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Pré-Copa do Mundo, Ancelotti sonha com 'final perfeita' para Champions League

Italiano torce pela eliminação de seus astros na competição para evitar baixas no elenco

Rio de Janeiro (RJ)
Dia 04/05/2026
14:36
Atualizado há 1 minutos
Hazan aponta dificuldades na Seleção Brasileira (Foto: Pablo Porciuncula/AFP)
imagem cameraCarlo Ancelotti durante coletiva de imprensa da Seleção Brasileira (Foto: Pablo Porciuncula/AFP)

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A duas semanas de anunciar a lista definitiva dos jogadores que representarão a Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026, Carlo Ancelotti vive um paradoxo tático e emocional. O maior vencedor da história da Champions League teria como um "sonho", de forma pragmática, para que a decisão do torneio não conte com nenhum atleta de seu escopo brasileiro. O "cenário perfeito" para o treinador italiano seria uma final entre Bayern de Munique e Atlético de Madrid, as únicas equipes das semifinais que não possuem jogadores selecionáveis para o Brasil.

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O devaneio por uma final alemã-espanhola tem uma justificativa clara: sobrevivência física. O caos médico já se instaurou na Seleção, privando Ancelotti de peças fundamentais. Éder Militão (lesão no tendão da coxa) e Rodrygo (rompimento do ligamento do joelho) estão fora. O sinal de alerta segue piscando com o grupo de dúvidas, que inclui Estêvão (lesão na posterior da coxa direita), Alisson (problema muscular na coxa) e Raphinha (contusão na coxa).

Eliminações precoces no campeonato europeu significam uma tentativa de estancar a drenagem de um elenco que diminui a cada passo que a Copa do Mundo se aproxima.

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O "favor" que o Bayern pode fazer ao Brasil

Um dos focos de tensão para a comissão técnica está em Munique. O Bayern recebe o Paris Saint-Germain precisando reverter um eletrizante 5 a 4 sofrido na França. Para o Brasil, uma virada bávara, e o retorno do time alemão à uma final desde 2019/20, conquistado justamente sobre os parisienses, seria um alívio.

A queda do PSG significaria um desgaste a menos para a dupla Marquinhos e Lucas Beraldo. A saúde de Marquinhos é tratada como prioridade, visto que dores no quadril já o tiraram do amistoso contra a França, forçando Ancelotti a poupá-lo. O calendário do PSG agrava o temor: na reta final da Ligue 1 (campeonato francês), o time tem o Lens na sua cola disputando ponto a ponto e ainda precisa disputar um jogo atrasado da 29ª rodada. Cada minuto em campo é um risco iminente.

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O medo de perder os "Gabriéis" do Arsenal

O outro lado da chave, para o bem da Seleção de Ancelotti, veste as cores do Atlético de Madrid. Após um empate no jogo de ida na Espanha, os rojiblancos vão a Londres decidir a vaga contra o Arsenal. A queda da equipe londrina pouparia Gabriel Martinelli e Gabriel Magalhães do jogo mais tenso da temporada. Magalhães, inclusive, é outro que acendeu a luz amarela após ser cortado do amistoso contra a França por conta de dores no joelho direito, fruto do embate contra o Manchester City.

O problema para o plano do italiano é a fome de glória dos clubes. O Arsenal tenta quebrar um incômodo jejum e voltar a uma final europeia que não disputa desde a temporada 2005/06, enquanto o Atlético persegue a taça inédita após bater na trave em 2015/16. Como agravante, a vida dos gunners na Premier League é uma maratona: restam três rodadas decisivas, e o campeonato só se encerra no dia 24 de maio.

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A ironia do "rei da Europa"

O fato mais curioso dessa narrativa é o papel de Carlo Ancelotti. Justamente ele, o recordista absoluto da Champions League com sete títulos conquistados — dois como jogador do Milan (1989 e 1990), dois como técnico do clube italiano (2003 e 2007) e três no comando do Real Madrid (2014, 2022 e 2024) —, hoje jogaria suas fichas contra a competição que o eternizou.

Mais do que os números, o que define Ancelotti é sua habilidade de gerir vestiários estrelados com serenidade, respeito e confiança. O "gestor de pessoas" exemplar sabe ler o momento de seus atletas. Seu estilo tranquilo, que tanto contrasta com o caos do futebol de elite, é o que o faz enxergar a realidade de forma fria: sendo a Seleção Brasileira um celeiro de craques altamente requisitados, o melhor atalho para a glória no Mundial é, ironicamente, o fracasso de seus pilares na Europa.

Marquinhos, capitão da Seleção Brasileira -  (Foto: @rafaelribeirorio/CBF)
Marquinhos, capitão da Seleção Brasileira - (Foto: @rafaelribeirorio/CBF)

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