França mira marca do Brasil na Copa mesmo com mudanças após geração vitoriosa
Com elenco de 2018 desconfigurado, França busca feito da Seleção Brasileira em 2002

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Poucas seleções conseguiram estabelecer uma hegemonia tão duradoura quanto o Brasil entre 1994 e 2002. Foram oito anos no topo, com dois títulos e um vice-campeonato. Hoje, a França de Didier Deschamps vive o seu "momento 2002". Após o auge na Rússia e o revés do Catar, os Les Bleus miram a terceira final consecutiva para igualar a marca brasileira. Contudo, o cenário é de mudanças: daquela geração vitoriosa de 2018, resta apenas um "quarteto fantástico" para contar a história.
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Ao olhar para a última convocação, a sensação é de que o tempo correu mais rápido para uns do que para outros. Dos 23 heróis da Moscou, apenas quatro permanecem: Kylian Mbappé, N'Golo Kanté, Ousmane Dembélé e Lucas Hernández.
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Os quatro sobreviventes 🏆
A missão de manter a seleção francesa entre as melhores recai sobre um grupo reduzido que viveu realidades distintas:
- Kylian Mbappé: O herdeiro do trono. De revelação em 2018 a "peça-chave" do time em 2026.
- Lucas Hernández: O sobrevivente do infortúnio. Após a grave lesão que o tirou da Copa de 2022, ele retorna como o único que não viveu o trauma da derrota nos pênaltis para a Argentina em campo.
- N'Golo Kanté: A bússola silenciosa. Sua presença é o último vestígio do equilíbrio tático que deu à França a solidez de 2018.
- Ousmane Dembélé: O amadurecimento. De jovem na Rússia a uma peça de experiência internacional necessária para guiar os novos pontas que surgem.

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Solidão do capitão e o desafio brasileiro em 2002 🥅
Para Mbappé, o desafio de 2026 guarda semelhanças com o que Ronaldo viveu em 2002. Se em 2018 ele era o jovem fenômeno protegido pelos veteranos, assim como o Fenômeno foi em 94, agora ele é o pilar central da seleção. Mas, ao contrário daquele Brasil que manteve uma base experiente, Mbappé enfrenta uma "solidão de liderança".
As despedidas de Antoine Griezmann, Hugo Lloris, Raphaël Varane e Olivier Giroud deixaram o capitão sem sua guarda real. Ele é, agora, o elo solitário entre a glória máxima e uma nova geração que tem o talento, mas ainda não tem a cicatriz dos campeões.
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Peso da história 📖
A França sabe que chegar a três finais consecutivas não é apenas uma questão de talento, mas de gestão eficiente. O Brasil de 2002 conseguiu mesclar a experiência de Cafu e Roberto Carlos com o auge de Ronaldo e Rivaldo.
A era de ouro de Deschamps não acabou, ela se transformou. E no centro dessa transformação, Mbappé caminha para tentar o que só os brasileiros conseguiram: transformar um ciclo de oito anos na maior dinastia do futebol mundial.
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