Como funciona a tecnologia que identificou cinco foragidos em jogo do Corinthians
Entre os detidos estão indivíduos procurados por porte ilegal de arma e associação ao tráfico

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A tecnologia de reconhecimento facial passou a integrar a rotina dos estádios de futebol e tem sido utilizada para identificar pessoas com pendências judiciais no momento de acesso às partidas. No clássico entre Corinthians e Palmeiras, realizado no domingo (12), na Neo Química Arena, o sistema foi acionado por meio do programa "Muralha Paulista".
De acordo com nota da Secretaria de Segurança Pública, cinco foragidos da Justiça foram identificados e presos ao tentarem entrar no estádio. Entre eles, um homem de 40 anos, com mandado de prisão preventiva por associação ao tráfico de drogas, e outro, de 35, procurado no Amazonas por porte ilegal de arma de fogo. Os demais casos envolvem dois indivíduos com débitos de pensão alimentícia e um condenado por constrangimento ilegal.
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A identificação ocorre a partir do cruzamento das imagens captadas nas catracas com dados do Banco Nacional de Mandados de Prisão. Segundo a SSP, a ferramenta amplia a capacidade de atuação das forças de segurança e dificulta a circulação de pessoas procuradas em eventos com grande concentração de público. Desde o início da parceria com as arenas, mais de 2 milhões de torcedores já passaram por esse tipo de fiscalização.
Como o sistema funciona?
Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply Tecnologia e ElevenTickets, especialista em sistemas de reconhecimento facial para grandes eventos, destaca a importância da integração de dados. Segundo ele, a tecnologia opera com inteligência artificial e utiliza algoritmos capazes de mapear mais de 100 pontos do rosto de cada pessoa que acessa o estádio. Nas etapas iniciais, o usuário precisa cadastrar a própria imagem e enviar um documento, cujas informações são extraídas por meio de inteligência artificial.
Outro fator relevante para a adoção do reconhecimento facial pelos clubes é o combate ao cambismo, prática que vem sendo diretamente impactada pelo uso desse tipo de tecnologia.
— O reconhecimento facial tem se mostrado extremamente eficaz no combate ao cambismo e à fraude de ingressos. A tecnologia torna os ingressos únicos e intransferíveis, vinculados ao rosto do titular, o que inviabiliza as tentativas de fraude, assim como a atuação de cambistas. A entrada no estádio ficou mais ágil e fluida. É possível acessar somente com o rosto, sem precisar carregar ingressos ou cartões. Quando a mesma plataforma é utilizada para venda de ingressos, gestão de sócios e controle de acessos, a leitura facial ocorre em milésimos de segundo e resulta em um tempo total de entrada de apenas 1 segundo por torcedor — disse.

Quando entrou em vigor no Brasil e no estádio do Corinthians?
O sistema de reconhecimento facial passou a ser implementado nos estádios de futebol brasileiros após a publicação da Lei Geral do Esporte, em 14 de junho de 2023. A medida estabelece a utilização da tecnologia como forma de controle de acesso, com foco na identificação de torcedores e na organização da entrada nas arenas.
A legislação determinou prazo de dois anos para adequação, direcionado a estádios com capacidade mínima de 20 mil pessoas. Nesse período, clubes e administradores de arenas iniciaram a adoção gradual do sistema, que envolve o cadastro prévio dos torcedores e a validação de dados no momento do acesso.
No Corinthians, o método entrou em vigor em 13 de julho de 2025, na partida contra o Red Bull Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro.
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