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MP pede prisão preventiva de vice-presidente do Corinthians

Solicitação contra Armando Mendonça ocorre após demissão de Marcelo Munhoes

PorGuilherme Lesnok•São Paulo (SP)
16/10/2026 18:26
•Atualizado há 1 minutos
Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, olhando para frente
Armando Mendonça olhando para frente

A Justiça de São Paulo recebeu, nesta sexta-feira (16), um pedido de prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians. A informação foi divulgada inicialmente pelo Ge.

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O pedido foi apresentado após a demissão de Marcelo Munhoes, ex-diretor de tecnologia do clube, e encaminhado à 25ª Vara Criminal.

O promotor Cássio Conserino, responsável pelo caso, argumenta que a demissão de Munhoes pode representar uma tentativa de intimidar testemunhas e interferir na produção de provas. Uma audiência relacionada ao processo está marcada para o dia 10 de novembro.

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Mendonça é acusado de apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriação indébita agravada continuada, furto qualificado por abuso de confiança e coação ao longo do processo. A investigação apura o suposto desaparecimento de materiais esportivos da Nike no clube.

Veja abaixo a nota da defesa de Armando Mendonça

A defesa recebeu com espanto e surpresa a notícia de que o Ministério Público, na pessoa do Promotor de Justiça Cássio Roberto Conserino, valeu-se da instrumentalização de episódio interno de dispensa de integrante do corpo diretivo do Sport Club Corinthians Paulista, como argumento para obtenção de medidas cautelares outrora denegadas pela Justiça.

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Trata-se de manifestação notoriamente abusiva, por desconsiderar que a dispensa representa evento próprio ao ambiente político do Sport Club Corinthians Paulista, mormente se considerada a existência de informações de que o diretor dispensado se habilitou como candidato em chapa pertencente à oposição, para fins de disputa de cargo na futura eleição do Clube.

A manifestação também se apresenta ilegal por se valer de suposições desvalidas de prova sobre uma pretensa interferência de Armando Mendonça na dispensa do ex-diretor, ignorando a acusação que a nomeação e dispensa de membros do corpo diretivo é prerrogativa da Presidência do Clube.

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Afora o claro descabimento dos pedidos apresentados pela acusação, serve a petição ministerial como reforço da suspeição do Promotor de Justiça Cássio Roberto Conserino diante de sua inequívoca proximidade e contaminação com as questões políticas do Clube, em especial pela participação em debates de derrubada do modelo associativo.

O reforço da suspeição se dá pela confissão, apresentada na petição ministerial, de que o Promotor de Justiça mantém canal direto de comunicação com Marcelo Munhões, que lhe enviou mensagem com manifestação de descontentamento sobre o desligamento.

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Como reforço do despropósito e gravidade da conduta da acusação, anote-se que o nome de Armando Mendonça como suposto responsável pela dispensa não é mencionado, sequer, no e-mail encaminhado por Marcelo Munhões ao Promotor Cássio Conserino.

Resguardado o respeito ao Ministério Público como Instituição, é necessário pontuar que causou assombro o conhecimento da apresentação de um pedido de prisão absolutamente descabido, logo após a confirmação, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, de data para o julgamento do Habeas Corpus em que se discute o trancamento da ação por conta das ilegalidades praticadas.

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Sem prejuízo da manifestação formal no processo e comunicação do fato aos órgãos correcionais do Ministério Público, a defesa de Armando Mendonça manifesta plena e integral confiança na Justiça, como órgão de combate aos abusos e proteção às garantias individuais.

Camisa branca oficial do Corinthians com escudo e patrocinadores Shopee, Nike, BMG e Frimesa.
Camisa da Nike do Corinthians (Foto: Corinthians)

Desvio de materiais no Corinthians

O Corinthians identificou, por meio de uma auditoria interna, irregularidades na distribuição de materiais esportivos fornecidos pela Nike. Entre os problemas constatados estão retiradas acima da cota anual prevista em contrato, além de peças em más condições e armazenadas de forma inadequada.

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O relatório também aponta falhas recorrentes na cadeia de recebimento, controle e distribuição dos itens, revelando um cenário de desorganização que atravessa diferentes departamentos do clube.

O material analisado indica que a gestão atual não consegue assegurar rastreabilidade, transparência e uniformidade no uso dos produtos destinados às modalidades esportivas.

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