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Adversários finalizaram 70% mais que o Cruzeiro nos últimos cinco jogos

A Raposa tem convivido com momentos de inconstância

PorEduardo StatutiBelo Horizonte (MG)
14/09/2026 17:04
Santos x Cruzeiro na Vila Belmiro
Santos x Cruzeiro na Vila Belmiro (Foto: Mauricio De Souza/AGIF/Folhapress)

Depois de dar uma mostra de que poderia ter superado uma crise criativa com a formação com quatro meias, a Raposa voltou a ter um jogo com poucas oportunidades. Nos últimos cinco jogos, os adversários do Cruzeiro finalizaram 70% mais que os mineiros.

Contra o Santos, o time liderado por Artur Jorge chutou apenas nove vezes, enquanto o alvinegro finalizou 31. Esse foi o jogo em que a equipe mais sofreu finalizações sob o comando do técnico português.

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Nos últimos cinco jogos, o Cruzeiro finalizou 64 vezes contra 109 dos rivais. Dessas, apenas 21 dos mineiros tiveram a direção do alvo e 37 dos adversários.

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Neste recorte, os adversários da Raposa finalizaram 70,3% a mais e tiveram 76,2% mais chutes ao gol que a equipe mineira.

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Estatísticas finalizações do Cruzeiro nos últimos cinco jogos
Estatísticas finalizações do Cruzeiro nos últimos cinco jogos (Foto: Reprodução)

Fator determinante em derrota do Cruzeiro

O técnico Artur Jorge, após assumir a responsabilidade pela derrota do Cruzeiro por 2 a 1 para o Santos, analisou mais profundamente o resultado. Para o técnico, um fator foi determinante para o resultado negativo na Vila Belmiro.

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– Não podemos individualizar. O que preparamos para o jogo e o que o jogo nos trouxe pelo adversário é o que vou falar. A grande diferença para o jogo contra o Athletico-PR, foi a distância com que nós permitimos os quatro meias adversários trabalharem. Na semana passada, exaltei os encurtamentos dos meias, não permitimos que jogassem. É uma equipe que tem jogadores com dinâmica maior, também dois homens na construção a três, que quando passavam da pressão carregaram para criar superioridade no 4-4 do meio de campo. Essa distância foi, de fato, muito determinante para o que foi o resultado. Sempre ficamos em compensações, chegando atrasados. Deixamos que o adversário ganhasse metros e finalizasse no corredor central. De fato, havia um espaço para que as finalizações acontecessem. A grande diferença, o que mais falhamos foi permitir que os quatro jogadores jogassem com liberdade – analisou o técnico.

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