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Seedorf rebate críticas sobre carreira como técnico: 'É justo?'

Neerlandês defende trajetória, destaca experiência e demonstra confiança

PorGuilherme Lesnok•São Paulo (SP)
14/10/2026 19:00
Clarence Seedorf durante apresentação
Clarence Seedorf rebateu questionamentos sobre seu retrospecto como treinador (Foto: Gabriela Pereira/Agencia Enquadrar/Folhapress)

O técnico Clarence Seedorf comentou os números de sua carreira como treinador e o conhecimento sobre o futebol brasileiro durante sua apresentação oficial no Corinthians, nesta quarta-feira (14), no CT Dr. Joaquim Grava. 

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O holandês rebateu os questionamentos sobre seu retrospecto à frente de outras equipes e afirmou que as estatísticas precisam ser analisadas dentro do contexto de cada trabalho. O comandante também defendeu sua capacidade de adaptação após sete anos sem dirigir um clube. 

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— Já respondi bastante sobre esse assunto. Vocês têm que pensar se é justo ou não antes de ver o trabalho. Eu pergunto a vocês: é justo julgar alguém antes de fazer um trabalho? É justo ou não? O mundo é cheio de pré-julgamento. Eu não gosto de julgar pessoas que não conheço. São sete anos sem ter um clube, mas isso não significa que eu não estava próximo do futebol. Para mim, o mais importante é o clube acreditar em mim. O clube e os profissionais abriram a porta para mim. Eu sei o que posso fazer, se não, não estaria aqui para ajudar a melhorar a situação. Não estou com medo e não estou precisando estar aqui. Minha vida era muito boa, tinha tudo, mas eu gosto de desafios. É um desafio maravilhoso — disse o treinador.

Em relação ao futebol brasileiro, Seedorf reconheceu que ainda precisará aprofundar seu conhecimento sobre os adversários do Corinthians na sequência do Campeonato Brasileiro, mas demonstrou confiança na estrutura de análise do clube. O treinador destacou sua experiência internacional e afirmou que pretende utilizar o trabalho dos profissionais da comissão técnica para acelerar a preparação da equipe.

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— Deixa eu contar um pouco como eu trabalho... Quando eu jogava, muitas vezes eu não sabia contra quem jogava no mesmo dia. A minha mentalidade era saber o que fazer com o meu time. Como jogador era uma coisa, agora como treinador é diferente. Hoje em dia o treinador não precisa ver praticamente nada para saber sobre o adversário, tem muita gente boa para trabalhar aqui. Vamos ter tempo para analisar o adversário, o futebol é um esporte universal. Eu joguei em vários clubes do mundo e no final a bola é redonda e 11 jogadores contra 11. Joguei futebol 40 anos da minha vida, conheço futebol e não preciso de muito tempo para conhecer os jogadores que vamos enfrentar. Vamos respeitar todos — comentou.

— Quero ressaltar a importância das pessoas que trabalham dentro do clube fazendo análises. Os treinadores do mundo hoje não tem tempo de fazer tudo sozinho. Aqui eu já vi um time maravilhoso e competente. Estou pouco preocupado com essa parte. Vou me adaptar rápido com essas pessoas que estão motivadas em trabalhar — finalizou.

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Clarence Seedorf durante apresentação ao Corinthians
Clarence Seedorf negou que Memphis Depay tenha influenciado sua decisão de assumir o Corinthians (Foto: Rodrigo Coca / Corinthians)

Carreira de Seedorf

Aos 50 anos, o neerlandês chega ao Timão após passagens por Milan, Shenzhen FC, Deportivo La Coruña e pela seleção de Camarões. Ao longo da carreira como treinador, acumulou 63 partidas, com 20 vitórias, 17 empates e 26 derrotas, o que representa um aproveitamento de 40,7%. Suas equipes marcaram 70 gols, sofreram 84 e terminaram 19 jogos sem serem vazadas.

O último trabalho de Seedorf como treinador foi em 2019, quando comandou a seleção de Camarões. Após deixar o cargo, o neerlandês passou a atuar nos Países Baixos como conselheiro, trabalhando ao lado de Nigel de Jong, diretor de seleções da Federação Holandesa de Futebol.

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Agora, após mais de sete anos sem comandar uma equipe, Seedorf retorna à função com o desafio de recuperar o desempenho do Corinthians e evitar o rebaixamento à segunda divisão nacional.

— A pergunta é sempre sobre ler os números. Quando a gente faz testes físicos, aí saem vários dados. Mas se não sabe ler os dados você faz o planejamento errado. Se pensar quanto ganhou ou perdeu não é justo. Meu primeiro trabalho foi de ser jogador do Botafogo e na sequência fui técnico do Milan — explicou.

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— O Milan estava nas últimas posições e eu fui terceiro na retomada do campeonato. De quarto último a sétimo lugar. Ninguém fala sobre isso? Isso significa que sou um grande treinador ou uma grande história? Não. Mas tem que ter boas oportunidades boas para mostrar quem você é como treinador — concluiu.

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