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França mira marca do Brasil na Copa mesmo com mudanças após geração vitoriosa

Com elenco de 2018 desconfigurado, França busca feito da Seleção Brasileira em 2002

Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porAlessandra Ferreira,
Dia 03/05/2026
15:11
Mbappé - França - Seleção francesa
imagem cameraMbappé em ação pela seleção francesa (Foto: FRANCK FIFE / AFP)

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Poucas seleções conseguiram estabelecer uma hegemonia tão duradoura quanto o Brasil entre 1994 e 2002. Foram oito anos no topo, com dois títulos e um vice-campeonato. Hoje, a França de Didier Deschamps vive o seu "momento 2002". Após o auge na Rússia e o revés do Catar, os Les Bleus miram a terceira final consecutiva para igualar a marca brasileira. Contudo, o cenário é de mudanças: daquela geração vitoriosa de 2018, resta apenas um "quarteto fantástico" para contar a história.

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Ao olhar para a última convocação, a sensação é de que o tempo correu mais rápido para uns do que para outros. Dos 23 heróis da Moscou, apenas quatro permanecem: Kylian Mbappé, N'Golo Kanté, Ousmane Dembélé e Lucas Hernández.

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Os quatro sobreviventes 🏆

A missão de manter a seleção francesa entre as melhores recai sobre um grupo reduzido que viveu realidades distintas:

  1. Kylian Mbappé: O herdeiro do trono. De revelação em 2018 a "peça-chave" do time em 2026.
  2. Lucas Hernández: O sobrevivente do infortúnio. Após a grave lesão que o tirou da Copa de 2022, ele retorna como o único que não viveu o trauma da derrota nos pênaltis para a Argentina em campo.
  3. N'Golo Kanté: A bússola silenciosa. Sua presença é o último vestígio do equilíbrio tático que deu à França a solidez de 2018.
  4. Ousmane Dembélé: O amadurecimento. De jovem na Rússia a uma peça de experiência internacional necessária para guiar os novos pontas que surgem.
Dembélé lamenta chance desperdiçada em Espanha x França
Dembélé lamenta chance desperdiçada em Espanha x França (Foto: Franck Fife/AFP)

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Solidão do capitão e o desafio brasileiro em 2002 🥅

Para Mbappé, o desafio de 2026 guarda semelhanças com o que Ronaldo viveu em 2002. Se em 2018 ele era o jovem fenômeno protegido pelos veteranos, assim como o Fenômeno foi em 94, agora ele é o pilar central da seleção. Mas, ao contrário daquele Brasil que manteve uma base experiente, Mbappé enfrenta uma "solidão de liderança".

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As despedidas de Antoine Griezmann, Hugo Lloris, Raphaël Varane e Olivier Giroud deixaram o capitão sem sua guarda real. Ele é, agora, o elo solitário entre a glória máxima e uma nova geração que tem o talento, mas ainda não tem a cicatriz dos campeões.

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Peso da história 📖

A França sabe que chegar a três finais consecutivas não é apenas uma questão de talento, mas de gestão eficiente. O Brasil de 2002 conseguiu mesclar a experiência de Cafu e Roberto Carlos com o auge de Ronaldo e Rivaldo.

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A era de ouro de Deschamps não acabou, ela se transformou. E no centro dessa transformação, Mbappé caminha para tentar o que só os brasileiros conseguiram: transformar um ciclo de oito anos na maior dinastia do futebol mundial.

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