Fifa e BWI assinam acordo para promover direitos dos trabalhadores
Vínculo vai até 2030

A Fifa e a Building and Wood Workers' International (BWI) assinaram um acordo de cooperação de cinco anos que busca garantir condições de trabalho mais seguras e dignas para profissionais envolvidos na construção e reforma de estádios e demais instalações ligadas aos torneios da entidade máxima do futebol mundial.
O novo compromisso, anunciado durante a celebração dos 20 anos da BWI, foi formalizado pelo presidente da federação sindical, Per-Olof Sjöö, e pelo secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström. O acordo tem validade até 2030 e cria uma estrutura permanente de colaboração entre as instituições, consolidando uma parceria que já se estende há mais de uma década.
Entre as principais medidas previstas estão inspeções conjuntas em locais de obras relacionadas às competições da Fifa, a capacitação de representantes de trabalhadores e ações voltadas à segurança ocupacional. As inspeções seguirão as diretrizes da Convenção nº 081 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), assegurando confidencialidade e proteção contra retaliações.
O documento também prevê a criação de relatórios anuais conjuntos, supervisionados pelo Subcomitê de Direitos Humanos e Sustentabilidade da Fifa. Esses relatórios apresentarão avanços, desafios e medidas corretivas adotadas. Quando forem identificadas violações, a Fifa se compromete a implementar planos de ação corretiva em conjunto com parceiros locais e sob acompanhamento da BWI.
A cooperação entre as duas entidades teve início há mais de dez anos e ganhou destaque durante a Copa do Mundo do Catar 2022, quando inspeções e programas de treinamento contribuíram para melhorias em segurança, canais de reclamação e respeito a padrões trabalhistas. O novo acordo busca consolidar essas práticas em uma estrutura formal e duradoura.
Com futuros torneios marcados para Canadá, México e Estados Unidos (2026), Brasil (2027), Marrocos, Portugal, Espanha, Argentina, Paraguai e Uruguai (2030), além de América do Norte e Central (2031) e Arábia Saudita (2034), o pacto será aplicado em diferentes contextos políticos e industriais, exigindo transparência e monitoramento contínuo.
Segundo o secretário-geral da BWI, Ambet Yuson, o acordo "oferece um processo claro para prevenir e remediar abusos, transformando compromissos em melhorias concretas para os trabalhadores". Já Grafström destacou que a Fifa "leva os direitos dos trabalhadores muito a sério" e que é essencial que todos os envolvidos nos projetos "tenham acesso a boas condições de trabalho, segurança e remuneração justa".
O entendimento marca um passo importante na consolidação de práticas de responsabilidade social e respeito aos direitos humanos nas futuras competições da FIFA ao redor do mundo.
➡️Fifa é acusada de desrespeito aos direitos humanos por Copa do Mundo na Arábia Saudita

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