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Quem sofre mais com isso é o goleiro Otávio. Nos primeiros 16 jogos de Artur Jorge pelo Cruzeiro, os arqueiros tiveram média de 2,28 defesas por jogo; no segundo semestre, Otávio tem média de 3,94.

Os duelos aéreos, que já eram problemáticos, se tornaram uma preocupação ainda maior. O aproveitamento caiu de 52,7% para 43,2%. No chão, a equipe comandada por Artur Jorge segue melhor que os adversários.

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Apesar do volume de passes ter aumentado, o Cruzeiro do pós-Copa segue com posse parecida (de 54,67% para 53,44%) e precisão no passe semelhante, passando de 85,35% para 85,28%.

Cruzeiro pós-Copa
Cruzeiro pós-Copa (Foto: reprodução)

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